Ele balança a cabeça, surpreso. — Ainda bem que deu tudo certo... — Por pouco. — Digo, ainda rindo. Depois de mais alguns vídeos, ele vê que não tem fim. Seriam horas vendo tudo. Eu tive que fazer um plano de armazenamento de tanta coisa que tem. E valeu a pena! Não apago nada disso. — Tem bastante coisa dela aqui. Respiro fundo antes de responder: — Eu amo a Aurora. As palavras saem simples, diretas, sem rodeios. Ele levanta os olhos para mim de um jeito diferente agora. Mais atento. Mais sério. — Eu já cuidei de muitas crianças... — Continuo. — Comecei cedo. Sempre fui babá. Eu gosto disso. Mas… com a Aurora é diferente. São quatro anos cuidando dela. Quatro anos vendo crescer, aprendendo, levando em consultas, ficando doente junto, comemorando cada pequena conquista. Não é pouc

