Diversão garantida

2006 Palavras
Alguns meses já se passaram e nada de acharem o Marcelo. Todos acham que ele fugiu do país, ou algo assim. Enfim! Isso não nos importa mais, estamos felizes e nada, nem ninguém vai nos atrapalhar. —Pronta, vida? —Victório pergunta, lindamente arrumado, para um almoço com as duas famílias juntas. Sua calça branca marca sua coxas, num delineado quase perfeito dos seus músculos e fico ainda mais feliz com o presente que eu escolhi. Ja a blusa selecionada para tampar seu tanquinho é uma de manga curta na cor verde militar. Com o baixinho tênis cinza no pé e alguns acessórios, ele está lindamente pronto para sairmos. Sentada em frente a minha penteadeira, ouço Max brincando e fazendo uma baita barulho com seu novo brinquedo. Ele está ao meu lado, como sempre, me fazendo companhia. —Estou até vendo a tragedia anunciada. — declaro passando o pente nos cabelos e meu namorado rir atrás de mim. —Que tragedia? Vais ser apenas duas famílias almoçando juntas. — diz me olhando pelo reflexo do espelho e dessa vez eu é quem rio. —Acontece que uma dessas famílias, é a minha família. —falo ainda rindo, achando graça das possíveis possibilidades de mico que pagarei hoje. —Sua família é quietinha, mais serena e a minha é...bom! Você já os conhece e sabe do que estou falando. Se prepare para os micos. —digo me levantando ja pronta e ele sorrir de lado. —Então, bora pagar uns micos. —diz sorrindo e estende a mão para eu entrar com ele no elevador. Marcamos esse almoço na casa dos meus pais há uma semana, já que eles só se encontraram num jantar que demos aqui em casa. Estou usando um vestido jeans justo ao corpo, de alcinhas fininhas e um tênis branco. Cabelo ao natural e make simples. —Você está linda! —elogia assim que entramos no carro. —Obrigada, baby! Você também está um t***o. —falo e seu sorriso de canto de boca aparece. Fomos o caminho todo escutando musica e conversando, de vez em quando dávamos umas boas risadas. —Chegamooos!! —falo assim que passamos pela porta da cozinha. Minha mãe conversa com meu pai, enquanto mexe na panela que está no fogo e meu pai está preparando uma salada, em cima da bancada. —Viemos ajudar. —Victório se coloca a disposição, pois sempre me ajuda, na cozinha. —Preciso que façam o suco, a polpa já esta pronta. —minha mãe fala e Victório lava as mãos para começar. —Estou um pouco nervoso, Victório. Como devo me comportar? —meu pai pergunta, pois também percebeu que a família dele faz a linha certinha. —Pode ser verdadeiro e agir naturalmente como o senhor é, pai. Amo o seu jeito! —falo passando confiança. —E se precisar, eu e Victório, vamos "limpando" atrás. —Falo me referindo as "cagadas" que ele fizer e todos rimos. —Eles estão para chegar a qualquer momento. — minha mãe fala e Lucia, entra na cozinha, avisando que já chegaram. —Lucinha, vigia as panelas, por favor, que nós vamos lá recebe-los. —minha mãe fala com a amiga, já limpando as mãos no pano de prato e nós a seguimos para recebe-los. —Sejam bem vindos! Entrem! —minha mãe diz toda sorridente, os recebendo na porta principal. Lívia e o marido entram, cada um segurando a mão dos filhos, com seu joão ao lado. Ele está com uma garrafa de vinho na mão e todos nós nos cumprimentamos com beijinhos ou apertos de mãos. Sua casa é linda, Antônia. Parabéns! —Lívia elogia sendo simpática, mas realmente a casa dos meus pais chamam a atenção. —Eu amo decoração e de vez em quando faço umas estripulias na minha casa. -— minha mãe responde sorrindo, orgulhosa da decoração que a imensa casa ganhou. —Aceitam uma bebida? Um Whisky talvez, ou um drink? —meu pai pergunta. —Eu aceito um drink ou um licor. —Lívia diz e os outros também concordam, com a mesma bebida. Victório caminha até o bar do meu pai para ajudar com a bebida, sorrindo discretamente, enquanto eu o observo segurando a risada. Esse assunto, bebida alcoólica, foi motivo de piada interna a semana toda. Perguntamos a Lívia se ela bebia e ela disse que sim e que era bem resistente. Victório logo tratou de nos alertar que a bebida que ela se refere que é "bem resistente" é licor de morango. Ahh fortona! Nós meninas fomos para a cozinha acabar o almoço e fofocar um pouquinho, enquanto os homens ficaram na sala conversando. Terminei o suco que o Victório começou e Lívia a salada. Arrumamos a mesa da varanda externa, já que o dia está lindo e chamamos todos para se sentarem. Estamos todos em volta da mesa sentados e saboreando a comida dos meus pais, porem está um silencio assustador. Vejo que meus pais seguram pra não falar nenhuma bobagem e por isso nenhuma palavra é dita por eles. —Me desculpe, mas esse almoço está chato, vou liberar meus pais de serem certinhos. —falo rindo baixinho pro Victório, que concorda sorrindo, mesmo não tendo pedido nada aos meus pais. —Pai, o seu João gosta de pescar, conta pra ele aquela historia do anzol. — peço mesmo sabendo o que está por vir e dou uma piscadela para ele que entende sorrindo. —Fico feliz em saber que gosta de pescar, João. Há uns anos atrás, a Neni ainda era adolescente e nós fomos pescar. Coloquei a isca no anzol e joguei a linha o mais longe que eu podia, mas uma rajada de vento trouxe ele de volta e o anzol entrou no meu lábio superior. —ele conta sem conseguir segura o riso. —E o que aconteceu? —Lívia pergunta tentando não rir. —E o que aconteceu? Esse homem começou a correr em volta do lago, gritando e apontando para o anzol fincado no lábio dele. —minha mãe conta e só de lembrar eu solto uma alta gargalhada. —Ficaram todos correndo atrás dele para tentar ajudá-lo. —eu conto rindo. —E você? Não ficou abalada quando viu? —Lívia pergunta rindo e eu rio ainda mais. —Enquanto ele corria desesperado parecendo uma menininha, eu estava fazendo xixi na calça, deitada no chão de tanto que eu ria. No anzol tinha uma isca lembram? —conto mais um pedaço da historia rindo muito. —Verdade! A isca era falsa, né? —Ian, o marido da Lívia, pergunta rindo. —Que nada! Era uma minhoca e das grandes. —meu pai diz e todos explodem numa boa gargalhada. —E como tiraram? Foram para o pronto-socorro? —Seu João pergunta rindo, bastante interessado no caso. —É r**m, hein! Falei pra Toninha pegar o alicate e cortar a ponta do anzol. Depois que ela cortou, voltamos a pescar e meu lábio duplicou de tamanho com o inchaço. —meu pai responde todo orgulhoso do feito. —E eu fui para o vestiário tomar um banho. —falo rindo. —Pelo visto com vocês não tem tempo r**m. —Ian constata rindo. —Levo a vida com responsabilidades que se tem que ter, mas não a levo a sério. Se eu quiser nadar pelado na minha piscina, eu vou nadar. —meu pai confessa e acreditem, ele não está brincando. —E não duvidem disso! —minha mãe confirma sorrindo. —Verdade! Esses dias chegamos e estavam os dois na piscina completamente pelados. —Victório relembra sobre termos visto os dois nadando pelados na piscina a uns 15 dias. —Ué! Temos que aproveitar. As pessoas falam que existe vida após a morte, mas ninguém voltou para me contar. Vou aproveitar sem me importar demais com isso ou com a opinião alheia. —minha mãe concorda rindo. —Nunca tinha pensado assim. Sempre poupei as crianças depois que minha esposa se foi. Acabei velho e sem ninguém. —Seu João fala nos pegando desprevenidos com o assunto. —Porquê você é um bobo!! —-minha mãe fala sério com, seu João.— Acha mesmo que sua esposa, te amando, iria querer ver você solitário? Quem ama de verdade quer ver o outro feliz. Pensou tanto nos seus filhos, mas seus filhos estão encaminhados na vida e você continua sozinho. —Mas meu pai não pode sair por aí pegando mulher. —Lívia diz não gostando da opinião da minha mãe. —É mesmo? Quando um problema surge na sua vida você recorre a que ombro? quando você está brigada com seu marido, a vida tem cor? Tudo o que queremos na vida é ter um parceiro para nos dar carinho, amor e um bom papo. Eu não estava me referindo a s**o, falei sobre ele ter uma parceira na vida. s**o encontramos em cada esquina, meu bem. -minha mãe fala sabiamente. —Eu concordo com você, Antônia. Enquanto estou lá em casa, curtindo minha mulher e a Lívia curtindo a família dela, meu pai está sozinho em casa. —Victório fala olhando para a irmã, que parece cair na real e olha o pai, com lagrimas nos olhos. —Meu Deus! Fui egoísta e não olhei o senhor como homem. —ela fala e ele limpa as lagrimas dela sorrindo. —Eu que me negligenciei. Eu que me abandonei, como homem. —Seu joão confessa visivelmente arrependido por se deixar de lado. —Agora que todos entenderam que estamos na terra para cuidar e viver intensamente, vamos comer a sobremesa. —meu pai fala quebrando o assunto pesado e todos riem concordando. Daquele momento em diante foi só alegria, bagunça e nada de silêncio. Não que a família Thompson, fosse ficar igual a minha, mas se soltaram bastante. —O que é aquele negocio brilhando perto da piscina, Victório? —meu pai pergunta curioso. Estamos todos tomando o sol da tarde, conversando com risadas das historias contadas, num dia quente e está muito bom. —Não sei, vou ver. Victório se afasta de mim, onde estávamos abraçados e vai ver o tal negocio brilhante. Meu pai pisca arteiramente para mim e anda atrás dele. Ahhh meu pai vai aprontar!!! Meu namorado se abaixa para passar a mão no tal treco brilhoso e "sem querer" meu pai da uma bundada no Victório, o jogando com roupa e tudo, dentro da piscina. Fazendo todos rirem. Meu lindo mergulha na piscina e agradeço a Deus pelos seus pertences estarem em cima da mesa. —Você esta rindo, Ian? —Victório indaga saindo da piscina e pega o cunhado, o jogando na água. —Festa na piscinaaaaa. Meu bagunceiro pai grita, pegando minha mãe no colo e a levando para um pulo em casal. Os gêmeos, Adrian e Collin, também pulam para ficar na bagunça e eu rio adorando a tarde. —Vem! —Victório me chama sorrindo, com seu óculos escuros e eu vou com o maior prazer. Pulo na água e enrolo minhas pernas na cintura dele. —Vem, linda! —Ian chama minha cunhada, que sorrindo caminha até a borda da piscina e entra. —Vem, sogro? Está muito boa! —o convido e ele faz sinal que não, enquanto rir. —Vai lá pai, pega ele. —falo no ouvindo dele. Meu pai e Victório saem da piscina para pega-lo, mas seu João percebe o ataque iminente, começando a correr pelo gramado. Enquanto correm, suas risadas são ouvidas por nós e meu pai e Victório correm atrás dele, que quando o alcança, o jogam na água. —Nunca me divertir tanto! —meu sogro confessa rindo, após voltar do mergulho obrigatório. —Então se prepare que nós vamos num barzinho essa semana. —meu pai fala e seu João faz joinha com a mão, aceitando o acordo. ****** ****** Dia bom, né?! Sua família também é louca ou é mais certinha? Louca ou certinha é sempre bom passar um dia com ela. Beijos!
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR