Morte

435 Palavras
Ela caminha alegremente e lindamente por entre as pessoas naquela rua tao movimentada. Rodopia saltita. Sopra o pescoço de uma pessoa, essa sem entender se arrepia. Ela só continua, olha tudo muito atentamente. Quem foi que disse que ela era triste? Pelo contrario ela ama ver a cara das pessoas quando acaba de fazer mais um serviço. Ela gosta de pregar peças. Lá vem um cara engravatado andando apressadamente, fala ao celular desatento, ela não perde tempo coloca seu pé no caminho do homem que cai a um centímetro da quina de um banco. Por um centímetro... o cara levanta com dor e pensa o que poderia ter acontecido. A essa altura ela ja esta intertida com a bela imagem da pracinha daquela cidade, as arvores, as crianças correndo... ela dirige seu olhar para um banco onde uma senhora tosse freneticamente aparenta ter uns 78 anos, ao lado uma pequena menininha de uns 5anos aparentemente, tenta pegar uma pequena joaninha em uma flor. Ela volta o olhar pra a senhora que ainda tosse tampando a boca com um lencinho branco com manchas de sangue. Vítima perfeita. Ela vai em direção a seu mais novo serviço. Em questão de segundos uma pequena multidão se forma em volta do corpo sem vida tao frágil tao pequeno tao pálido. A velhinha que antes tossia agora dá testemunho do que acabou de presenciar. "Ela estava bem, ela estava brincando com uma joaninha. Quando do nada caiu seus pequenos lábios roxos, deu seu utimo suspiro antes que eu pudesse ajudar." Mas na verdade não foi bem assim. Ela simplesmente xegou perto da criancinha, tampou seu nariz e sua boca, apenas 10segundinhos foram o suficiente. Ela adimirou cada tom de roxo que se formava pela falta de ar no rosto da pequena. Por fim deitou a criança no chão e passou a mão em seu rosto fazendo seus olhos fecharem. Ótimo! bom trabalho. O trabalho dela é esse a final, trazer o resultado de uma busca que começamos ja ao nascer a busca pelo fim, a única certeza da vida é a morte. Ela gosta de brincar, ela ama brincar, a morte anda saltitante e cantarolando fazendo um tropeçar ali outro ser atropelado aqui causando um arrepio acolá. Ela gosta de chegar de surpresa na vitima mais improvavel. É! a morte gosta de brincar. Ela fica alguns minutos ali admirando a surpresa nos olhos de uns e o medo nos olhos de outros, seu trabalho ainda não acabou. Ela sai ainda saltitante ainda feliz, por entre as pessoas. Causando arrepios e calafrios em quem passa perto... Quem será a proxima vitima?
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR