A estrada que parece não ter fim - São duas horas até Goiânia, vamos dividir. Eu dirijo a outra uma hora. - Ele terminou o cigarro e o jogou fora voltando a fechar a janela. - Não precisa. - Alice, eu quero. - Você é sempre assim? Mandão? - Eu não mandei, só disse que quero. Se você quer começar uma discussão, eu não quero. Dirija já que quer. - Ele se ajeitou no banco e cobriu os olhos com o chapéu para dormir. - Mas que audácia, vai dormir e me deixar dirigindo sem companhia. Ele não se moveu. - Você está ouvindo música e não quer ajuda, vou fazer o que? Desliguei o som. - Pronto, podemos conversar agora. - Está certo. - Ele não tirou o chapéu da frente dos olhos. - Como está sua mãe? - Indo e voltando do hospital. - O que ela tem? Se não ficar triste de me explicar. Ele

