CAP 64

1356 Palavras

Nancy Keller Eu fecho a porta do meu quarto devagar, como se o simples barulho da maçaneta pudesse denunciar tudo o que aconteceu aqui dentro. Fico alguns segundos parada, encostada na madeira, respirando fundo. O silêncio parece diferente hoje. Não é o mesmo silêncio de sempre. Ele carrega ecos. Gemidos. Risadas abafadas. Sussurros. Meu Deus. Quando eu me viro, a cena me arranca um riso nervoso. Cobertor jogado no chão. Um travesseiro caído perto da porta. O tapete completamente torto, como se tivesse sido arrastado várias vezes. A minha camisola pendurada na ponta da cômoda. A cueca box dele esquecida sobre a poltrona. A cortina fora do lugar. A cama… completamente desregulada, lençóis amarrotados, marcas evidentes de uma noite que definitivamente não foi calma. Eu levo a mão à boca

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