3

1233 Palavras
Anna Estamos sentados, um de frente para o outro, em sofás opostos e da mesma cor — Um branco perolado intocado. Liz saiu, nos deixando a sós após uma dispensa do chefe. William é um homem bonito, com traços marcantes em um rosto fino, o maxilar é quadrado e seu nariz é reto, já a boca é média e possui um tom marrom rosado. Ele está vestindo uma camisa branca de botões e uma calça Levi's de lavagem escura. Os cabelos são de um preto único que eu nunca vi na vida. Será que ele tinge para ficar dessa cor? Simular nervosismos já não é necessário, estar de frente para ele, para um homem que não é só atraente mais está me olhando como se eu fosse um cavalo defeituoso, está me deixando a milhão. — É seu primeiro trabalho como camareira? — A voz dele mesmo sendo rouca saiu suave, gentil. — Não,senhor. Eu trabalhei em uma casa como camareira em um período de dois anos. Está fora uma história inventada que Liz e eu discutimos por mensagem. Ela até me passou o nome de um casal a qual ela já foi funcionaria afim de tornar tudo mais real. — Por que eu não acredito nisso? Calma, Anna, muita calma. Pode não ser nada, afinal você nunca trabalhou realmente como faxineira, tenha calma e não demonstre que até seu nome é uma farsa. — Como? — Não consigo imaginar seu rosto enquanto limpa uma privada. Pelo amor dos céus, o que isso quer dizer? Cutuco o canto da unha do dedo indicador da mão direta, e puxo a pelinha. — A necessidade nos faz fazer de tudo para sobreviver. — Necessidades. — Ele parceria analisar a palavra, como se fosse um vinho caro sna ponta da sua lingua. — Eu entendo bem. Mais uma pergunta, a senhorita tem família? — Não. Eu não tenho ninguém,senhor. Ele balançou a cabeça levemente em afirmação. Os olhos dele parecem petrificados, presos em mim como colo. Me sinto tão...tão amostra. É quase como se ele pudesse ver por baixo das minhas roupas. — Nem um namorado? — Isso...isso importa,senhor? Digo, minha vida pessoa só cabe a mim. Falar sobre mim é uma coisa e pode ser normal um chefe, principalmente alguém envolvido com a máfia, querer saber a respeito de tudo sobre seus funcionários. Mas, o jeito em que ele me olha, pode ser loucura, mas não é normal, não é como um chefe deva olhar para a funcionária. Será que ele é esse tipo de chefe? Que tem caso com as empregadas? De qualquer forma, esse pergunta não me agradou. — Eu quero saber. — Não foi uma ordem, mas estava implícito que eu deveria responder. — Isso é realmente necessário? — Sim, Anna, isso é necessário. Sou seu chefe, submetasse. Fiz de tudo para não fazer uma careta diante dessa palavra. Submeter. Eu detesto ter que me submeter a Renan. Detesto que toda a minha vida seja baseada nisso. Por que logo para esse homem, um desconhecido, eu devo fazer isso? — Submeter? — Franzo a testa. — Sou sua funcionária, mas não sou obrigada a acatar qualquer decisão sua que diz respeito a minha vida. Minha vida particular não vai interferir no meu trabalho e isso eu garanto ao senhor. Ele se levanta casualmente e se coloca em minha frente. As mãos sutilmente arregaçam as mangas da camisa. — Entenda, Anna Fiore, que aqui na minha casa sou eu quem mando. Então — Ele coloca a mão para trás e das costas tira um revólver prateado. Meu coração dispara e por instinto meu corpo vai para trás. — , quando eu perguntar você responde. Você namora? A arma na mão direita dele me deixa indefesa, e por mais que eu já tenha visto e até portado uma arma, está na frente dela mexe com os nervos de qualquer um. A sensação é de puro terror. O coração batendo rápido, as pernas suando e a dificuldade de respirar. Onde foi que eu fui me meter. — N-não. Eu não estou namorando. — Olhe para mim. — Ele ordena, mas eu não consigo deixar de olhar para a arma em minha frente. — Olhe para mim! — Ele levanta o tom de voz. Exitante quanto as intenções dele, vagarosamente deixo a arma para buscar os olhos dele. Não consigo entender o olhar dele para mim e também, não consigo entender o prazer neles. — Você não vai mais cometer esse erro, ou vai? Balanço a cabeça em negação e isso parece o bastante para ele. — Muito bem. — Ele leva a arma de volta para as costas. — Pode voltar para as suas tarefas. — Ele se afasta e eu tomo um segundo para poder respirar. Me levanto, um pouco menos nervosa do que eu estava. — E Anna. Engulir em seco parece o mesmo que engolir pedras. — Sim, senhor? — Bem vinda a equipe. — Os olhos dele me entregam uma felicidade genuína. O cretino gosta de ter esse efeito nas pessoas. Ah, é só uma semana. Apenas um semana e eu dou o fora daqui. Sorri para eles um sorriso largo exibindo os dentes. — Obrigada, senhor. ~•~ Eu não consegui, por mais que eu tivesse tentando focar meus pensamentos nas tarefas de meus dois trabalhos, esquecer aquele encontro com William. Ele é louco. E me deixou mais assutada da vez que Renan quis me vender para um velho de 50 anos. Eu tinha dezesseis na época. William infligiu medo em mim para ganhar algum poder sobre mim e foi assustador, mas para a minha surpresa minha i********e estava úmida, e não era corrimento. Isso não vai dar certo, não vejo nenhuma coisa boa saindo dessa missão. O restante do dia foi tranquilo e eu consegui decorar cada entrada e saída da casa. São três no total, a da porta da frente, uma nos fundos e outra na garagem. Contei também quantas rondas os seguranças fazem durante o dia. Durante o janta, que foi frango com legumes e arroz, sentei ao lado de Roseta, que não parou de falar por nenhum minuto. Ela passou cerca de dez minutos só falando sobre as grosserias de Liz comigo, o que significa que Liz está fazendo um bom trabalho em manter o plano. Eu só queria minha cama, meu apartamento e minha privacidade de volta, mas o que me aguarda é um banheiro compartilhado e um quarto divido. Entro no quarto e sobre a minha cama uma rosa branca e um bilhete estão em meu travesseiro. Pego a rosa e o bilhete em mãos e levo a flor ao nariz. Fresca e aromática, como se tivesse acabado de ser colhida. Depois, em um momento de folga, vou procurar um possível jardim nesta casa. As pétalas da rosa fazem cócegas em meu nariz. Abro o bilhete e uma letra masculina e forte está rabiscada no papel. "Anna, Não sou todo bruto, e muito menos ando apontando a arma prós meus funcionários. Sendo sincero, não sei o que aconteceu e como eu me descontrolei tanto. Minhas desculpas. Will." Ah, que mistura de sentimentos. Uma parte minha teme o que aconteceu mais cedo, outra quer guardar a rosa e o bilhete dentro da gaveta. Eu m*l cheguei e esse homem já está mexendo comigo. Como eu disse, nada de bom está se formando nessa missão.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR