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1687 Palavras
A FILHA DO HERDEIRO DO MORRO, [15/08/2023 15:09] Prólogo Marielle narrando Parecia que eu estava indo do Brasil para China, mas eu estava apenas em uma viagem de avião da Bahia para o Rio de Janeiro, faz mais de 14 anos que eu não coloco os meus pés no Rio de Janeiro e eu tinha prometido para mim, que eu jamais colocaria os meus pés de volta aqui. — Viagem demorada faz horas que estamos aqui dentro – Ana Julia me olha. — Calma mãe – ela fala – faz nem quarenta minutos que o avião decolou. — Faz mais. — Faz não, você está nervosa, precisa ficar calma. Sua amiga não disse que a Isa está bem? — Eu não acredito que a Isabela fez isso, fugiu de mim dessa forma. — Ela só queria ver o pai dela, ela tem direito nisso. — Eu não sei como ele tratou ela, se ele deu a mínima para ela, ele simplesmente expulsou ela dá vida dele. — Calma – ela fala – ela disse que ele gostava dela, duvido que ele ver a Isa vai tratar ela m*l. Eu olho para Ana Julia e suas palavras não me tranquilizam de forma nenhuma e ainda por cima William não conseguiu vir comigo para o Rio e só iria vir em alguns dias. A viagem demora horrores e eu sei que era mais a minha ansiedade do que nunca, a gente desce no aeroporto do Rio de Janeiro e eu pego um táxi, o taxista se n**a air perto e a gente vai caminhando. — Por que não ficamos em um hotel antes? — Porque vamos ficar no morro na casa da Heloisa, até retornar. — No morro? – ela pergunta – você disse para o papai que a gente ficaria em um hotel. — Até resolver tudo, seu pai não precisa saber disso. — Ele não vai gostar – ela fala. — Ele não tem que saber disso. – Eu repito — Ok. – Ela responde. A gente para na entrada do morro e Ana Julia encara o morro do alemão meio assustada, por mais que ela soubesse que tanto eu como Willian viemos daqui ela não tinha noção de como era um, a não ser o que a Isa e a boca grande da Ingrid falam. Ao ver o morro, essa escadaria, me vem um filme na cabeça e é como se eu perdesse as minhas forças de subir o morro. A FILHA DO HERDEIRO DO MORRO, [15/08/2023 17:06] Capítulo 1 Alguns dias antes...... Pesadelo narrando Escuto os fogos de artifícios e isso era para avisar que tinha filho da p**a subindo o meu morro, as tentativas de invasões começaram a ser frequentes nos últimos tempos, mas como disse, apenas as tentativas de invasões o meu morro era blindado como nunca ninguém viu algo parecido, saiam correndo e desistiam no mesmo momento. — Eles estão recuando – Martin fala no rádio. A gente já estava acostumado com um grupinho assim tentando subir, só que dessa vez, a gente descobriria quem era os filhos da p**a que tanto queriam tentar invadir o morro, pelo número de tentativas estão querendo conhecer ou até mesmo reconhecer o morro. — Estão vazando – Mosca fala — Eu e Jk pegamos um – Pedro Fala – estamos levando para o barraco. — Leva, esotu subindo já. – eu falo desligando o rádio. Eu subo em cima de uma laje e olho para baixo vendo que todos recuaram, os vapores estão todos em prontidão e um pouco mais distante algumas viaturas da policia que devem estar cercando por causa do barulho dos tiros, eu subo para cima e o cara que deveria ter uns 20 anos está amarrado e sangrando. — E ai filho da p**a falou alguma coisa? — Falou – Pedro responde — Na base da tortura mas falou – Jk fala e eu olho de novo para ele. — Como é teu nome? — Gabriel – ele fala — E com quem você está? — Eu não o conheço -= ele fala — Como não conhece seu chef c*****o? — Ele disse que o chef dele é um tal de DZ – Pedro fala – mas disse que nunca o viu, que uma pessoa faz a mediação entre eles. — Quem é que faz a p***a da mediação? – eu pergunto para ele. — Me mata porque eu não vou falar – ele fala — Não seja por isso, eu descubro sozinho – eu falo pegando a arma e atirando na cabeça dele. — Ele poderia falar – Pedro fala — Entenda – eu olho para ele – esse tipo de gente nunca fala meu filho , você entregaria a gente? — Não – ele fala — Nem ele vai entregar – eu respondo e Pedro me encara. – joguem esse m***a para os porcos comerem. — Sim senhor – o vapor fala. Eu saio do barraco e desço para boca pensando quem poderia ser esse filho da p**a do DZ, era ele que estava mandando nessas tentativas de invasão porque ele queria conhecer o perímetro ou até mesmo reconhecer o perímetro. Eu entro dentro da boca com Martin atrás de mim e Pedro também. — Quem é a p***a de DZ? – Martin pergunta — É isso que eu quero descobrir também – ele me encara – Esse filho da p**a está querendo incomodar. — Seria um novo inimigo? – Pedro pergunta — A gente sempre tem inimigos – eu respondo — Quem sabe ele está querendo um autografo do nosso aqua man – Pedro fala e Martin começa a rir. E eu o encaro e Pedro não segura a risada também. — Vão trabalhar seus m***a – eu falo — Aqua man delicado – Pedro fala – vou fazer as minhas cobranças. Os dois sai da boca e pego meu celular vendo que tinha uma mensagem de Maisa. ‘’ Passa no mercado e me traz açúcar e farinha, esqueci de pegar.’’ A FILHA DO HERDEIRO DO MORRO, [15/08/2023 21:54] Capítulo 2 Isabela narrando Eu estava no meu quarto mexendo no notbook, eu dividia o quarto com a filha de Willian e automaticamente virou filha da minha irmã, a gente se criou como irmãs e ela era minha melhor amiga, mas me incomodava o fato de não ter a minha privacidade. — O que você está fazendo em casa? – Marielle fala entrando no quarto – perguntei que horas você saiu e Ana Julia disse que você ainda estava aqui. — Sim – eu respondo — E a faculdade? – ela pergunta – você falotu de novo? — Eu não sei se quero continuar fazendo essa faculdade, não estou me vendo nela. — Como assim? Você não me disse nada sobre isso? – Marielle pergunta – se você quer trancar, precisamos ir até a faculdade e você se inscrever em um novo curso que você queira. — Eu não sei se quero cursar alguma coisa – eu falo — Como assim isa? – ela pergunta me encarando e se senta na cama e eu fecho o notbook – você precisa cursar algo, pensar no seu futuro. — Você não acha que eu sou muito nvoa para pensar no meu futuro? — A vida é difícil minha irmã e você precisa pensar sim no seu futuro, cursar faculdade, eu tenho condições de bancar sua faculdade, você precisa aproveitar as oportunidades que a vida está te dando. — Eu já disse eu não quero cursar faculdade, eu tenho somente 17 anos de idade, quero poder aproveitar mais a minha vida. — Se você não cursar faculdade, vai ter que começar a trabalhar comigo – ela fala – ou em outra coisa, porque na sua idade, eu já trabalhava para bancar você minha irmã. — Eu vou decidir o que fazer – eu falo olhando para ela – só me dar uns dias para pensar. — Sem problemas – ela fala – você pode contar comigo com o que precisar, você sabe que eu e William vamos viajar no final de semana, vamos ficar uma semana fora, comemorar nossos 12 anos juntos – eu assinto com a cabeça. — Fique tranquila, vocês merecem comemorar sim – eu falo sorrindo. — Eu vou para o salão. Marielle sai do quarto e eu volto abrir meu notbook e acompanhar todas as redes sociais que comecei a seguir do pessoal do alemão, eu ficava o tempo todo cuidando as redes sociais, para ver novidades e informações, queria saber como era lá. Queria ver qualquer imagem do meu pai, tenho lembranças dele nítida sna minha cabeça, dos nossos momentos juntos e até hoje não entendo porque Marielle me tirou de lá, me impediu de conviver com meu pai, de crescer lá, eu até entendo que ela queria me dar um futuro diferente, uma vida boa etranquila e ela me oferece tudo isso, mas eu sempre senti falta dele, de ter ele por perto, de saber como era ter um pai. Ela teve isso até os seus 12,13 anos de idade, mas eu não, eu nunca soube como era ter um pai de verdade na minha vida. Tinha William mas eu não conseguia chamar ele de pai e nem ter sentimento por ele como pai. Ele era legal e sempre me tratou bem, mas jamais chamaria ele de pai. A gente estava reunidos para jantar, as refeições era sagradas para Marielle. — Vocês vão para onde mesmo? – Ana Julia pergunta — Maldivas – William fala – será conexões grandes. — Porque? – Ana pergunta — Porque Marielle não quer passar pelo Rio de Janeiro – ele fala — Não mesmo – Marielle responde — Porque? – eu pergunto e ela me encara – Você iria passar pelo aeroporto e não pelo morro, o que você tem medo? Dele querer a filha por perto? — Isa – Ana Julia chama minha atenção e percebo que todos os meus pensamentos de mais cedo vem a tona e acabo falando de mais na mesa. Marielle me encara e William também, ela procura as respostas e eu a encaro.
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