Capítulo 8 - Máscaras, Veludo e Venenos

623 Palavras
O vestido deslizava pela pele como se tivesse sido costurado por mãos que conheciam cada centímetro de Kalie, Chegava até seus calcanhares, elegante como uma maldição nobre Mas era a f***a que provocava o mundo, aberta até o quadril revelava suas coxas esculpidas por deuses intencionados e apaixonados. Já no alojamento, o quarto com luz baixa e perfume no ar, preparando-se com o mesmo cuidado de uma sacerdotisa antes do sacrifício, era um ritual silencioso, Perfume nos pontos exatos, Brilho nos olhos castanhos, Cabelo solto e misterioso, como uma noite que promete perigo. Plim. Uma notificação Vanessa: “Acho que esqueci de dizer… O baile é de máscaras! Comprei uma perfeita pra você, combina com o vestido. Tô chegando aí, espera!” Kalie riu sozinha, pegando a caixa deixada dentro de sua sacola de compras. A máscara era de renda preta, delicada e intensa, como um segredo sussurrado em meio à neblina, Ela a colocou devagar, observando-se no espelho, Ali, estava uma mulher que nem ela reconhecia, então… Mais uma mensagem chegou. (“?”): “p***a… você parece um anjo. Meu coração está sangrando ao te ver desse jeito.” Kalie mordeu o lábio, sentindo o calor subir pelas veias. Ela respondeu com charme venenoso: Kalie: “Você me verá mais perto hoje?” Segundos de tensão, Até que a resposta veio, como uma promessa dita com um sorriso escuro nos lábios: Damon: “Será uma surpresa, minha pequena.” ⸻ O som dos saltos de Vanessa no corredor ecoou como um aviso. A noite havia começado e sob as máscaras, as verdades seriam despidas. O ginásio estava irreconhecível, As luzes suaves e douradas refletiam nas tapeçarias vermelhas penduradas pelas paredes de pedra envelhecida, Velas falsas tremeluziam como se contassem segredos do passado, Era como entrar em um baile de séculos atrás, onde reis, cavaleiros e pecadores dançavam sob o mesmo teto, O tema da festa era medieval, As pessoas riam, comiam, dançavam, Máscaras de penas, couro, cristais — cada um escondia o rosto, mas não as intenções. As portas se abriram com um leve rangido. Kalie e Vanessa entraram como uma pintura renascentista em movimento, Vanessa com seu vestido verde-esmeralda colado ao corpo e seus cachos dourados brilhando como ouro vivo, atraiu imediatamente um grupo de jogadores de futebol como se tivesse lançado um feitiço. Quarterback 1 Rangel (quase tropeçando nas próprias palavras): — “Vanessa, você… wow… dança comigo?” Quarterback 2 Tayler — “Ela já tá comigo, man.” Vanessa (rindo, como quem já está acostumada com o caos que causa): — “Vou dançar com Peter, meninos. Tentem a sorte depois.” Ela piscou para Kalie e sumiu na multidão, deixando um rastro de perfume e promessas. Foi então que Lucas se aproximou, Como se tivesse saído de trás das cortinas do tempo, Vestia um terno azul escuro bem cortado, máscara dourada cobrindo parte do rosto mas os olhos… aqueles olhos não escondiam nada, Fixos, Quentes, Quase assustados. Lucas (gaguejando, tentando recuperar o ar): — “Nossa… você está… eu…” Ele não terminou, Não precisava, Kalie sorriu de canto e abaixou sua cabeça, educada, mas distraída, Seu olhar voou pelo salão, Ela estava procurando, Não por Vanessa, Não por Lucas. Por ele. Seu corpo sabia antes da mente, Uma tensão elétrica na espinha, O arrepio sutil nas costas nuas sob o veludo, Os olhos marrons vagavam entre as máscaras. Kalie (em pensamento): “Você está aqui, não está? Me observando.” Lucas ainda falava algo, mas a voz dele parecia distante, Como um ruído abafado sob o som grave do desejo. Kalie apertou a máscara no rosto e respirou fundo, Era ali, entre veludos, música clássica e segredos medievais… que a história realmente começaria.
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