Mia
Meus olhos ainda estão pesados, mas eu relutantemente os abro. Estou aninhada em uma cama confortável cercada por lençóis e um grande edredom macio.
Congelo por um segundo. Eu sei que esta não é minha cama. Não é uma daquelas manhãs em que você acorda e se pergunta onde diabos está ou como chegou lá. Eu me lembro de tudo com bastante clareza. Vividamente, na verdade. Mas ainda há aquele segundo de confusão ao acordar em um lugar estranho.
Alex não está na cama, mas pelo estado das cobertas, posso dizer que ele as endireitou ao meu redor quando se levantou. Sons fracos vêm do outro cômodo. Ele está na cozinha? Se ele está preparando o meu café da manhã, eu posso simplesmente ficar de joelhos e pedir-lhe para se casar comigo? Porque eu sei, de fato, que nunca encontrarei outro homem que seja tão perfeito.
Não, Mia. Realmente, não faça isso.
Claro que tivemos um começo um pouco complicado. De encontros que parecem um sonho saído direto de um livro, a pensar que ele me dispensou, e então pensando que ele não me desejava...
Mas, a noite passada compensou tudo. Antes de Alex, eu achava que sexo era ótimo e tudo mais, mas eu não fazia ideia. É como se o único chocolate que já provei fosse um Hershey Kiss e Alex é a p***a de um Godiva. Aquele corpo e, meu Deus, aquele p*u. Ele é grosso e longo o suficiente para ser levemente intimidante – e vale completamente o risco das minhas partes femininas. Não foi desastroso tentar descobrir o que cada um gostava. Ele sabia. De alguma forma, ele sabia todas as maneiras certas de se mover, todos os pontos secretos que me faziam tremer e gemer.
Rolo na cama e saboreio essa inacreditável sensação de eu tive o melhor sexo ardente na noite passada. Estou quente e dolorida em todos os lugares certos.
Por melhor que seja ficar deitada em sua cama e lembrar como ele me devastou (e, oh Deus, seu travesseiro tem o cheiro dele), eu provavelmente deveria levantar. Eu me sento e endireito minha blusa. Nunca encontrei minha calcinha, mas quando Alex atendeu a porta para o cara da pizza, coloquei minha regata e shorts de volta. Olho em volta da sala. Tem coisas espalhadas em todo lugar. De alguma forma, até derrubamos um quadro da parede. Fico feliz que o vidro não tenha quebrado, embora eu tenha certeza de que quebrei o abajur dele.
Eu me pergunto onde deixei meus óculos. Posso ficar sem eles; minha visão não é completamente r**m, mas prefiro usá-los. Eu não me incomodei em procurá-los antes do nosso piquenique na cama na noite passada. Acho que sinto que não sou tão sexy com óculos, e não queria que Alex se lembrasse da Mia nerd imediatamente.
Eu o encontro colocado cuidadosamente na mesa de cabeceira. Eu certamente não os coloquei ali, o que significa que ele teve tempo para encontrar e deixá-lo lá para mim.
Ele é mesmo real?
Levanto e entro em seu banheiro antes de sair para encontrá-lo. Quando saio, ele está na cozinha, servindo café e sorrindo para mim, eu literalmente tenho que me firmar contra a parede.
— Bom dia, linda. — Ele estende uma xícara de café para mim.
— Ei... quero dizer, oi... quero dizer... — Eu paro e tento me recompor. — Bom dia.
Ele me entrega a caneca, parando por um segundo enquanto eu coloco minhas mãos em torno dela, então se inclina para um beijo delicioso.
— Dormiu bem? — Ele pergunta.
— Sim, dormi muito bem — digo. Ele gesticula em direção à sua mesa de jantar e nós dois nos sentamos. — E você?
— Eu também — diz ele. — Mesmo depois da noite com pizza. Mas, sim, eu tive uma ótima noite.
Eu não acho que poderia ser preenchida com mais hormônios da felicidade do que nesse momento. Estou tentando muito não deixar meu sorriso ficar grande demais, porque, à certa altura, todo mundo parece bobo com um sorriso gigante estampado no rosto.
Estou falhando nisso.
— Então, o que você planejou para hoje? — pergunta ele.
— Eu não deveria esperar muito tempo antes de ir para casa para verificar Fabio — digo. — E esta tarde vou ficar com minha sobrinha. Minha irmã está mega grávida e meu cunhado trabalha demais, então eu vou até lá e a ajudo quando posso.
— Isso é legal da sua parte — diz ele e toma um gole de café. — Eu gostaria de ver minha sobrinha com mais frequência, mas ela mora em Houston. Preciso ir ver o meu pai esta tarde.
— Como ele está? — pergunto.
— Não tão r**m — diz ele. — Ele está ansioso para fazer sua cirurgia.
— Eu não o culpo — digo.
— Eu também não. — Ele coloca o café sobre a mesa e respira fundo. — Ouça, eu não vou dizer que vou te mandar uma mensagem. Já desisti de ir devagar com você. Quando posso te ver novamente? E se a resposta for outra coisa que não hoje à noite, vou discutir com você.
Rio.
— Eu acho que se você não estiver indo devagar, não vou jogar duro para evitar. — A quem estou enganando? Estou tão longe de fazer jogo duro para ficar com ele, que não é nem engraçado. — Hoje à noite seria ótimo.
Terminamos nosso café e nos vestimos. Eu gostaria de ficar e passar mais tempo com Alex, mas Fabio poderia decidir retaliar se o fizesse esperar muito tempo por seu café da manhã – especificamente fazendo xixi em alguma coisa. E eu não quero manter Alex longe do pai.
Quando chegamos ao meu prédio, Alex insiste em me acompanhar para que ele possa checar meu apartamento comigo. Espero que haja luz e aquecimento. Embora outra festa do pijama em sua casa estivesse mais do que bem para mim.
Nós entramos e tudo parece estar em ordem. A luz está acesa no corredor, e está apenas o frio habitual, não frio de congelar os ossos.
— Ok, Fabio pode ser um i****a agora — digo quando estamos na porta do meu apartamento. Eu coloco a chave na porta. — Ele não morde nem nada, mas se chiar para você, não se ofenda.
— Acho que posso lidar com isso — diz ele.
Eu abro a porta e Fabio olha para mim e mia.
— Oh, pobre gatinho — digo. — Você está morrendo de fome?
Alex fecha a porta atrás de nós e ri.
— Eu não acho que isso seja um problema.
Larguei minha bolsa, tirei meu casaco e fui direto para a cozinha.
— Não, mas ele parece pensar assim. Não é, seu pequeno gato gordinho?
Pego o café da manhã de Fábio e faço uma rápida passagem pelo apartamento para ter certeza de que ele não destruiu nada em uma demonstração de aborrecimento pela ausência de seu escravo humano. Ele derrubou alguns livros de uma mesinha lateral, mas, por outro lado, não causou nenhum dano.
— Parece que está tudo bem aqui — diz Alex. — A que horas você vai para a sua irmã?
— Eu não tenho certeza — digo. — Tenho de mandar uma mensagem para ela.
— Suponho que deveria ir e deixar você continuar com o seu dia.
Eu ajusto meus óculos.
— Acho que sim...
Ele se aproxima e afasta o cabelo do meu rosto. Sua língua molha seus lábios e eu não consigo parar de olhar para sua boca. Ele coloca os dedos suavemente sob o meu queixo e traz seus lábios aos meus.
Como é que um simples beijo pode ser tão incrível? Talvez seja sua barba suavemente pinicando meu rosto, ou todas as terminações nervosas em meus lábios sendo estimuladas de uma só vez. Talvez seja o jeito que a língua dele desliza pela minha boca, me pedindo para abrir para ele. Há um baque quando algo que eu estava segurando cai no chão, mas não tenho ideia do que estava na minha mão. Eu coloco meus braços em volta do seu pescoço enquanto ele me beija mais profundamente, me puxando para perto.
Suas mãos deslizam por baixo da minha camisa e encontram a pele nua das minhas costas. Esse pequeno contato de pele com a pele é suficiente para me fazer querer mais. Eu corro meus dedos pelos seus cabelos e pressiono meu corpo contra ele, sentindo a satisfação de sua ereção contra mim.
Pego o cós da calça jeans e o puxo, passando pela divisória que separa o meu quarto. Ele me segue, ainda me beijando, e tira a minha camisa. Em um súbito frenesi de respiração acelerada e membros ansiosos, arrancamos nossas roupas e caímos na cama em um emaranhado.
Ele assumiu o comando na noite passada – o que foi sexy como o inferno – mas eu quero uma chance para explodir sua mente. Eu fico em cima dele e lentamente rastejo pelo seu corpo, beijando e lambendo-o enquanto avanço. Passo meus dentes pela linha de seu abdômen esculpido. Aperto minhas mãos em suas coxas enquanto beijo sua parte inferior do abdômen, deixando meu queixo roçar a ponta de seu pênis.
— Oh, p***a, Mia.
Eu olho para cima e encontro seus olhos enquanto corro minha língua até o seu comprimento. Sua testa franze e ele geme enquanto eu envolvo minha mão ao redor da base e giro minha língua sobre a ponta. Não há nada como ter esse tipo de poder sobre um homem. Eu o provoco e testo, sentindo como seu corpo responde.
Ele é tão grosso e longo, mas não sou de desistir de um desafio. Eu o deslizo na boca e ele geme novamente. Deus, amo fazê-lo gemer assim. Eu o movo para dentro e para fora, apreciando a sensação de seu p*u contra a minha língua. Eu pego o ritmo, chupando um pouco mais quando chego ao topo.
— Droga, Mia — ele diz entre respirações. — Isso é bom pra c*****o.
Seu prazer me excita ainda mais. Eu mergulho em cima dele em um ritmo constante. Ele corre os dedos pelo meu cabelo e empurra seus quadris.
— Sua boca é o paraíso — diz ele, sua voz áspera —, mas eu preciso de sua b****a. Agora.
Paro e olho para cima. Nossos olhares se prendem, como se ele estivesse me desafiando a desobedecê-lo e continuar chupando o seu p*u. Eu o coloco na boca uma última vez, só porque eu posso, tomando meu tempo. Seu olhar não se move do meu, e assim que o solto, ele me agarra, me colocando de costas, me segurando.
Ele toma minha boca em um beijo intenso. Minha b****a está pulsando com necessidade, mas ele não está usando camisinha ainda.
— Por favor, me diga que você tem um preservativo em sua carteira — digo, praticamente sem fôlego.
— Não se mexa, p***a.
Deus, amo quando ele é mandão. Ele se inclina para pegar um preservativo de seus jeans e eu aprecio a vista. p**a merda, seu corpo. Ele é magro com linhas perfeitas, seus músculos flexionando quando ele se abaixa. Eu lambo meus lábios e o vejo deslizar o preservativo sobre seu o p*u, meu corpo inteiro formigando com a visão.
Ele não perde tempo, abre minhas pernas, se enfiando para dentro. Ele solta um gemido baixo em meu ouvido enquanto desliza por todo o caminho. Ele é inacreditavelmente gostoso, me preenchendo como ninguém nunca antes fez. Estou a meio caminho do orgasmo e m*l começamos.
Envolvo minhas pernas em sua cintura e o deixo assumir. Ele entra e sai, beijando meu pescoço, até a clavícula. Eu acaricio meus s***s e ele me recompensa com um rosnado baixo, me observando com os olhos cerrados. Ele pega meu mamilo em sua boca e eu aperto meus s***s enquanto ele chupa. Isso nos deixa loucos. Seu impulso acelera, e ele geme e rosna enquanto passa a língua contra os meus m*****s.
Calor, tensão e prazer passam por mim, aumentando até que eu esteja tão consumida que m*l consigo pensar. Ele me dá atrito e pressão exatamente onde eu preciso. Sua língua acariciando minha pele envia faíscas através de todo o meu corpo. Nós nos movemos juntos, nossos corpos em sincronia, nossa respiração rápida.
— Ai, p***a — ele diz do nada. — Que merda!
Demoro um segundo para perceber o que está acontecendo. Alex olha por cima do ombro e sai de cima de mim. Meus pulmões se esvaziam apressados com a mudança repentina.
Então eu vejo o que aconteceu. Ou melhor, quem.
— Fabio, seu i****a! — Eu pulo e tento tirar o gato da perna de Alex. Fabio tem as patas enroladas no tornozelo e os dentes à mostra, como se estivesse se preparando para afundá-los em sua panturrilha. — Não, Fabio! Solta!
Fabio solta e sai da cama. Eu pego uma garrafa de água da minha mesa de cabeceira e jogo água nele até que ele desapareça.
— Oh, meu Deus — digo, virando para Alex. — Eu sinto muitíssimo. Ele te machucou? Oh, não, isso é um pesadelo. Fabio, seu i****a, vou te deixar de castigo!
— Está tudo bem — diz Alex, sua voz suave. — São apenas alguns arranhões.
Afasto o cabelo do meu rosto e verifico sua perna. Ele tem algumas marcas de garras, linhas vermelhas afiadas destacando-se contra sua pele.
— Droga, você provavelmente vai embora e nunca mais me ligar de novo.
Alex desliza a mão pela minha bochecha, até a parte de trás da minha cabeça.
— Sem chance. Você acha que vou deixar um pequeno ataque de um gato babaca me impedir de fazer você gritar meu nome?
Meus olhos voam para o seu p*u. p**a merda. Ele ainda está duro.
Ele me empurra de costas e coloca meus braços acima da minha cabeça do jeito que fez na noite passada. Ele assume o controle, mergulhando em mim... forte. Mais e mais, seus músculos se esforçando, as veias do pescoço se destacando. Ele me fode com fúria e tudo o mais some. Estou latejando e pulsando, a tensão se acumulando em um pico. Estou gritando, desinibida, sem me preocupar de que o mundo inteiro possa me ouvir.
Ele diminui a velocidade em alguns impulsos, puxando para fora, me deixando louca.
— Você está pronta para isso, querida? — Pergunta ele.
— Sim... agora... não pare com isso...
Estou bem na beira do penhasco, minha mente fora de alcance. Alex empurra seus quadris e sinto o pulsar revelador de seu p*u quando ele começa a gozar. Seu corpo fica rígido, seus músculos tensos. A sensação me empurra para fora da borda e eu me solto, girando de prazer.
— Alex... sim... Alex...
Ele empurra contra mim, seu p*u pulsando dentro da minha b****a. Estou dominada pelas ondas de felicidade. Ele permanece dentro de mim até que meu orgasmo desapareça e eu fique ofegante debaixo dele.
— p**a merda — digo, sem fôlego, quando ele sai de cima de mim. Eu costumava pensar que o orgasmo simultâneo era um mito, mas foram duas vezes seguidas para nós. — Você é tão bom nisso.
Ele ri e se apoia em um braço.
— Você até que não é r**m.
— Até que não sou r**m? — Pergunto com um sorriso. — Eu sou totalmente incrível.
— Isso é a mais absoluta verdade — diz ele. — Você é totalmente incrível. Ou incrível pra c*****o. Eu não sei você, mas eu poderia fazer isso o dia todo.
Eu corro meus dedos pelo seu peito.
— Eu gostaria que pudéssemos, mas temos um encontro hoje à noite, certo? A menos que eu já tenha te desgastado.
— Nem de perto, querida. m*l posso esperar por esta noite.
Sua boca vem à minha e seu beijo é suave e sensual, sua barba roçando minha pele.
— Nem eu.
Shelby parece que está a ponto de perder a cabeça quando eu chego. Eu? Sejamos honestas, me sinto incrível. Eu a envio diretamente para o andar de cima e começo a jogar jogos de tabuleiro com Alanna. Passamos para os quebra-cabeças, e quando Shelby desce uma hora depois, o rosto dela está muito mais sereno.
— Oi — diz ela, puxando o cabelo loiro em um coque bagunçado. — Obrigada novamente por ter vindo. Eu não tenho dormido bem.
— Sem problemas — digo alegremente e coloco outro pedaço do quebracabeça de pirata de Alanna. Aparentemente, ela está na fase dos piratas agora. — Aqui está, garota. Eu acho que você pode terminar isso sozinha, eu vou fazer um chá para sua mamãe.
Alanna termina seu quebra-cabeça e Shelby a manda para cima para brincar em seu quarto por um tempo. Eu faço chá e trago para o sofá. Shelby se senta em uma extremidade com as pernas esticadas, a mão na barriga.
— Então, como você está se sentindo? — pergunto. — Ou isso é uma pergunta estúpida?
— Não, não é uma pergunta estúpida — diz ela. — Eu me sinto como estou parecendo. Enorme e desconfortável. É difícil dormir, mas vou ficar bem, não falta muito tempo.
— Está te assustando não saber o sexo? — Eu pergunto. — Eu acho que não conseguiria esperar para saber.
Ela encolhe os ombros.
— Um pouco. Eu meio que gosto de não saber, no entanto. É como guardar um segredo de mim mesma. — Ela estreita os olhos para mim. — Falando de segredos, algo está acontecendo. O que é?
Eu sou tão r**m em esconder coisas da minha irmã. Nem preciso dizer uma palavra. Ela sempre sabe. Empurro meus óculos de volta sobre meu nariz.
— O que você quer dizer?
— Você está sorrindo desde que chegou aqui — diz ela.
— Eu não posso sorrir?
— Claro que pode. Mas você está sorrindo mais do que o normal e quero saber por quê.
Pensar em sorrir me faz pensar em Alex, o que me faz sorrir mais. Meu rosto aquece, e posso dizer, pelo olhar no rosto de Shelby, que estou começando a corar.
— Agora você realmente tem que me contar — diz ela. — É sobre aquele cara? Você o viu novamente?
— Alex, e, sim, definitivamente o vi novamente.
Seus olhos se arregalam e um sorriso passa pelo rosto dela.
— Você dormiu com ele, não é?
— Houve algum sono envolvido. E muito de não dormir.
Ela aperta a xícara de chá.
— Oh, meu Deus, me conta tudo.
— Saímos para um jantar e foi incrível. Ele me levou para casa, mas o meu prédio estava sem energia e congelando. Eu ia ligar para você, mas ele se ofereceu para que eu ficasse na casa dele.
— Uau, isso é ousado.
— Sim, e não — e digo. — Na verdade, ele me colocou em seu quarto de hóspedes e meio que impediu que algo acontecesse.
— Exceto que houve muito de não dormir?
— Sim, isso aconteceu depois — digo. — Eu fui para a cama chateada, pensando que tinha estragado tudo e interpretado m*l toda a situação. Mas ele estava apenas tentando ser gentil. Nós dois nos levantamos no meio da noite porque não conseguíamos dormir e...
— E?
— E nós provavelmente acordamos todos os vizinhos — digo.
Shelby respira fundo.
— Cara, eu sinto falta desse tipo de sexo.
Eu gesticulo em direção à barriga dela.
— Não é como se você não estivesse fazendo nada.
— Sim, mas sexo depois que você tem filhos não é a mesma coisa — diz ela. — Nós sempre temos que ter cuidado para não acordarmos Alanna. Não tenho sexo de acordar os vizinhos há anos. E nem me faça começar a falar como fazer com essa barriga.
— Isso é meio perturbador.
Ela ri.
— Bem, essa é a realidade. Embora Daniel seja um bom atleta. Isso é tão excitante, Mi. Quando você o verá novo?
— Hoje à noite, na verdade. Nós dois tínhamos coisas para fazer durante o dia, então vamos nos encontrar para um jantar tardio.
— Bom para você — diz ela. — Não me lembro da última vez que você ficou tão feliz com um encontro.
— Eu nunca conheci alguém como ele antes. Ele é incrível.
— Uh-oh — diz ela.
— O quê?
— Você tem sentimentos por esse cara — diz ela. — Cuidado, Mia. Você acabou de conhecê-lo e já está ficando com os olhos arregalados. Não se apaixone muito. Isso é a vida real, não um romance.
— Eu não estou me apaixonando. Estou com o pé firmemente no chão.
Ela arqueia uma sobrancelha para mim.
— Eu não sei se você está com seus pés firmemente no chão. Apenas… tenha cuidado, ok? Estou feliz que tenha feito sexo barulhento e tudo mais, só não quero que se machuque.
— Eu sei. — Tomo um gole do meu chá.
Shelby sempre aponta o lado prático das coisas, e sei que ela está apenas cuidando de mim, mas ouvi-la dizer que você tem sentimentos por esse cara me deixa nervosa. Eu tenho sentimentos por ele, e perceber isso me deixa um pouco nervosa. Ela está certa, esta é a vida real. Alex não é um namorado literário, e não tenho nenhuma garantia de um felizes para sempre.
Terminamos o nosso chá e Shelby insiste que ficará bem pelo resto do dia. Ela me manda para casa para me preparar para o meu encontro. Mesmo que meu lado lógico saiba que a preocupação da minha irmã é justificada, não posso evitar a vertigem que se espalha por mim quando chego em casa. Cada minuto que passa me aproxima de quando o verei novamente. Meu corpo vibra com antecipação. Até encontrar uma moldura quebrada – sem dúvida derrubada no chão pelo primeiro e único Fabio – não diminui meu bom humor. Eu recolho os cacos do vidro, sonhando com Alex o tempo todo.
Ok, eu posso estar em apuros.
Eu tenho tempo para matar antes de Alex me pegar, então vou para o meu laptop e escrevo uma resenha que estava querendo há algum tempo. Posto no meu blog, depois respondo uma mensagem no f*******: de um novo autor que gostaria que eu lesse o seu livro. Conversamos por um tempo, e depois noto que Lexi está on-line. Eu m*l posso esperar para contar a ela sobre Alex.
Eu: Ei, Lexi. Como vai o próximo livro?
Lexi: Eu estou um pouco atrasada. Ocupada. Como você está?
Eu: Estou incrível, na verdade. Lembra-se do cara da calcinha especial?
Lexi: Sim.
Eu: Que bom que eu usei a calcinha especial. Embora eu não ache que ele tenha percebido, agora que estou pensando nisso.
Lexi: Uau, isso é ótimo.
Sua resposta parece um pouco contida, embora eu provavelmente esteja lendo de forma equivocada. Essa é a desvantagem de se comunicar dessa maneira. Não há contexto ou linguagem corporal.
Eu: A noite toda foi espetacular. Encontro impressionante. E o resto foi... digamos que foi digno de livro.
Lexi: Digno de livro, hein? Isso é incrível, LV.
Eu: Eu gosto muito dele e vamos nos ver de novo hoje à noite. Mas estou um pouco preocupada.
Leva vários minutos para ela responder, e começo a imaginar se teria se levantado de sua mesa – ou onde quer que esteja sentada. Finalmente, vejo os pequenos pontos indicando que ela está digitando.
Lexi: Preocupada?
Eu: Eu sei que isso soa estranho, mas estou preocupada por me apaixonar por ele rápido demais. Ele está me tirando o chão. Não é que não ache que ele está sendo sincero, ou que ele está apenas brincando comigo ou algo assim. Mas estava com a minha irmã hoje, e ela disse que tenho sentimentos por esse cara e ela está completamente certa. Eu tenho mesmo, e isso é um pouco assustador.
Lexi fica quieta novamente. Ela normalmente não fica on-line se não tem tempo para conversar, mas acho que a peguei em um momento r**m. Eu me sinto m*l por continuar, se ela está ocupada.
Lexi: Não se preocupe tanto, LV. Tenha um bom encontro hoje à noite.
Eu: Sim, obrigada, Lex. Vou deixar você voltar ao seu livro.
Eu clico para sair do messenger. Algo parecia estranho. Ela disse que estava ocupada, então talvez simplesmente não tenha tempo para conversar. Mas, é decepcionante. Eu sempre me lamentei com Lexi sobre meus encontros ruins. É muito mais divertido ter boas notícias para compartilhar. Então, não devo supor que ela não esteja interessada. Talvez esteja atrasada em seu último livro, e tem muita coisa na cabeça no momento.
Preciso me arrumar para o meu encontro, mas, sejamos honestos, eu não preciso de muito, não sou de fazer altas produções. Antes de me levantar, abro meu e-mail e meu coração pula. Eu tenho um e-mail de Antonio Zane, o modelo masculino que acabou de aparecer na capa do último livro de Lexi. Ele está em muitas capas de livros e é muito popular entre os leitores de romances. Eu mandei um e-mail para ele, perguntando se estaria disposto a me deixar entrevistá-lo para o blog. Eu nunca, em um milhão de anos, pensaria em ter uma resposta. Mas tem o nome dele, bem ali na minha caixa de entrada.
Cada palavra do e-mail faz meu coração bater um pouco mais rápido. Não só ele adoraria fazer a entrevista, como ficaria feliz em se encontrar pessoalmente. Na verdade, ele pergunta se meus leitores estariam interessados em dar uma olhada nos bastidores de uma sessão de fotos de capa de livro. Ele terá um ensaio com um fotógrafo em Portland em breve, e se eu estiver por perto, talvez eu pudesse ir.
Puta merda.
Portland é uma viagem de três horas e eu conseguiria fazê-la.
Embora, significaria conhecer alguém pessoalmente como Leitora Voraz. Eu nunca fiz isso antes. Uma coisa é ser LV on-line. Outra é estender isso para o reino da vida real. Mas, para conhecer Antonio Zane?
Valia a pena.
Mando um e-mail de volta e respondo que adoraria. Vou conferir uma sessão de fotos para capas de livros. Só preciso garantir que não seja tirada nenhuma foto minha, tenho certeza de que ele vai entender meu desejo de permanecer anônima. Além disso, ninguém quer ver meu rosto. Mas os leitores do meu blog vão adorar ver mais dele.
Que dia foi esse e ainda não acabou. Meu telefone vibra com um texto de Alex, e não consigo tirar o sorriso do meu rosto.
Alex: Te pego em 30?
Eu: Parece bom. O que iremos fazer? Preciso saber o que vestir.
Alex: Eu estava pensando em Brody’s Brewhouse, então se vista de maneira casual. Mas sinta-se livre para usar calcinhas especiais, se quiser.
Eu rio. Calcinha especial? É como se ele estivesse na minha cabeça.
Eu: Ou talvez nenhuma calcinha.
Alex: Eu estarei aí em 5.