Depois do café da manhã, enquanto Gabriel se preparava para uma reunião, fui para o escritório improvisado no apartamento. Maya já estava lá, sentada diante do notebook, organizando minha agenda e respondendo e-mails. Ela me olhou, um sorriso cúmplice nos lábios. — Dormiu bem, Sophi? Assenti, sentando ao lado dela. — Dormi. Acho que, pela primeira vez em muito tempo, consegui desligar a cabeça. Maya sorriu, satisfeita. — Que bom. Você merece. Mas já vou avisando: hoje o dia promete. Tem reunião com o pessoal da PulseOne, depois almoço com investidores e, à tarde, aquele evento da Frontier. E, claro, a lista de mensagens da mamãe e do papai continua crescendo. Revirei os olhos, mas sorri. Maya era meu porto seguro. Ela percebia meu desconforto, minha ansiedade, e fazia de tudo

