Úrsula: Oi meus amores! – falou sorridente, enquanto chegava. Os dois sorriram. – E então? – olhou Joshua, dando códigos de que queria saber sobre o exame de DNA.
Josh: Pode deixar os códigos de mão, mamãe. – riu. – Any já sabe, inclusive, ela é filha deles! – sorrindo para Any.
Úrsula: Ah, graças a Deus! – juntou as mãos. – Meus parabéns meu amor! – a abraça. – Eu sabia que você iria encontrar seus pais!
Any: Obrigada. – sorriu. – Fico feliz de saber que meus pais estão por perto.
Savannah: E quem são os seus pais? – perguntou curiosa, enquanto chegava.
Úrsula: Priscila e Silvio! – se adiantou, deixando Savannah branca.
Savannah: O QUE? – arregalou os olhos, boquiaberta. – Os Soares? – eles assentiram. – Ela é mesmo irmã da Magá e do Bailey?
Úrsula: Você já sabia filha? – cruzou os braços.
Savannah: Magá tinha me contando, mas eu não acreditei, inclusive ri muito. – coçou a nuca. – Impossível acreditar, até por que as duas são totalmente diferentes! – franziu a testa, notando que Magá não tinha puxado nada da irmã caçula.
Josh: Pois é, mas o exame de DNA deixou bem claro que as duas são irmãs legitimas. – enfatizou.
Savannah ergueu a sobrancelha.
Úrsula: Simone acabou de fazer um bolo esplêndido de chocolate e morango. – contou, deixando Any com água na boca. – O que acham de comemorarmos? – sugeriu.
Any: Ah sim! – assentiu prontamente. – Eu quero o bolo!
Úrsula: Então vem meu amor, já está pronto!
Savannah: O bolo é meu, mamãe! – enfatizou, em um grunhido.
Úrsula: Ora, não seja egoísta Savannah! – a olhou, aborrecida. – Any não pode passar vontade, sabia que você vai ser titia? – Savannah franziu a testa. – Any está grávida.
Savannah: Sério? – olhou chocada. – Eu vou ser tia?
Any: Vai sim. – sorriu, colocando o cabelo atrás da orelha. – E eu acho que o bebê quer o bolo. – deu um sorrisinho amarelo.
Savannah: Poxa. – deu um sorriso feliz. – Não sabia que seria tia. – falou entusiasmada com a ideia. – Vamos, eu divido o meu bolo com você.
Josh: Está com febre? – riu, botando a costa da mão na testa da irmã.
Savannah: Ai, mas que exagero. – rolou os olhos, tirando a mão dele de sua testa. – Magá estava enchendo a minha cabeça, mas eu não tenho nada contra a Any. – olhou a garota, que lhe sorriu feliz. – Está certo que no inicio me aborreci por ela ter cuspido no meu vestido, mas sei lá, isso já faz muito tempo e creio que exagerei, ainda mais agora que vou ser tia não é? – sorriu empolgada.
Any: Então nós podemos ser amigas? – perguntou, com um grande sorriso.
Savannah: Acho que sim! – deu de ombros.
Any: Ah que legal! – a abraçou, pegando a loira de surpresa. – E você me desculpa por ter cuspido o seu vestido?
Savannah: Desculpo. – sorriu.
Any: E me dá um pedacinho pequenininho do seu bolo? – mordeu o lábio, com água na boca, Savannah assentiu sorrindo. – Oba! Então vamos!
Úrsula: Também vou! – se meteu e todos foram para a cozinha comer o tal bolo, que por sinal estava delicioso.
Após a refeição, ficaram conversando amenidades, Úrsula estava muito feliz por ver que Savannah estava se dando bem com Any, a menina era um doce de pessoa e não merecia ser maltratada devido às intrigas de Maria Gabriella.
Josh: Parece que as duas estão se dando bem. – olhou do outro lado da cozinha, Any bebia água, enquanto conversava com Savannah. – O que um sobrinho não faz hein? – riu.
Úrsula: Savannah adora crianças e você melhor do que ninguém sabe como Maria Gabriella pode ser manipuladora. – suspirou. – Nem parece que as duas são irmãs, Any é totalmente o oposto. Savannah me disse que o namoro dela com Ray terminou muito m*l, tenho certeza que se ela tivesse chegado bem da França, teria gostado de Any desde o inicio.
Josh: O importante é que estão se dando bem. – ele suspirou, aliviado.
Apesar de Savannah ser uma mala, era sua irmã e não se agradaria com o fato de ter que viver em pé de guerra com ela por motivos fúteis.
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Uma semana depois, Joshua e Any estavam se preparando para irem para a primeira consulta do bebê.
Josh: Rápido amor! – a apressou. – Se continuar comendo assim, nós vamos nos atrasar. – a olhou. – Não quer chegar atrasada na primeira ultra da neném, ou quer?
Any: O que é ultra? – indagou confusa enquanto tomava um gole de suco.
Josh: É um procedimento, com ele vamos poder ver como é que a nossa filha está se comportando aí dentro. – explicou.
Any: Vamos ver ela? – perguntou com os olhinhos brilhando. Joshua assentiu, cruzando os braços. – Que legal, m*l vejo a hora de ver o bebê!
Lurdes: Mas eu não acredito que vocês dois ainda estão enrolando aqui! – falou, assim que saiu do banheiro. – Vocês sabem que horas são?
Josh: Acontece que a Any não quer parar de comer. – rolou os olhos
Any: Pronto, eu já terminei! – indagou, se levantando. – Podemos ir!
Lurdes: Perfeito, vão logo senão vão perder a hora! – fez o sinal da cruz nos dois e eles saem, animados. – Esses dois. – negou com a cabeça, enquanto começava a tirar a mesa.
Algum tempo depois, o casal chega ao consultório da doutora Mileida.
Any: Amor vão me furar? – perguntou, assim que entraram na sala da médica.
Josh: Não linda, não vão! – a acalmou, sorrindo
Doutora: Bom dia queridos! – cumprimentou com um sorriso.
Mileida era uma senhora muito simpática, a mesma tinha feito todos os partos de Úrsula e os dois de Priscila, outro motivo por terem lhe escolhido, era o ciúme que Joshua sentiria caso visse outro homem tocando em certas partes de sua namorada.
Doutora: É um prazer imenso conhecê-la Any. – a analisou, vendo como ela era bonita. – Eu acho que você foi a única filha da Priscila cujo eu não fiz o parto. – pensativa.
Any: Ah. – sorriu simpaticamente. – Eu não me lembro da senhora ter feito o meu parto mesmo. – franziu a testa e a doutora a olhou, confusa.
Josh: Meu amor, mesmo se ela tivesse feito você não lembraria. – sussurrou. – Você era muito bebêzinha para lembrar.
Any: Ah, é verdade. – sorriu corada e a doutora riu de leve.
Doutora: Bem, agora eu quero saber como vai esse bebê, sente-se. – apontou as cadeiras e os dois se sentam. – Querida me responda tudo o que eu perguntar sim? – Any assentiu, empolgada. – Está se alimentando bem? – arrumou os óculos. – ela assentiu. – Quantas vezes ao dia?
Any: Ah... – pensativa. – Um monte!
Doutora: Anda fazendo algum esforço constante? – perguntou, escrevendo algo em sua caderneta.
Any: Esforço? – perguntou confusa.
Josh: Não doutora, ela está descansando muito ultimamente e dorme dez horas por noite.
A doutora sorriu e fez mais algumas perguntas típicas daquele tipo de consulta.
Doutora: Muito bem, agora vamos ver como esse pequeno está se comportando. – levantou e os dois fazem o mesmo. – Any, por favor, vista essa roupa. – entregou.
Any: Essa roupa? – franziu a testa. – Por quê?
Doutora: Apenas vista querida. – deu uma piscadela.
Ela deu de ombros e se preparou para tirar a roupa ali mesmo.
Josh: Amor troca de roupa ali. – apontou discretamente o biombo.
Any sorriu e foi vestir a roupa, roupa essa que ficou enorme.
Doutora: Agora deite aqui. – apontando uma maca forrada com lençol rosa. Any deita e a doutora passa um gel em seu ventre. – É gelado assim mesmo. – sorriu ao ver que ela tinha feito careta, em seguida, começa a passar o aparelho na barriga dela. – Vamos ver onde está... – procurando. – Aqui! – sorriu ao achar. – Danadinho, está bem no cantinho.
Josh: Onde? – querendo ver.
Doutora: Aqui. – apontando com o mouse. – Conseguem ver?
Ele assentiu emocionado ao ver uma pequena bolinha. Any sorria feliz por estar vendo seu filhote
Any: É bem pequenininho. – sorrindo abobada.
Doutora: Ele está apenas com nove semanas meu bem, mas garanto que logo ele vai crescer e vai começar a pesar. – piscou.
Josh: Ela está impaciente por virar uma daquelas mulheres redondas. – sorrindo e beijando a mão de Any
Doutora: Completamente compreensível. – riu. – E então? Querem ouvir o coraçãozinho?
Josh: Já conseguimos ouvir? – perguntou perplexo.
Doutora: Claro que sim. – assentiu. – O coraçãozinho do bebê é o primeiro órgão a ser formado, logo seguido do cérebro. Querem?
Josh: Sim, claro! – assentiu, prontamente.
A doutora colocou e logo se ouviram um barulhinho extremamente alto e forte, era a coisa mais perfeita que ambos já tinham ouvido, se olharam, emocionados.
Any: É o coraçãozinho do nosso bebê. – contou, apaixonada.
Josh: É sim. – dando um selinho nela, com os olhos mareados. – Eu te amo! – beijou sua testa.
Any: Eu também te amo muito. – fungou. – Mas tem uma coisa que eu não estou entendendo amor. – franziu a testa, confusa.
Josh: O que?
Any: Você não falou que o nosso filhotinho estava dentro da minha barriga? – Joshua assentiu, acariciando os cabelos dela. – Então por que ele está dentro da TV? – apontando o monitor por onde viam o bebê.
Joshua e a doutora se olharam e riram.
Doutora: Ele não está dentro da TV, ele está na sua barriga, mas como eu estou passando esse aparelhinho na sua barriga, ele aparece na TV para que nós possamos vê-lo. – explicou.
Any: Ah sim... – pôs o dedo no queixo, entendendo.
Doutora: Bem crianças. – tirando o aparelho da barriga de Any. – Para uma gravidez de nove semanas o bebê está muito bem, com o peso e medida ideais. – desliga o ultrassom e limpa o gel da barriga de Any. – Você já pode se trocar querida. – piscou, sorrindo.
Any também sorri e se levanta, indo se trocar.
Josh: Já sabe para quando mais ou menos?
Doutora: Daqui a menos de sete meses, eu presumo! – foi até a mesa e tratou de fazer o resto das anotações.
Josh: Ela precisa de algum cuidado especial?
Doutora: Não, ela apenas precisa descansar e, por favor, não a deixe passar nervoso Joshua! – ele assente. – Também precisa se alimentar bem.
Josh: Ah, mas isso eu nem preciso pedir! – rindo pensativo. – Ela come demais.
Doutora: Evite comidas muito gordurosas. – também riu. – Tirando esses cuidados, ela pode fazer de tudo. – piscou e estendeu a folha para ele.
Any voltou já vestida e a doutora lhe receita um antibiótico para enjoos e finaliza a consulta.
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Enquanto isso nas empresas Beauchamps. Bailey conversava com Joalin, que tinha chegado a pouco.
Joalin: Daí a Sabina pediu para trazer esse currículo dela. – entregando. – Se tiver alguma vaga disponível você podia nos dar essa forcinha não é amor? – sorriu de lado. – A coisa está cada dia mais feia.
Bailey: Se eu te dissesse que a secretária do Noah entra de licença a maternidade semana que vem, você acreditaria? – perguntou rindo.
Joalin: É serio? – arregala os olhos e ele assente. – Nossa, a Sabina adoraria trabalhar com o Noah, o problema são as brigas. – coçou a cabeça. – Os dois brigam como cão e gato!
Bailey: O que acha de ajudarmos esse casal vinte? – ergueu a sobrancelha, travesso.
Joalin: Eu acho uma ótima ideia! – bateu palminhas, animada. – Podíamos fazer... – é interrompida pela porta, se abrindo em um estrondo.
Savannah: Baybay! – invadindo a sala, com um enorme sorriso.
Joalin: O que é isso? – se levantou. – Não sabe bater não é?
Savannah: O que acha? – ergueu a sobrancelha e a olhou com desdém. – Essa empresa é minha e eu entro onde eu quiser!
Sabrina: Desculpe senhor. – a secretária disse, entrando logo atrás. – Eu não pude impedir.
Bailey: Tudo bem Sabrina, pode ir! – deu uma simpática piscada e a mulher saiu. – O que você faz aqui Savannah?
Savannah: Como o que faço aqui? – se aproximou e se apoiou na mesa. – Eu vim te ver! – olhou de Bailey para Joalin. – Vai me dizer que prefere a companhia dessa suburbana a minha? – o olhou, com deboche.
Bailey: Savannah, a Joalin é minha namorada! – enfatizou. – Eu peço que você a respeite, por favor! – pediu, sério.
Savannah: Hello Bailey. – rolou os olhos. – Nós dois namoramos desde pequenos... – disse exagerada. – E eu sou a mulher certa pra você!
Bailey: Chega! – grunhiu.
Joalin: Garota, quem vive de passado é museu! – o olhou, aborrecida. – Será que você não vê que está atrapalhando? – ergueu a sobrancelha. – O Bailey é meu!
Savannah: Acha mesmo que a tia Priscila vai permitir que o Bailey se case com uma pobretona como você?! – rindo com desdém. – Faz-me rir queridinha!
Bailey: Savannah, por favor, sai daqui!– percebendo que Joalin estava com os olhos mareados. – Não tem o direito de falar isso pra ela!
Savannah: Eu vou sim, mas não por que você está mandando e sim por que eu preciso falar com o meu pai! – mandou um beijinho a ele. – Tchau favelada! – sai rindo.
Bailey: Não fica assim meu amor. – se aproximou da loira. – Não se importe com o que Savannah fala, ela não está bem dos nervos.
Joalin: Ela tem razão Bailey. – contou, aos prantos. – A sua mãe nunca vai me aceitar.
Bailey: Pouco me importa o que a minha mãe pensa! – a obrigou a olhar pra ele. – Eu te amo Joalin!