Sophia Foster O silêncio da cabana era um bálsamo, mas também um convite para que eu finalmente me abrisse com Gabriel. Depois de tantos dias intensos, entre decisões, cobranças e ameaças veladas, eu sabia que não podia mais guardar tudo para mim. Era hora de dividir o peso das últimas semanas — e, principalmente, de confiar nele com as verdades que me inquietavam. Sentados diante da lareira, com o crepitar do fogo preenchendo o espaço, respirei fundo e comecei: — Gabriel, preciso te contar algumas coisas que aconteceram enquanto a gente se dividia entre a Frontier, a PulseOne e todos esses compromissos. Não quero que nada fique entre nós, nem mesmo dúvidas pequenas. Ele me olhou com atenção, o olhar calmo, mas atento a cada palavra. Gabriel se inclinou para frente, os olhos fixos

