Melissa. O silêncio naquele lugar não era vazio — era pesado. Opressor. Cada segundo parecia se esticar até doer, como se o tempo tivesse sido distorcido para me lembrar de que eu estava à mercê de alguém que não tinha pressa alguma. Minhas mãos estavam amarradas atrás das costas, os pulsos ardendo sob a pressão da corda áspera. A cadeira rangia levemente a cada movimento involuntário do meu corpo, denunciando o medo que eu tentava desesperadamente controlar. O ar cheirava a metal, poeira e algo mais antigo… ferrugem, talvez. Ou sangue. Forcei uma respiração lenta, mesmo com o coração disparado no peito. Pânico não me ajudaria. Nunca ajudou. A luz acima de mim piscava de forma irregular, lançando sombras distorcidas pelas paredes de concreto. Cada vez que apagava por um segundo, eu tin

