Capítulo 6 - O Jogo Começou

593 Palavras
Kalie olhou para o celular ainda sentindo a respiração acelerada, Os dedos tremiam, não sabia se era raiva, desejo ou pura adrenalina. Talvez seja tudo junto mas agora não queria mais correr, queria jogar!. Kalie digitando: “Se está sempre me observando, por que não aparece? Por que não podemos nos conhecer?” A resposta demorou, Como se ele estivesse pensando mil vezes antes de responder. Damon: “Agora não é o momento.” Ela mordeu o lábio inferior, os olhos ainda quentes da lembrança de seus próprios toques, Respirou fundo, abriu a galeria do celular, e clicou enviar imagem. Um print. O contato salvo no celular como: ”?” Segundos depois… Damon: “Pequena…” “Você salvou meu número.” Ela sorriu, Vitoriosa e Provocadora. Kalie: “Não significa nada.” Damon: “Significa tudo.” “Você pensa em mim.” “Você quer saber quem eu sou.” Kalie: “Talvez.” Damon: “Talvez é o começo de um sim.” “Mas cuidado, pequena, para me conhecer vai cruzar uma linha da qual não se volta.” Ela ficou olhando para aquela última mensagem por minutos e respondeu como quem já havia decidido: Kalie: “Então me faça atravessar.” Silêncio. Então mais uma mensagem chegou, como um sussurro digital que rasgava o ar: Damon: “Você tem alguma noção do que está me pedindo?” “Eu não sou o mocinho dessa história. Não sou o cara que te leva pra jantar e diz que vai te ligar no dia seguinte.” “Sou o que quebra portas. O que sangra por você. O que mata por um toque seu.” “Tem certeza que quer me ver?” Kalie sentiu a eletricidade nos dedos ao digitar a próxima mensagem. Damon era um mistério perigoso, mas agora ela queria arranhar a superfície, Sentir a pele por trás das palavras. Kalie: “Então me mostre uma parte sua.” Três pontinhos apareceram no canto da tela. Ele estava digitando. E então… Veio a imagem. Ela engoliu seco. O peito dele, precisamente o lado esquerdo, Fibrado, forte, tatuado, Veias saltando pelo antebraço como trilhas de lava, pele marcada por músculos tensos. O que realmente parou o mundo de Kalie foi a tatuagem, escrita em letras escuras, seguindo uma linha reta sobre o peitoral dele, Seu nome, ela estreitou os olhos e era Isso mesmo, seu nome K A L I E C E. Gravado como uma maldição sagrada em letras cursivas, entre sombras, rosas vermelhas e um símbolo que ela não conhecia. Damon: “Você pediu. Essa parte é sua, princesa.” Kalie: “É o meu nome…?” “Você tatuou meu nome no PEITO?” Damon: “No corpo, como já está na alma.” “Você não entendeu ainda?” “Eu sou seu.” Ela sentiu o coração bater mais forte, As palavras eram insanas, Mas havia uma ternura crua ali… perigosa, sim, Mas carinhosa, Quase reverente. Kalie: “Você é intenso demais.” Damon: “Sou apenas a medida certa pra você.” “Você só ainda não percebeu que também nasceu pra intensidade.” Kalie: “E o símbolo do lado do meu nome? O que significa?” Damon: “É um juramento.” “A minha maneira de prometer que nunca vou deixar ninguém te machucar. Que você será minha, mesmo que o mundo desabe.” Ela respirou fundo, Aquela resposta não era só uma mensagem, Era um juramento E ela não sabia se tremia de medo… ou de desejo.
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