Capítulo 36

1576 Palavras

Marcos, em sua tentativa de ser compreensivo, deixa a decisão para mim, confiando em meu julgamento. No entanto, essa confiança parece um peso esmagador. Não que eu não valorize o seu respeito pela minha escolha, mas a magnitude desta decisão me paralisa. Dar-me uma escolha sobre a vida do nosso filho, quando nem sequer consigo decidir como, parece uma ironia c***l. A incerteza sobre o que fazer me sobrecarrega. Sinto preso entre o medo e a responsabilidade, incapaz de ver um caminho claro. A vida do nosso filho, a pequena existência que está se formando dentro de mim, depende de uma decisão que parece inatingível para mim. Todo pensamento se torna um emaranhado de dúvidas, toda possibilidade parece uma encruzilhada sem saída. O pânico se mistura com a culpa, enquanto minha mente vagueia

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