Capitulo 7

1024 Palavras
Cheguei aos limites da cidade ofegante, corri, meu Deus, como eu corri, estou ofegante, ao longe vejo os cavalos chegando, a diligência trazendo o dinheiro se aproxima, me escondo e espero eles estacionarem em frente ao banco local. Observo o movimento, são quatro diligências e cada uma com dois homens, analiso, as atitudes do grupo de homens, eles descarregam o dinheiro, deixando apenas um único homem de guarda. Como são idiotas, não contam com a minha habilidade em roubar. Lentamente e me escondendo, me aproximo de uma delas, a do meio, observo o movimento, o homem que está de guarda, masca um pedaço de erva-cidreira, perdido em seus pensamentos, e os outros estão dentro do banco. Entro e roubo um saco de dinheiro, saio da diligência, como estou toda maltrapilha, vão pensar que sou uma mendiga que anda pelas ruas pegando comida no lixo para comer. E assim aconteceu, passei pelo homem que estava de guarda desapercebida. Quem dará atenção há uma mendiga, afinal. Caminho pelas ruas da cidade, e me escondo em um beco fétido, hora de abrir o saco e tirar a parte do dinheiro que cabe a mim. Tiro uma enorme quantidade de dólares, que ali estão e escondo no b***o de meu vestido. — Essa é a parte que me cabe, o restante, darei para Carl, e Margo aqueles lixos abusadores. Retorno para casa e entro os encontro na sala me esperando. — Vejo que o roubo foi um sucesso, não é mesmo, Catarine? — Sim, Carl foi um sucesso. Deixo o saco em sua frente e me recolho para o meu quarto esconder a parte que me cade do dinheiro. A noite, antes de ir para a casa de Lystat eu ajudarei os pobres que encontrar pelo caminho, pois isso torna o fardo do crime de roubo mais leve. Tenho sorte que Lystat, não me recrimina e admira de um jeito torto o que eu faço, e isso muito me intriga, me intriga o fato dele ser tão enigmático, uma pessoa que demonstrou interesse em minha, uma rata, ladra de ruas que se passa por uma mendiga para roubar. Do meu quarto escuto Carl e Margo fazendo planos na sala. Hipócritas, gostaria que um dia eles tentassem roubar, seriam provavelmente presos, e quem sabe depois de um julgamento na pior das hipóteses seriam enforcados e deixados na praça pública para servir se exemplo para os que se atreverem a roubar. Carl abre a porta do meu quarto e entra: — O que você quer?! Eu já fiz o que me pediu. — Calma, Catarine, eu e Margo resolvemos te recompensar pelo seu bom trabalho. Ele tira do bolso da calça uma enorme quantia em dinheiro, me entrega e avisa com um sorriso. — Eu e Margo vamos ficar alguns dias fora, Catarine, então descanse, pois a hora que voltarmos você terá que roubar o triplo para nós. Um alívio para mim, pois não irei ser mais agredida, e eu sei que com dinheiro nas mãos eles ficam muitos dias fora de casa e eu terei um monte de paz afinal. Carl, deixa o meu quarto e eu fecho e tranco a porta. — Não é nada pessoal, Carl, mas depois da ameaça que você me fez eu preciso deixar a porta do meu quarto trancada, afinal o seguro morreu de velho. Me olho no espelho e vejo meus próprios olhos azuis, lembro que a minha mãe dizia que eu tinha olhar de anjo. Saudades de minha mãe, ela morreu tão jovem, foi aí que Carl se afundou ma bebida e conheceu a minha madrasta que visando as posses da família o seduziu e se casou com ele. Juntos eles nos deixaram nessa miséria que estamos vivendo. Do meu quarto eu escuto a porta da sala batendo e pela janela eu vejo Carl e Margo saindo com suas malas. Me jogo na cama e sorrio. — Um momento de paz, afinal, por esses dias eu posso até mesmo trazer Lystat em casa. Tiro as roupas maltrapilhas e vou ao guarda-roupa de Margo, ver se a algo adequado para eu ir a vendinha local, para a minha surpresa ela guarda uma sacola com roupas de minha mãe. — c****a, sem caráter, mantendo a posse daquilo que um dia foi de minha mãe. Pego a sacola e levo para o meu quarto, e nela está um vestido azul da cor do céu o elegido para ir a vendinha local. Me visto e saio, compro tudo o que eu preciso para me manter por alguns dias, e vinho para o Lystat, talvez ele goste. Retorno com a enorme sesta para casa, abasteço a despensa e vou para meu quarto descansar, afinal eu mereço, pois diz um bom trabalho hoje. Me deito em minha cama a qual tem uma boneca que minha mãe com tanto carinho costurou para mim, ela está velhinha e é uma das lembranças de minha mãe que me restou. Adormeço, acordo por volta das sete da noite, julgo que exagerei, dormi o dia todo, mas recuperei o sono, que não tenho a oportunidade de ter, pois Carl e Margo me fazem ficar roubando na rua até o começo da madrugada. Esquento no fogo água e tomo meu banho, para encontrar Lystat quero estar cheirosa, me lavo com sabão de cheiro, me seco e me troco. Saio para encontrar aquele que está se tornando um bom amigo, meio estranho e louco, mas um bom amigo. Caminho pelas ruas e distribuo quantias para os pobres que moram nas ruas, o suficiente para eles se alimentarem com o mínimo de dignidade. Ao chegar ao portão vejo Lystat esperando, ele traja um lindo social cor de vinho, seus longos cabelos estão presos em um longo r**o de cavalo. Ele sorri de canto ao me ver e me convida para entrar. — Catarine, eu estava a sua espera, hoje quero conhecer um pouco mais da vida da minha grande amiga. Entramos juntos e eu também estou curiosa para saber um pouco mais de Lystat Limount. — Antes de mais nada, Catarine, você está muito bonita. Sinto minha face ficar rubra, que mistérios esconde Lystat Limount.
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