Um barulhinho baixo e insistente me despertou. Olhei em volta lentamente. O teto muito branco, assim como as paredes e estavam iluminados apenas por uma luz fraca. Mexi minha mão e vi que tinha um acesso preso a um soro e eu estava deitada em uma cama de hospital. Então eu estava segura. Aquele louco não podia entrar ali. O ar condicionado estava ligado, acho que no máximo, por que eu estava quase congelando, mesmo estando enrolada em um cobertor de lã macio e cheiroso. Era um quarto pequeno e só tinha a minha cama. Eles tinham me mudado de hospital? Que eu soubesse as enfermarias da Santa Casa não tinham aquele luxo. Sentei devagar. Minha cabeça estava pesada. Era como se eu tivesse levado uma pancada muito forte. Talvez fosse isso, já que eu não me lembrava exatamente de tudo que aqu

