Capítulo – Minha. " Não importa o tempo e a distância, ela sempre será minha." Marcelo O vinho em minha taça parece sangue sob a luz do lustre de cristal, mas meu foco não está na bebida. Meus olhos estão fixos em Luana, que acaba de se sentar com uma rigidez que denuncia cada grama de ódio que ela tenta camuflar. Ela evita meu olhar, mantendo o queixo erguido e a mão estrategicamente posicionada para que o cabelo não revele o que esconde ali. Observo o tremor quase imperceptível em seus dedos e, de repente, a imagem de minutos atrás invade minha mente com uma força visceral. Eu a vi se levantar. Vi o desespero em seu rosto, a pressa com que ela pediu licença para ir ao toilette. Ela achou que estava escapando. Achou que o riso compartilhado com Gaetano ficaria impune, flutuando s

