CAPÍTULO 88 VALERIA NARRANDO Eu e o Morte terminamos o filme e cada um foi para o seu quarto como de nada tivesse acontecido. Tentei me distrair, juro que tentei. Fiquei vendo filme até tarde, zapeando os canais como se aquilo fosse calar a confusão na minha cabeça, mas não adiantou porrä nenhuma. A vontade de sair do meu quarto, ir até o outro cômodo e me jogar nos braços do Morte era quase incontrolável. Quase. Porque na minha mente, a lembrança do Macaco me botava no lugar. Eu sabia que se o comando desconfiasse de qualquer coisa entre mim e o Morte… eu tava fudidä. Literalmente. Aquilo ali era risco demais, e por mais que meu corpo implorasse por ele, eu ainda queria viver. Então, depois de muito rolar na cama, acabei pegando no sono. Mas a paz não durou. No meio da madrugada, fui

