Pardal Já havia uns dias que eu estava planejando fazer aquela surpresa pra Malu, confesso que muitas vezes, depois que a levei pra minha goma, por medo do que eu estava sentindo, passei noites fora, sem querer dormir agarrado a ela. Mas a todo momento eu sentia uma porrä de um aperto em meu peito, como se o que eu estivesse fazendo fosse errado. Aquilo já tava me corroendo por dentro, papo dez. Sim, eu estava apenas fugindo como um covarde, porque nem eu mesmo entendia que caralhö tava rolando em minha mente, só sabia pensar na porrä daquela mulher o tempo inteiro, chegava a ser sinistro. Ninguém, além dos vapores e, certamente, da amiga dela, sabia que a Malu estava morando comigo, até porque não tínhamos nenhum compromisso propriamente dito, tá ligado? — E aí, paizão, quando vai para

