Capítulo 8

1521 Palavras
Benicio Lamberti Após toda a confusão saímos da escola e assim que entramos no carro, escuto uma notificação no meu celular, olho e em seguida vejo o sorrisinho do Timóteo , pois a mensagem vem dele. —- Antes que peça, já me adiantei - salvo o contato da morena e agradeço - Sei que é uma pessoa bacana Benício, nos conhecemos pouco, mas é nítido que é um homem de caráter, então só te peço não brinque com a Cecília, ela não merece ser machucada, chega de dor e problemas na sua vida - observo o que ele fala, e como a Samanta ambos se preocupam com a amiga e falam sobre ela não sofrer mais, o que sera que a morena já viveu nesta vida? - será que algum ex namorado a traiu no passado e ela sofreu muito? - fico pensativo, após dizer a ele o que disse a Samantha que não tenho a intenção de magoá - lá. Voltamos para a pousada, só que desta vez ele não entra, diz que tem mais alguns compromisso, mas acho que não quer ser ignorado novamente por uma certa ninfeta. Vou direto para o meu quarto e fico trabalhando um pouco, seleciono as fotos que fiz nas paradas antes de chegar aqui, entro em contato com um amigo que mandou os trabalhos de um conhecido, enviou diretamente para o e-mail da Betina, ela é ótima para captar as telas também, por isso mando pra sabermos se já podemos fazer uma exposição legal dele. Depois ligo para ela para avisar, mas não me atende, deve estar em alguma reunião já que agora está trabalhando lá na sede, então mando uma mensagem — Oi maninha, tudo bem? Te mandei um e-mail com alguns arquivos, quero que me diga se acha que tem chance, ainda estou em dúvida. Bjs, , saudades e me liga Envio a mensagem a ela e em seguida já envio para a morena. — Oi morena! Espero não ter te colocado em maus lençóis após eu ter ido embora. — me passa seu endereço te pego às 20hs e tentarei compensar toda aquela dor de cabeça que te dei pela manhã, bjs até mais tarde Envio e coloco o telefone de lado, acredito que não irá me responder por hora, pois as coisas ficaram tensas por lá e me sinto péssimo em. Saber que tenho culpa, mas hoje tentarei me. Redimir um pouco. (...) — Boa noite querido, passou o dia no quarto deve estar com fome. - dona Joelma sempre simpática e se preocupando com os outros. —Sim hoje tive alguns trabalhos para resolver, mas pedi um lanche mais cedo não se preocupe - aviso para tranquiliza - lá —- a que bom, o jantar já está sendo servido —- Obrigado. Novamente, mas jantarei fora hoje tenho um compromisso - Olho no relógio - Bom. Tenho que ir, não gosto de me. Atrasar - aviso e ela me. Deseja um bom jantar e assim saiu da pousada e sigo para o meu carro, entro e a primeira coisa que faço é pegar meu telefone, para ver se a morena enviou o endereço, pois até um tempo atrás não havia me respondido ainda, e sim estou arrumado e por tô para jantar com ela, pois não acredito que ela me. Daria um cano. “Ou daria”- Acabo ficando na dúvida, até que desbloqueie o telefone e la está a sua mensagem —- Oi mochileiro, desculpa m*l peguei no telefone, por isso não te respondi mais cedo. Segue meu endereço, quando chegar é só avisar. Bjs até mais. Leio a mensagem com um sorriso bobo nos lábios, e só depois me dou conta, o que me faz sorrir mais, afinal não sei o que está morena tem que mexe assim comigo. Vejo seu endereço, coloco no waze, mesmo que tenha vindo já aqui trazer - lá, ainda assim prefiro arriscar não errar. Sigo até a sua casa que nem fica tão distante da pousada, aliás tudo por aqui é perto. Assim que estacionei, peguei meu telefone e mandei a mensagem avisando que já havia chego, desço do carro e a aguardo encostado na porta do passageiro onde abrirei para ela entrar. Fico alguns minutos ali com as mãos no bolso até que ela aparece, linda, radiante, afinal ela tem uma energia que logo é sentida quando está por perto. Ela está vestindo um vestido soltinho um pouco acima do joelho, ombro a ombro, bem colorido, o que combina muito com ela. Que é cheia de vida. Ela vem caminhando e eu vou até ela, nesta hora vejo que coloca um mecha do seu cabelo para trás da orelha, o que faz eu sorrir internamente, pois já sei o que significa “ nervosismo”, confesso que não estou muito diferente. —- Boa noite morena! - tiro uma das minhas mãos do bolso e toco a sua cintura no mesmo instante que beijo a sua bochecha, o que faz nossos olhares se conectarem e se perderem por alguns segundos antes de nós afastarmos. — Boa noite mochileiro! - diz sorrindo e isso me faz sorrir também - e aí preparado para comer uma deliciosa comida mineira? - diz com aquele jeitinho doce e moleca que ela tem. Digo que sim e dou passagem para ela passar, caminhamos até o carro e eu abro a porta para ela entrar, sorri para mim e entra em seguida, dou a volta e entro e p**a que pariu, esse cheiro dela me deixa inebre, perdido. — E aí para onde nós iremos? - pergunto enquanto coloco o cinto de segurança. — Hoje como é dia de semana e amanhã tenho que acordar cedo iremos no que tem aqui no centro, mas se você for uma boa companhia, eu aceito ser sua guia turística por um dia e te levarei para conhecer um lugar lindo onde tem um restaurante bem legal o “Pedra da tábua “ - diz empolgada, porém me desafiando, já que quer saber se serei uma boa companhia, digo que ok, que sei que iremos, pois ela irá adorar a minha companhia - Mas é convencido né - debocha e acabamos rindo. Não demora e já chegamos no restaurante, que é um lugar simples mas bem charmoso. Desço do carro e já nem preciso dizer mais nada, pois ela me aguarda - obrigada cavalheiro - diz ao descer do carro e acabo rindo do seu deboche. Assim que chegamos no local ela cumprimenta uma senhora que parece ser íntima dela, bom difícil saber quem não se conhece nesta cidade. — Nem acredito que você veio jantar no meu humilde restaurante Dona Cecília - a senhora brinca e as duas se abraçam. — Sabe que meu tempo não ajuda né Sueli, fora que… - para de falar quando um senhor se aproxima — Nossa, olha só quem apareceu, pensei que tivesse até se mudado junto com aquela… - antes que o homem continue, a morena se endireita e coloca o dedo na cara do homem, ato este que me faz ficar em alerta — Nem ouse falar o que acabou de pensar Sérgio, afinal você não tem caráter e dignidade igual a minha amiga - sua voz sai um pouco alterada o que faz o i****a se aproximar, mas sou mais rápido —- escuta aqui sua… - não deixo ele terminar —- Não sabia que um lugar que deveria receber bem seus clientes, os tratam com desrespeito - puxo a Cecília para o meu lado e encaro o homem que logo engole seco e baixa a bola — O desculpa meu marido, não queríamos ter sido indelicados, vou levá - los até a mesa - a senhora está tão sem graça e nervosa que percebo que suas mãos tremem.., mas minha morena não está diferente, sei que está m*l com esta situação. — Você quer continuar aqui, ou prefere ir para outro lugar Ceci? - a chamo pelo seu apelido sem saber se já posso ter esta i********e com ela. Olha para a senhora e acho que percebe o estado da mulher. — Tudo bem Benício, por mais que existam alguns inconvenientes a comida aqui é muito boa, afinal dona Suely é uma ótima cozinheira - o coração da morena fala mais alto, e assim fomos nos sentar. — Desculpa Benício por tudo que acabou de acontecer, mas é que a pouco tempo uma injustiça aconteceu com a minha melhor amiga e por conta disso ela teve que ir embora desta cidade. - sinto a tristeza em seu olhar quando fala da amiga, então acabo colocando a minha mão em cima da sua o que faz ela me encara —- Tudo bem, só espero poder fazer com que o final da sua noite seja melhor que o início do seu dia e agora deste momento chato. - sou sincero, pois acabo de sentir uma necessidade enorme de protegê - lá desses lobos e peles de cordeiros. O que já percebi que é o que mas tem nesta cidade. Continua —- —-
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