Capítulo — Desespero " A pressão psicológica mata aos poucos." Lúcia O silêncio que se instala na sala após a saída de Maristela e Nica é denso, quase sólido. Sinto o estofado do sofá cinza-chumbo afundar sob o meu peso, mas meu corpo está tão rígido que m*l consigo respirar. Aristides não se senta. Ele permanece de pé, uma figura imponente, cujas sombras parecem se esticar pelo chão de madeira polida até tocarem meus pés. O “sinal de Wi-Fi” da minha coragem não apenas caiu; o roteador foi implodido. — Luana — ele diz, e o som desse nome falso na voz dele soa como uma sentença de morte. — Meu filho sempre foi um homem de apetites vorazes e paciência curta. Nunca foi de cultivar jardins; prefere colher os frutos e queimar a árvore depois. Então, explique-me… como uma menina tão jovem,

