No Fio da Navalha

982 Palavras

O sol nascia tingindo de dourado o céu sobre o morro, mas não havia paz naquela manhã. O silêncio tenso que pairava nos becos denunciava a iminência de algo perigoso. As movimentações estavam contidas, quase invisíveis. Danilo acordou cedo, com o peso da noite anterior ainda em seu peito. Cecília dormia profundamente ao seu lado, com o corpo envolvido apenas pelo lençol, os cabelos soltos sobre o travesseiro e uma expressão de paz que contrastava com a inquietação em seu peito. Ele passou os dedos suavemente pelo rosto dela, como se quisesse decorar cada traço, cada detalhe, como se soubesse que aquele momento de calma poderia ser breve demais. Mas antes que pudesse sair do quarto, Cecília despertou, os olhos ainda sonolentos, mas atentos. — Onde você vai? — murmurou. — Preciso resolve

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