Vincent. É perturbador o quanto foi difícil não pedir para a Melissa vir aqui ontem à noite. Fiquei com o telefone na mão mais vezes do que gostaria de admitir. Digitei a mensagem. Apaguei. Digitei de novo. Mandar mensagem foi o meio-termo patético entre o que eu devia fazer e o que eu queria fazer. Como previsto, ela me assombrou durante o sono. Acordei com o corpo tenso, a mente presa à imagem dela — o olhar desafiador, a boca firme demais para alguém que vive cercada por homens perigosos, a vulnerabilidade que ela insiste em esconder. O desejo não era só físico. Era pior do que isso. Era possessivo. Incômodo. Inapropriado. Depois de um banho frio demais para tentar me colocar nos eixos, vou para o trabalho com outra questão martelando minha cabeça, ainda mais perturbadora que meus

