Kalie olhou para o celular ainda sentindo a respiração acelerada, Os dedos tremiam, não sabia se era raiva, desejo ou pura adrenalina. Talvez seja tudo junto mas agora não queria mais correr, queria jogar!.
Kalie digitando:
“Se está sempre me observando, por que não aparece? Por que não podemos nos conhecer?”
A resposta demorou, Como se ele estivesse pensando mil vezes antes de responder.
Damon:
“Agora não é o momento.”
Ela mordeu o lábio inferior, os olhos ainda quentes da lembrança de seus próprios toques, Respirou fundo, abriu a galeria do celular, e clicou enviar imagem.
Um print.
O contato salvo no celular como: ”?”
Segundos depois…
Damon:
“Pequena…”
“Você salvou meu número.”
Ela sorriu, Vitoriosa e Provocadora.
Kalie:
“Não significa nada.”
Damon:
“Significa tudo.”
“Você pensa em mim.”
“Você quer saber quem eu sou.”
Kalie:
“Talvez.”
Damon:
“Talvez é o começo de um sim.”
“Mas cuidado, pequena, para me conhecer vai cruzar uma linha da qual não se volta.”
Ela ficou olhando para aquela última mensagem por minutos e respondeu como quem já havia decidido:
Kalie:
“Então me faça atravessar.”
Silêncio.
Então mais uma mensagem chegou, como um sussurro digital que rasgava o ar:
Damon:
“Você tem alguma noção do que está me pedindo?”
“Eu não sou o mocinho dessa história. Não sou o cara que te leva pra jantar e diz que vai te ligar no dia seguinte.”
“Sou o que quebra portas. O que sangra por você. O que mata por um toque seu.”
“Tem certeza que quer me ver?”
Kalie sentiu a eletricidade nos dedos ao digitar a próxima mensagem. Damon era um mistério perigoso, mas agora ela queria arranhar a superfície, Sentir a pele por trás das palavras.
Kalie:
“Então me mostre uma parte sua.”
Três pontinhos apareceram no canto da tela. Ele estava digitando.
E então…
Veio a imagem.
Ela engoliu seco.
O peito dele, precisamente o lado esquerdo, Fibrado, forte, tatuado, Veias saltando pelo antebraço como trilhas de lava, pele marcada por músculos tensos. O que realmente parou o mundo de Kalie foi a tatuagem, escrita em letras escuras, seguindo uma linha reta sobre o peitoral dele, Seu nome, ela estreitou os olhos e era Isso mesmo, seu nome K A L I E C E. Gravado como uma maldição sagrada em letras cursivas, entre sombras, rosas vermelhas e um símbolo que ela não conhecia.
Damon:
“Você pediu. Essa parte é sua, princesa.”
Kalie:
“É o meu nome…?”
“Você tatuou meu nome no PEITO?”
Damon:
“No corpo, como já está na alma.”
“Você não entendeu ainda?”
“Eu sou seu.”
Ela sentiu o coração bater mais forte, As palavras eram insanas, Mas havia uma ternura crua ali… perigosa, sim, Mas carinhosa, Quase reverente.
Kalie:
“Você é intenso demais.”
Damon:
“Sou apenas a medida certa pra você.”
“Você só ainda não percebeu que também nasceu pra intensidade.”
Kalie:
“E o símbolo do lado do meu nome? O que significa?”
Damon:
“É um juramento.”
“A minha maneira de prometer que nunca vou deixar ninguém te machucar. Que você será minha, mesmo que o mundo desabe.”
Ela respirou fundo, Aquela resposta não era só uma mensagem, Era um juramento E ela não sabia se tremia de medo… ou de desejo.