Lojas e encontros.-2

646 Palavras

Ela franze a testa, olhando para as pilhas de caixas que o vendedor começa a organizar no balcão. — Dommage... E para quem são todas essas compras, Marcelo? São peças pequenas, delicadas... Encontrou uma bonequinha nova para brincar? Meu rosto se fecha instantaneamente. A curiosidade dela me irrita como areia nos olhos. — Cuide da sua vida, Camille. O que eu compro ou para quem compro não é da sua conta. Ela recua, surpresa com a rispidez. — Mon Dieu, que humor selvagem. Seu grosso! Viro-me de costas para ela, xingando Leco mentalmente em todos os dialetos que conheço. “Zero complicações”, ele disse. “Um negócio certo”, ele prometeu. E agora estou aqui, lidando com uma modelo francesa bisbilhoteira enquanto tento vestir uma prisioneira grávida que me odeia. Quero matar o meu primo. Q

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