Viver de Amor

1327 Palavras
Eu sabia que ele me amava e isso já me era o suficiente, agora nada me tiraria do seu lado, nem nada nem ninguém! Só isso me interessava, somente o amor do homem que mais amo... - Seu pai quer que você volte pra casa! – Neji disse alto e em bom som para que eu ouvisse daquela distancia. - Depois de tudo o que ele me disse quer que eu volte? – me indignei, ele não tinha o direito de agir como quisesse, sou filha, não escrava. - O velho sente sua falta, vive falando de que a casa fica vazia sem você nem a Hannabi lá, ele fica falando que todo mundo o abandonou! – a Hannabi saiu de casa? - A Hannabi? – perguntei confusa. - Faz cinco dias que ela saiu de casa, foi viver a vida dela. – ele disse, parecia calmo como quem apoiava aquilo – Papai não gostava do cara mais velho que ela namorava, principalmente por ele trazer aquele cachorro babão pra dentro de casa! Fiquei processando minhas ideias por um tempo tentando me lembrar de alguém que tivesse um cachorro, alguém que pudesse ter ligação com ela, mas não me vinha ninguém na cabeça. Até Naruto falar... - Aquela louca foi morar com o Kiba? Tem que ter coragem pra isso! – Kiba! Bingo! Só podia ser ele mesmo. Seja feliz maninha maluca.   (...)   E aqui estou eu, olhando meus amigos fazerem uma tremenda maluquice enquanto Naruto me abraça me mantendo aquecida. Sentamos na areia bem perto da água. Talvez não fosse só uma maluquice, Burrice seria uma palavra melhor para caracterizar essa cena. Elas simplesmente tiraram a roupa e ficaram só de calcinha e sutiã e se jogaram no mar frio da noite. Pneumonia aí vão eles! Não que eu não goste de fazer esse tipo de coisa com eles, mas meu médico foi bastante claro quanto a fazer esse tipo de coisa, isso não iria fazer bem pro meu bebê. - Eu sei que você ta louco pra pular na água com eles! – falei – Se quiser ir, vai, eu fico aqui olhando vocês. Ele abaixou o olhar para mim e beijou minha testa, sorriu. - Eu prefiro ficar aqui bem pertinho de você.  – eu sabia que no fundo ele queria tirar a roupa e correr pra água, mas conhecia suas prioridades, e no momento eu era uma delas. Me aconcheguei ainda mais em seu colo e fechei meus olhos, naquele momento eu só queria sentir seu calor e os gritos de felicidade vindos dos meus amigos, nada mais.   (...)   Quando acordei eu estava em casa. O relógio na parede marcava meio dia. Levantei e fui ao banheiro fazer o que todo mundo faz quando acorda, xixi. Depois escovei os dentes e penteei o cabelo. A fome bateu e fui direto da cozinha, no caminho passei pela sala e lá estava o loiro, de frente pra TV enquanto comia um salgadinho de sei lá o que. Será que ele não sabe vestir uma roupa? Não que a gente receba muitas visitas, mas alguém pode aparecer aqui em casa! - Você tem algo contra camisas? – perguntei enquanto me aproximava e logo em seguida sentava em seu colo. Peguei o controle e mudei de canal – Não tem nada passando na TV? – reclamei. - Primeiramente, eu estou na minha casa! – e tomou o controle da minha mão – E segundo, eu estava vendo o jogo! Fiz um bico e o olhei. Ele me olhou sorriso e por fim o beijei, como estamos numa história de romance, nada mais normal do que beijos. - Já comeu? – ele me perguntou assim que nos separamos. - Não, mas já to indo! – respondi e corri pra cozinha. Oh cozinha vazia! Essa casa inteira ta precisando urgente de uma renovação! E isso tem que ser pra já. Peguei umas bolachas e joguei no liquidificador, leite, açúcar, nescau e bati tudo como fazia em casa. Comi com biscoito.   (...)   O dia estava cada vez mais chato, um tédio total, nada acontecia de divertido, nada! Foi aí que eu olhei pro calendário e me toquei: A p***a DO EXAME! - Naruto o exame! – no alvoroço eu deu uma tapa no peito dele que só ouvi o Ai. Nem liguei! – Hoje eu completo doze semanas! Vamos, eu já estou atrasada, pega minha bolsa! Anda, se mexe! E essa sou eu tentando vestir uma blusa pelo buraco errado. Acho que ta na hora de comprar roupas que eu possa vestir por qualquer canto. Na correria passei em frente ao espelho, foi quando eu notei que a barriga antes tão lisa, já não era tão lisinha assim. Larguei a blusa na cama, confesso que até me desceu uma lágrima, o filho que nem mesmo nasceu ainda já é tão amado. Ser mãe tão jovem é muito difícil, mas eu sei que vai dar tudo certo, eu só preciso acreditar que vai. Naruto entrou no quarto segurando a minha bolsa, ele me olhou daquele jeito, eu sorri meio boba. Foi quando suas mãos tocaram minha barriga e ele me abraçou. - Vai ficar tudo bem Hina, posso não ser o melhor pai do mundo, mas prometo que tentarei. – ele sussurrou no meu ouvido, e naquele momento eu não quis mais saber de nada, nem de exame, nem de médico, só do nosso amor. - Naruto, obrigada. - Esquece o médico, vamos dar uma volta! – completou a frase enquanto colocava a blusa em mim, ele já estava de camisa, então simplesmente saímos. O caminho não me era estanho, tinha uma sensação de que já tinha pego aquele caminho já muito tempo atrás. Paramos em frente à uma pequena casa amarela, aparentava estar meio velha e abandonada. Ele pegou minha mão e desci do carro, era estranho, mas quanto mais eu olhava para a velha casa, mais me dava a sensação de que já havia estado lá. Ele me conduziu até os fundos da casa, lá havia uma grande árvore e sobre ela uma casinha bem velhinha, mas aparentava estar em um bom estado. - Você se lembra dela? – ele me perguntou. - Tenho uma estanha sensação de Dejavu. - Talvez o nome Myu te lembre alguma coisa. Myu, tia Myu, é claro! Tia Myu morava aqui, Neji morava aqui antes da morte dos pais. Essa casa foi tão importante pra mim na infância, como pude não me lembrar? - A casa amarela, tia Myu, tio Hizashi. – sussurrei, porém alto o bastante para ele escutar. - Lembra da casa na árvore, de quanto construíram? - Papai e tio Hizashi estavam brigados, mas a gente chorou tanto que eles acabaram fazendo a casa juntos e fazendo as pazes, Hannabi era bem pequena e a tia Myu tinha cortado o cabelo do Neji e ele estava todo emburrado. – comecei a lembrar de cada momento ali, do passado que me era tão precioso, das brincadeiras, de todos nós... - Lembra de quando você era só uma menina tímida e sempre que via um certo garoto de olhos azuis ficava toda vermelha? - Lembro. – eu ri. - Lembra que foi bem aqui, debaixo dessa árvore que esse garoto te deu o seu primeiro beijo? - Como sabe de tudo isso? - Eu era aquele garoto. Claro que só podia ser ele, depois de tanto tempo o destino brincou comigo e o trouxe de volta pra mim, mesmo depois de tanta coisa, mesmo que tudo o que aconteceu naquela casa, do sofrimento depois do acidente... Ele voltou pra mim! - Eu sempre estive com você Hyuuga, e você sempre foi a minha amada. Toquei suas mãos e ele me puxou para um abraço, eu chorei, confesso que chorei... - Chega pra cá, vem me dá seu beijo encantador, e vem comigo seja pra onde for, não me pergunte do amanhã, só me dê a mão, nós vamos viver só de amor...
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