Capitulo 4

1049 Palavras
Naquela noite em que saímos juntos para levar a cesta de frango, para as crianças do orfanato, eu perguntei para Catarine, por qual motivo ela não foi fiscalizar o orfanato mais cedo? — Eu poderia Lystat, mas quero ir com você, afinal eu sei e você sabe que o Theo nutre um sentimento por mim, então achei, por bem esperar anoitecer para irmos juntos. Sorrio para ela, a Catarine pensou em mim e sabe que eu sentiria ciúmes dela. Não me preocupo em relação à maldição, pois acredito que ela será quebrada quando nosso amor se fortalecer, quando ambos percebermos que a vida sem o outro não terá sentindo, eu já percebi isso, minha vida sem essa pequena teimosa não tem nenhum sentido, resta agora ela perceber o mesmo que eu, mas isso em relação a Catarine pode demorar um pouco. Ao chegarmos ao orfanato batemos palmas e logo Theo vem nos atender, faz algum tempo que ele não vê Catarine, pois tivemos todo o cuidado de visitar o orfanato a altas horas quando todos dormiam, afinal eu não queria que Catarine fosse vista com aqueles hematomas horríveis. Estamos a frente de Theo de braços dados e ele percebe que perdeu. — Fico feliz por você, Catarine encontrou sua metade em Lystat. — Ela encontrou e está muito feliz, mas não viemos aqui para falar de nós e sim da reforma do orfanato. Theo tem um olhar de decepção, ele não esperava que sua amada, fosse se apaixonar por mim, mas assim é a vida. — Entrem quero que vejam a reforma por dentro. — Eu trouxe frango para as crianças comerem Theo. — Obrigada Catarine, elas vão adorar. Deixo Catarine e Theo a vontade e foco na reforma do orfanato, está tudo muito lindo, os alicerces restaurados, já não passa a impressão que a construção vai cair na cabeça das crianças. Catarine acompanha Theo até a cozinha, eu não acho que seja uma boa ideia, mas não quiz bancar o ciumento. Deveria ter demonstrado meu, ciúmes, algum tempo depois eu escuto uma discussão que vem da cozinha. — Catarine, eu não acredito, você se deitou com ele? — Theo, isso não importa para você, eu e Lystat estamos apaixonados. — Mas e eu? Catarine e eu? — Nunca te dei esperanças, Theo. Caminho até a cozinha e quando chego lá, Theo agarra Catarine e a deita na grande mesa do refeitório. — Se você se deitou com ele, não vai se incomodar em se deitar comigo também, aí você define quem é o melhor. — Não, Theo, eu não quero me deitar com você. — Mas com ele você quiz não é? Vejo ele tentando suspender a saia do vestido de Catarine, eu não vou permitir que ele toque um dedo se quer nela. — Larga ela, Theo, isso não é atitude de homem. — Lystat veio assistir como eu tomo Catarine. Me deu raiva ele acreditar que eu estou ali para ver ele se deitando com a mulher que amo. — Solta ela Theo ou... — Ou o que Lystat? Com uma velocidade descomunal eu chego até o Theo e a Catarine e o tiro de cima dela, assustada ela se levanta da mesa e eve Theo encostado na parede comigo com a mão em seu pescoço. — Lystat vamos embora, é inútil feri-lo. Sigo o conselho de Catarine e a acompanho, Theo nos segue de cabeça baixa chorando. — Eu te amava Catarine, mas agora eu tenho é nojo de você. — Eu nunca te dei esperanças, Theo. — Se deitou com o primeiro que apareceu sem estar casada e a que preço? As palavras de Theo me dão ódio, eu pretendo, sim, me casar com a Catarine, mas quero me livrar da maldição primeiro. — Theo, eu estou apaixonada por Lystat, e você tem que entender isso. — Será que continuará apaixonada por ele quando ele cansar de te possuir e te jogar fora. — Eu ainda vou ver você rastejar para mim, Catarine, e irá dizer que eu tenho razão. — Como sou apaixonado por você, provavelmente eu aceite você, mesmo sabendo que sua pureza foi ele quem tirou. Eu tento manter a calma em respeito as crianças do local, não quero que elas acordem com escândalos. — Theo você viu que pertenço a Lystat eu me deitei com ele e foi maravilhoso, ele me fez a mulher mais feliz de Candem tom. — Você não é mau, apenas tem que se livrar desse amor não correspondido e procurar outra garota para ser feliz com ela. Catarine disse tudo que eu queria ouvir, em silêncio Theo nos leva até o portão do orfanato. E eu digo que de agora em diante eu virei todo o dia a noite observar as obras que estão sendo realizadas no orfanato. Theo não teve escolha a não ser acatar a minha decisão. Volto para casa com Catarine, ainda tenho a sensação que alguém nos observa de longe, mas não esquento a cabeça com essa suspeita. — Minha linda, como está se sentindo? — Lystat eu não esperava que o Theo ia perder a cabeça e me atacar. — Para ser sincero, eu já esperava, ele é apaixonado por você e ia mostrar o seu amor para você tentando forçar você a se deitar com ele. — Lystat, tenho pena dele, afinal ele não é mau. — Não sei, minha linda, depois do que ele tentou fazer com você, eu não confio nele, no desespero ele mostrou sua verdadeira face. — Talvez eu esteja enganado, mas não quero você perto dele. — Você tem razão, Lystat melhor eu não comparecer ao orfanato. Catarine entende a minha preocupação, aquele homem se mostrou um verdadeiro monstro com o ego ferido. — Confesso a você Lystat que quando ele me deitou na grande mesa do refeitório eu tive medo, ele tinha um olhar diferente, de intimidador. — Realmente eu achei que ele fosse fazer uma maldade comigo. — Eu iria matá-lo se ele o fizesse, iria sugar todo o sangue dele, porém antes iria deixar ele ver quem eu realmente sou. Catarine me agradece por sempre a proteger e voltamos para casa, sob o olhar da lua e de alguém que eu sinto que nos observa e eu não descobri quem é.
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