Capítulo 23

1112 Palavras

A distância entre nós mudou. As regras, não. Meus joelhos tocaram o chão. A madeira era fria, um choque agudo atravessando o tecido fino do vestido. Eu podia senti-lo agora, lã rica, pele limpa, algo exclusivamente masculino que fez meu estômago se contrair. Ele abriu o zíper da calça. O som foi áspero. Íntimo. Eu não devia olhar. Olhei. Ele estava duro. Espesso, ruborizado, rígido contra o tecido caro da calça. Ele não foi gentil. Não foi amável. Ele estava no controle. — Abra a boca. Meus lábios se abriram antes que eu conseguisse impedir. Ele se guiou até minha boca, a pele lisa e quente pressionando meus lábios. Um tremor percorreu meu corpo. Aquilo era real. Aquilo estava acontecendo. Fechei os olhos, mas a imagem já estava gravada, a mão dele, o sexo dele, o poder cru

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