Nancy Keller Eu estou com a Aurora agarrada ao meu pescoço quando ela solta um chorinho leve, daqueles manhosos, como se o mundo tivesse acabado há poucos minutos. As perninhas dela me apertam pela cintura e o rostinho quente se esconde no meu ombro e eu lhe seguro fime. — Mamãe… — Ela sussurra no meu ouvido, repetidas vezes, como se precisasse confirmar que eu estou mesmo aqui. Meu coração aperta e derrete ao mesmo tempo. — Está tudo bem, meu amor… já passou… a mamãe está aqui. — Eu faço carinho nos cabelos dela, beijo a lateral da cabecinha e balanço levemente o corpo, como fiz tantas vezes quando ela era menor. Sinto os olhinhos ainda úmidos encostando no meu pescoço. Igor se aproxima com a bolsinha dela pendurada no braço. Ele parece levemente culpado. — Desculpa mesmo, Nanc

