LUÍZA A ida ao presídio foi fundamental pra minha felicidade completa. Finalmente, eu estava tranquila, e me pegava lembrando do encontro constantemente. Cada detalhe, cada palavra, cada olhar do meu pai ficava gravado na minha mente, como se fosse um filme que eu não queria parar de assistir. O Índio era fisicamente muito parecido comigo. O tom de pele, o cabelo preto dele, um pouco mais escorrido que o meu, mas os olhos… os olhos eram iguais. Ele era forte, imponente, e não aparentava a idade que tinha. Mas o que mais me marcou foi a calma dele, a compreensão, a fraternidade que transbordava em cada palavra. Ele me contou como conheceu minha mãe. Foi num baile aqui morro que era dele, uma paixão desenfreada, como ele mesmo disse. Ela era tudo pra ele naquela época. Minha mã

