capitulo 33

1435 Palavras

Eu não preguei o olho nem por um minuto. A luz do sol começou a cortar as frestas do barraco e eu ainda estava ali, sentado naquela poltrona velha, limpando o meu fuzil peça por peça, sentindo o cheiro do óleo de arma misturado com a minha própria fúria. Tomei um banho gelado, vesti minha farda preta e ajeitei a bandoleira no peito. No espelho, o que eu via era um cara com olhar de quem ia cobrar uma dívida de sangue com juros abusivos. Desci a ladeira no ódio, ignorando os "bom dia" dos vapores. Cheguei na mansão bem na hora que o portão automático tava abrindo. Estacionei a moto de qualquer jeito, fazendo o pneu fritar no asfalto, e vi o Augusto saindo. Ele tava diferente. Não tava com aquela cara de quem ia pro tribunal do crime; tava com um semblante limpo, quase relaxado, ajeitando o

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