Capítulo 05

2417 Palavras
Josh: Já chegaram seus presentes! – dando um selinho nela. – Olha essa aqui é a Joalin, a namorada do Bailey. – mostrou. – E aquela é a Sabina, prima dela. – as duas sorriram. – Meninas, essa aqui é a Any. Joalin: Oi, prazer Joalin Loukamaa. – se aproximou dela, dando um abraço e um beijinho amigável. – Que linda você! – sorrindo encantada. Any: Obrigada moça. – agradeceu corada. – Você também é linda, sou Any Gabrielly, mas pode me chamar de Any. – sorrindo. Sabina: Oi, sou Sabina Hidalgo. – também lhe dá um beijinho. – Mas pode me chamar de Sabina. – repete o que Any fez, fazendo-a rir. – Sou prima dessa desmiolada aqui! Any: Ainda bem que gostaram de mim. – sorrindo aliviada, olhando Joshua. – Uma moça chamada Gagá, não gostou nada. – negou com a cabeça, pensativa.  Todos acharam graça da forma séria e engraçada que ela falou. Joalin: A Magá você quer dizer? – indagou sorrindo, Any assentiu. – Essa i****a não gosta de ninguém que esteja perto do Josh! – fazendo cara de nojo. – É uma nojenta, mas eu ainda tenho que aturar porque é minha cunhada. – rolou os olhos. Josh: Já que estão se dando bem o que acham de uma pizza? – sugeriu, animado. Any: Uma o que? – perguntou, extremamente confusa, como aqueles humanos tinham mania de criar palavras esquisitas. Sabina: Pizza, Any. – repetiu, sorrindo. – Sinto muito, mas não vou poder ficar, marquei de sair com o senhor Urrea essa noite. – contou empolgada. Josh: Noah? – perguntou divertido, Sabina assentiu. – Que pena, tanto por você sair com ele, como por não poder ficar. – Sabina riu de leve. – E você Joalin? Joalin: Eu aceito. – assentiu, revirando as sacolas. – Assim aproveitamos e experimentamos as roupas não é gata? – Any assentiu, também olhando as sacolas com curiosidade. – Tudo bem se eu ligar para o meu gatinho? – perguntou com um sorrisinho. Josh: Sem problema, liga aí. – deu de ombros. – Enquanto você liga eu peço a pizza. – pegou o telefone e foi para a cozinha buscar o número. Any: O que é isso aí? – apontando o pequeno celular na mão de Joalin. Joalin: É um celular. – respondeu com um sorriso. Bailey já tinha lhe explicado para ter paciência com ela, pois segundo Joshua tinha vindo de um lugar bastante limitado. Any: É engraçado. – deu um risinho. Sabina: Com isso conseguimos falar com pessoas que estão longe, como por exemplo, pessoas que estão do outro lado do mundo. – explicou, fazendo a menina arregalar os olhos. Any: Carambolas! – exclamou, chocada. As duas riram, Any era uma fofura, era impossível não gostar dela. – E como faz para falar? Joalin: Vou te mostrar. – piscou. – Primeiro digita os números do celular da outra pessoa. – falou enquanto digitava os números do namorado. – E depois é só chamar. – clica para chamar e coloca no viva voz.  Falou com Bailey sobre os olhares incrédulos de Any, que não podia acreditar na grande inteligência dos humanos para criar tantas coisas legais.  Joalin: Viu só Any? – falou, enquanto desligava a chamada. – Gostou? – ela assentiu, freneticamente, fazendo Joalin rir. – Tenho certeza que logo o Josh te dá um desses, e bem melhor que o meu que já está super velhinho. – faz cara de dó. Any: Achei ele muito bonitinho. – sorriu. Joalin e Sabina sorriram, tinham gostado muito de Any. Joshua regressou da cozinha e fica fazendo companhia a ela, riu muito quando as garotas contaram sobre o celular. Alguns minutos depois Bailey aparece e dois preferiram ver um filme para deixar as garotas mais a vontade. Logo Sabina teve que ir embora, pois tinha um encontro com Noah. Josh, Joalin, Bailey e Any já estavam como velhos amigos, Any estava se sentindo muito à vontade com eles. ¨¨¨¨ Na mansão dos Soares. Magá entra em casa muito irritada. Priscila: Mas o que é isso Maria Gabriella? – disse assustada com o barulho. – Você quer quebrar a porta é? – olhando a filha entrar, como um furacão. Magá: Mamãe, você nem acredita o que aconteceu comigo! – se sentou ao lado da mãe e cobriu o rosto com as mãos. Priscila: O que aconteceu? – ergueu a sobrancelha. Magá: O Josh me expulsou da casa dele! – contou, em perplexidade. Priscila: O que? – arregalou os olhos. – O Joshua te expulsou da casa dele? Magá: Sim! – assentiu freneticamente. – E o Bailey ainda riu de mim! – acrescentou inconformada. Priscila: Mas você é muito devagar minha filha! – negou com a cabeça. Magá: Eu? – apontou para si mesma. – Devagar? – arregalou os olhos. – Mamãe, o Josh só me dá patadas! – começando a gritar. Priscila: Ai filha. – rolou os olhos. – Não chora, a mamãe vai dar um jeito nisso. – tocou em seu ombro, na tentativa inútil de acalmá-la. Magá: Ele estava com uma mulher mãe! – continuava esbravejando. – Uma tal de Gabrielly! – lembrou, sentindo a raiva lhe subir a cabeça. Priscila: Uma mulher? Magá: Sim, estava fazendo sexo com ela na hora que chegamos! – fungou. – A p**a estava lá, com os p****s de fora, sequer cobriu quando entramos! – falou, chocada. Priscila: Que vulgaridade. – negou com a cabeça. – E ao menos é bonita? Magá: Claro que não! – falou de pronto, mentindo. – Ela é horrorosa, parece o cão chupando manga. – olhou para os lados, incomodada com a beleza da tal da Any, nunca tinha visto nada igual. – Tem uma verruga enorme no nariz! – acrescentou, tentando convencer. – Um horror! Priscila: Mas o que o Joshua tem na cabeça para trocar minha filhinha por uma mulher dessas? – levantou-se, inconformada. Magá: Não sei mamãe, mas faz alguma coisa. – pediu chorosa. – Fala com a Úrsula, pede para ela dizer para o Josh que eu sou a nora que ela sempre quis ter! Priscila: Mas a Úrsula não está nem aí pra isso Maria Gabriella! – explicou, com as mãos atadas. – Por ela, Joshua se casaria até com uma mendiga, contanto que exista o amor! – reclamou nojenta. Magá: Ele riu de mim mãe, riu do meu nominho! – continuava a reclamar, chorosa. – Disse que o meu nome parece xingamento! – cerrou os punhos. Priscila: Mas parece mesmo. – concordou, deixando a filha chocada. – Para de usar esse apelido horroroso Maria Gabriella, o seu nome é lindo. – concluiu, deixando Magá aborrecida. Magá: Vai falar com a Úrsula ou não mamãe? – cruzou os braços, ignorando o que a mãe tinha dito. Priscila: Está bem filha. – assentiu. – Eu vou ver o que eu consigo, mas não garanto nada. – enfatizou. – Afinal de contas, é bem capaz da Úrsula nem ligar. Magá: Mas você vai fazer o possível e o impossível não é? – a olhou. Priscila assentiu, acariciando seus cabelos. – Eu vou ser a nova senhora Beauchamp! – declarou, decidida. Priscila: Eu vou fazer de tudo meu amor. – beijou a testa da filha. – Acha que eu não quero ver a minha filha casada com um dos maiores herdeiros do país?! – sorrindo ambiciosa. Magá: O Bailey que deveria me ajudar, só me atrapalha! – enfatizou seu descontentamento com o irmão mais velho. – Ele ajuda o Josh a fugir de mim! – bufou. – E ainda fica rindo, como se eu fosse uma palhaça! Priscila: Depois eu cuido do seu irmão, mas o que acha de tomar um banho na hidromassagem? – indagou preocupada. – Você está muito tensa filhinha. – a analisou. Magá: Estou precisando mesmo. – soltou o ar. Priscila: Berenice! – chamando a empregada, que se aproxima rapidamente. – Faça um suco diet de maracujá e leve para o quarto de Maria Gabriella. Berenice: Sim senhora, deseja algo mais? – perguntou prestativa. Priscila: Eu te pedi algo mais? – a olhou, de maneira dura, a empregada negou, de cabeça baixa. – Então, sua incompetente? – bufou. – Vai para cozinha e logo! Berenice: Sim senhora. – sai apressada, assim como veio. Magá: Eu sou sua fã mamãe. – riu debochada. – Sabe muito bem como colocar essa gentinha em seu devido lugar. – olhou por onde a empregada tinha saído. – Vou subir, até mais! Priscila: Até, minha querida. – voltou a ver o musical que estava assistindo e pensando no que faria para convencer Úrsula a lhe ajudar em seus planos. ¨¨¨¨ Enquanto isso, no apartamento de Joshua. Any experimentava as roupas que Joalin tinha comprado, enquanto conversavam sobre amenidades. Joalin: Ah Any, você é muito fofa sabia? – elogiou, com os olhinhos brilhando. Any sorriu timidamente. – O que você acha de sairmos para passear qualquer dia desses junto com a Sabina? Any: Eu quero sim. – assentiu empolgada. Joalin: Podemos dar uma caminhada no calçadão de Copacabana, lá tem um quiosque que serve um peixe assado. – fechou os olhos ao lembrar. – É uma delicia. Any: Vocês comem peixe? – mordeu o lábio, receosa. Joalin: Sim. – a olhou estranhamente. – Você nunca comeu peixe? – Any negou perplexa. – Nossa, é bem gostoso. – contou. – Pena que engorda. Any engoliu o seco, sentindo a espinha gelar. Se aqueles humanos descobrissem que ela era um peixe e se quisessem lhe comer seria algo péssimo. Ela estaria fodida, como dizia Sofya. Joalin: Vem amor, vamos experimentar essas rouptchas. – mostrou, animada. – Vai ficar linda, você tem um corpo escultural. – disse, fazendo Any dar uma voltinha. As duas experimentaram várias roupas e sapatos, Any não sabia andar de salto muito bem, por isso preferiu não arriscar optando pelas belas rasteirinhas que Joalin tinha trago. As lingeries ficaram perfeitas, como se tivessem sido feitas sob medida para ela. Joalin também lhe ensinou como colocar absorvente na calcinha, como cuidar dos cabelos, da pele, das unhas e outras coisinhas básicas que toda mulher deveria saber. Às onze horas da noite, Bailey e Joalin se despedem de Any e Joshua. Quando os dois ficam sozinhos dão alguns amasso gostosos, mas infelizmente não passa disso, afinal, Any estava menstruada. ¨¨¨¨ Joalin e Bailey chegam à frente da casa dele, como sempre era uma batalha para convencer a namorada a entrar. Joalin: Ai Bailey. – mordeu o lábio, receosa. – É melhor eu ir dormir em casa mesmo! Bailey: Que é isso Joalin? – a encarou, negando com a cabeça. – Vai me dizer que é por causa da minha mãe outra vez? Joalin: Bailey, a sua mãe nunca vai me aceitar. – deduziu entristecida. – Temos que aceitar isso, meu amor. Bailey: Eu não estou nem aí para o que a minha mãe pensa. – disse de maneira certa. Joalin: Eu sei Bailey, acontece que é tão complicado, eu não sou da mesma classe social que você e a sua mãe quer que você se case com uma mulher rica, assim como vocês. – falava o mesmo discurso de sempre, fazendo o namorado rolar os olhos. Bailey: Joalin, olha pra mim. – pediu, fazendo-a o olhar nos seus olhos. – Eu estou namorando você e não a sua classe social loirinha. – enfatizou e Joalin sorriu sem graça. – Vamos entrar sim? – saindo do carro e abrindo a porta dela. Joalin: Tudo bem Bailey. – suspirou vencida. Os dois entram na luxuosa casa e levam um susto quando uma luz acende do nada. Bailey: Mamãe! – exclamou, com a mão no peito. – Que susto! – fez careta. – Você quer me matar é? – arregalou os olhos. Priscila: Não é para tanto Bailey! – rolou os olhos. – O que essa moça faz aqui há essa hora? – perguntou, olhando Joalin com desdém. Joalin: Boa noite, senhora. – acenou, sem graça. Priscila: Boa noite. – respondeu irônica, apenas por educação. Bailey: Joalin é minha namorada. – disse obvio. Priscila: E você é meu filho. – rebateu. – E essa é a minha casa! – rodando o dedo. Bailey: Mamãe, eu não estou com cabeça para discutir com você há essa hora certo? – indagou, cansado. Priscila: Não está com cabeça para conversar com sua mãe, mas está com cabeça para fazer sem-vergonhices com essa aí não é? Joalin: Olha aqui, a senhora não precisa me ofender, ok? – engoliu o seco. Priscila: Você cale a boca menina! – bateu o pé. Joalin: Bailey é melhor eu ir embora! – ia saindo, mas ele a segura. Bailey: Você fica! – enfatizou. – Essa casa também é do meu pai e ele te adora. – olhou a mãe, duramente. – Você sabe como deixar alguém constrangido não é mamãe? Priscila: Se a carapuça serviu... – os olhou irônica. – Sim! Bailey: Você e a minha irmã são duas loucas. – resmungou, subindo com Joalin. – Fique aí com os seus chiliques. Priscila: Olha o respeito menino! – grunhiu, mas ele já tinha sumido escada acima. – Essa Joalin acha que vai sair ganhando, mas não vai mesmo! – subiu para o seu quarto, onde o marido estava lendo um livro. Silvio: O que houve mulher? – ergueu a sobrancelha. – Que gritaria é essa? Priscila: Seu filho com aquela tal Joalin! – dizia nervosa. – Bailey insiste em me desafiar. Silvio: Eu já falei que não quero você maltratando a Joalin aqui Priscila! – repetiu, irritado. Priscila: Você não entende que eu só quero o bem dos nossos filhos, Silvio? – ergueu a sobrancelha, perplexa. Silvio: E você acha que isso que você está fazendo é algo bom Priscila? – a olhou, irônico. – Ora essa. Priscila: Eu não sei Silvio, não sei se é bom ou não, mas é isso que eu quero! – bufou. – Se Bailey se casar com essa mulherzinha, vai colocar toda a nossa fortuna nas mãos dela! Silvio: Ah, então só faz isso pelo dinheiro? – dizia chocado, Priscila estava cada dia pior. – Priscila o dinheiro vai e volta, a felicidade dos nossos filhos é coisa séria! – coçou a nuca, buscando paciência. – Você parece não pensar nos dois, apenas em você! Priscila: Meus filhos são as coisas mais importantes do mundo pra mim! – disse alto. Silvio: Não parece! – disse no mesmo tom, lembrando-se do que acontecera há dezoito anos. – Quando ela desapareceu você sequer quis procurá-la!
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR