ANELISE STEIN Já se passaram duas horas. Desde que levaram a Cecília pra sala de emergência. E até agora… nada. Nenhuma notícia. Eu tô num canto da sala, sentada, as pernas balançando compulsivamente e o coração batendo num ritmo esquisito. A porta abre e meu corpo levanta sozinho. O médico entra com aquela cara fria de quem tá acostumado demais a dar notícia r**m. Eu levanto num impulso e vou até ele. Lise: E aí? Fala. O que aconteceu com a minha irmã? Ele respira fundo. Dá aquela pausa que só serve pra f***r mais ainda com a cabeça da gente. Médico: Ela teve um ferimento no tornozelo esquerdo. A bala ficou alojada entre os ossos… a gente tentou estabilizar ela antes, mas o quadro se agravou. Sinto meu corpo inteiro tremer. Lise: E aí? Ela tá viva? Médico: Sim, ela tá viva.

