154- VERDADE

1187 Palavras

CAPÍTULO 154 MORTE NARRANDO Peguei o primeiro celular quando a barrinha já tava quase na metade, a tela piscando com aquela luz morta de aparelho velho. Segurei firme, destravei com os dedos e comecei a fuçar. No começo, parecia comum: agenda vazia, poucas ligações salvas. Mas quando entrei nas mensagens, a raiva começou a ferver. Não tinha nada de esquema, nada de contato pesado, nada que servisse de munição. Só conversa com piranhä do morro, combinado de encontro, motel barato, risadinha de madrugada. Rolei a galeria. Foi aí que veio as patifaria dele. Nude atrás de nude. Vídeo gravado em quarto de hotel, luz baixa, o Macaco rindo, transando com mina que eu conhecia de vista da quebrada. Motel sujo, mulher gemendo, ele falando besteira. Aquilo me embrulhou o estômago. — Filho da pu

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