— Como você está? — Ele pergunta. Dou uma risada curta, sem humor. — Nada bem. Estou ficando maluco... vem ver! Levo-o até a varanda. Aponto discretamente para o jardim. — Como é que eu fico bem vendo isso? Ele segue meu olhar. Observa a criança correndo, o riso solto, a energia absurda para alguém tão pequena. O choque é imediato. Dá para ver no rosto dele. Aurora usa um vestido azul ali, corre com toda energia e se joga na grama. — Meu Deus… — O nome dela é Aurora. — Eu digo. Ele fica em silêncio por alguns segundos. — E a Erika? — Ninguém sabe onde ela está. Sumiu! Como se nunca tivesse existido. Ele suspira. — Você precisa resolver isso logo. Não é mais só você e ela, tem uma criança no meio. Uma criança que não sabe de nada, mas que pode sofrer muito. — Eu sei. — Respond

