Aléssio Romano, Eu sou um homem de sorte, um homem feliz por finalmente ter aberto meu coração e enxergado o que por tanto tempo me recusei a admitir. O caminho de volta para o carro foi preenchido pelo riso suave de Bianca, que corria à frente, os pés descalços pisando na terra úmida e o vento brincando com seus cabelos. Fiquei para trás de propósito, admirando a visão dela vestida apenas com minha camisa social. A camisa caía sobre seu corpo como um vestido, cobrindo o essencial, mas deixando um vislumbre de pele que me fazia sorrir e me perder por um momento. O vestido dela havia sido levado pela correnteza durante nossa brincadeira apaixonada da noite passada, e a lembrança de seu rosto ao procurar pelo tecido perdido me fez rir de novo. — Aléssio, cadê meu vestido? — ela perguntou,

