CAPÍTULO 5

1400 Palavras
 YASMIN Não sei quanto tempo eu dormi, só sei que foi muito tempo, pois minha barriga estava roncando de fome; muita fome, por sinal. Levantei cambaleando em direção a cozinha. Preparei qualquer coisa para comer. Qualquer coisa mesmo, só para passar fome. Fiz um sanduíche de peito de peru com um copo de suco de uva para acompanhar. Fiquei um tempo assistindo televisão, enquanto terminava de comer. Estava distraída assistindo TV - não prestando atenção - quando ouvi uma notícia que uma loira peituda falava: "Nosso Bard, estará em sua cidade natal, sim Stratford, para comemorar seu aniversário de vinte aninhos ', ele disse em uma entrevista que quer algo mais reservado, para os mais chegados. Talvez ele queira um momento só para ele. Sabem como é , um pouco de paz. Todos os detalhes do aniversário do nosso Astro Pop, aqui no Pop Teen Noticias ". No momento em que uma loira peituda falou o nome dele, eu levantei e fiquei cara-a-cara com uma tv, enquanto passava uma foto dele. Ele não podia simplesmente vir aqui depois de anos. Ele iria vir aqui sem mais nem menos comemorar o aniversário. Ele não pode vir aqui, não pode.  Eu não acredito que ele vem aqui. Desliguei a tv e fiquei fitando o teto. Como não tem nada para fazer, ligar para o Cameron seria uma ótima opção. - Ei, sim. - me saudou com animação. - Oi Cam ... - forcei um sorriso mesmo que ele não pudesse ver. - Parece que alguém não está de bom humor. - sua voz murchou, literalmente. - Você pode vir aqui? Estou precisando de um ombro amigo. - murmurei. - Claro! - ouvi seus passos. - Chego em quinze minutos, tudo bem? - Claro. - desliguei. Bom, já que ele iria vir aqui, eu tenho que está pelo menos apresentável, já que eu estou parecendo um defunto. Levantei do sofá, cambaleando, indo para o banheiro. Meu banho estava se tornando chato, como qualquer outro, mas hoje meu banho foi diferente, ele me passou pela cabeça, sorri igual boba, formulou a sair de meus olhos e era inevitável não sorrir, eu o amo isso é fato, o amo como nunca amei ninguém, nem mesmo como amo o Matthew e mesmo o j**k para uso longe eu sei o que sinto por ele. Lembrei de quando escolher no parque fazendo piquenique com ele, minha mãe e a Tia Patrícia. - Vai j**k, deixa de ser chato. Só uma vez, por favor, por favor, por favor. Estava eu mais uma vez implorando para o j**k cantar mais uma vez e ele apenas ria, como se eu estivesse contando alguma piada. - É melhor você cantar j**k, esse aí não vai desistir tão rápido.-disse minha mãe rindo, ok, ela tinha razão, eu não iria e nem vou desistir tão rápido. - Vai meu filho, canta só mais uma vez, sua voz é tão linda, por que não aparecer-la? - Certo, vocês venceram. Eu canto. Gritamos fazendo a festa, ele sabia que não iríamos parar então optou pelo modo tradicional. - O que querem que eu cante? - Para sempre! - gritei animada. - A música que eu vi escrita em seu caderno, ela é muito linda, quero ouvi-la. - O que? Yasmin! Você não podia! - ele fez uma careta indignado. - Desculpa, foi mais forte que eu ... Eu prometo não fazer mais. - Eu sei que você vai fazer de novo ... Mas tudo bem, vocês vão ser como primeiro a ouvir uma música minha. E então ele começou a cantar. Era algo surreal, quando ele cantava parecia que voava aqueles anjinhos tocando Harpa. Por mim nós nunca teríamos nos separado. Por mais doído que seja eu minto em relação a ele, eu sempre estou dizendo que eu o odeio ou algo do tipo mas a verdade é que ele sempre foi tudo para mim, mas quando eu realmente preciso de um ombro amigo para poder chorar ele não estava aqui. Nunca esqueci o mel de seus olhos, seu cabelo meio loiro, seus lábios que formavam um coração perfeito, do seu sorriso, o jeito de como ele andava igual um pato. Eu lembro, lembro de exatamente tudo. É como se minha mente tenho um DVD na qual mostra sempre o mesmo filme, tudo repetido, os mesmo atos, assim que eu e ele aparecia em minha mente. E por mais que doesse, eu amo quando minha mente me mostra, principalmente o sorriso dele. Naquela época eu não sabia exatamente o que era o Amor, hoje eu sei e sei também que eu o amava, do meu jeito, mas amava. O que mais me dói é saber que ele foi e eu não pude dizer os meus sentimentos a ele. Naquele dia ele me disse que me amava e eu me pergunto todos os dias se é verdade. Ele me amava? São perguntas que não se calam nunca e que eu mais preciso são respostas. Ouvi o Tim Dom da campainha e parei de pensar imediatamente e fui abrir uma porta. Assim que abri a porta me deparei com o Cameron com uma calça de moletom cinza, uma blusa branca e um casaco de zíper cinza também, acho que ele iria dormir. - Te acordei? - Não, eu estava indo dormir, mas uma amiga precisava de um ombro amigo, sabe? Aí eu não pude deixar-la na mão. - Ele falou em deboche e sorriu.  - Entra. - Dei espaço para ele entrar, ele entrou, logo em seguida fechei a porta - E ai? - começou a falar. - O que houve? - Ele sentou ao meu lado no sofá. - Você estava tão abatida no telefone ... - fiz uma careta triste. - Tudo bem se não quiser falar, eu entendo. - Ele me deu um sorriso confortador, além de eu adorar o sorriso dele. - Não, tudo bem, eu preciso mesmo conversar com alguém, desabafar, sabe? - Sei ... - Lembra do Matthew? - Seu namorado, na qual você não vê há três meses e que foi para Londres, trabalhar com o pai. Certo? - Certo ... Ele me ligou hoje. - E isso não é bom? - Seria se ele não me ligasse para me dar um pé na b***a ... - Disse já em lágrimas. - O que? Ele terminou com você? Mas caramba vocês amam, como ele pôde? - E não é só isso ... - O que mais ele fez? - Disse que nós nunca tivemos alguma coisa de verdade. Que o que foi insignificante. - Solucei. - E que na real nunca gostou de mim de verdade. - Eu vou acabar com ele, Yasmin! - disse um pouco alto, irritado. - Não Cameron. - segurei a mão dele, o acalmando. - Quero mais que ele se dane. - E como você está? - Ele me abraçou, fazendo com que eu fique com a cabeça em seu peito. - Tirando o fato que além de todas as coisas estúpidas que ele me disse me sinto inútil e estúpida por isso mas eu continuo o amando.- Ele me olhou sem dizer nada e então continuei a falar. - Você deve me achar trouxa. Mas na real eu sou mesmo. Estou com meu coração partido, perdi todas as pessoas na qual eu amo. Achei que minha vida tinha ficado mais calma, porque depois da tempestade vem o arco-íris, no meu caso veio tempestade e mais tempestade. - Não diz isso! - Ele beijou minha testa o que me fez sorrir pelo ato carinhoso. - Esse b****a vai pagar por tudo o que te fez. Ficamos um pouco quietos, sem fazer nada. Apenas abraçados, sem dizer nada. Podemos dizer que curtindo o momento. Já estava ficando com sono. Olhei para cima e vi o Cameron dormindo. Sorri. Ele é tão fofo dormindo, parece um anjo. Fui até o meu quarto e peguei um edredom e o cobri. Pensei em acordá-lo, mas fiquei com pena. Subi para o meu quarto, caí na cama e em fração de segundos eu dormi. Apenas uma fração do seu amor Preenche o ar E eu me apaixono por você Novamente Acordei com o meu telefone tocando. E antes que pergunte não é o despertador e hoje é domingo FOLGA! Era algum ser me ligando. Nem me dei o trabalho de ver o nome. Atendi com meus olhos fechados. - Gatinha?
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