📍 NARRADO POR AMARA A gente já tava quase virando a última curva do morro quando a voz veio, cortando o ar: — “Eita… o que que é isso? Passarela da quebrada?” Era o Cauã. Encostado numa moto, camiseta justa colada no peito, boné torto como sempre e aquele sorriso sacana de quem já sabe que vai ser zoado — mas quer mesmo é provocar. Natália nem respondeu. Só deu dois passos firmes e se jogou no colo dele. Literalmente. Braço no pescoço, perna roçando na lateral da coxa, e a boca colada no ouvido dele como se fosse segredo — mas o riso escapou alto, entregue, atrevido. — “Tava com saudade da minha tarada preferida.” — ele disse, já passando o braço na cintura dela. — “Tu não vive sem mim, Cauã. E se duvidar, nem goza mais sem ouvir minha voz.” — “E nem quero.” — “Ótimo. Porque h

