Entrei em meu quarto ainda com o coração disparado por ter beijado Castiel. Tirei minha roupa e fui até o banheiro, entrei debaixo da água tentando esquecer aquilo. Sai depois de alguns minutos e me deitei na minha cama, peguei meu celular e procurei um contato na minha agenda. Liguei e ouvi chamar apenas algumas vezes e ouvi a voz de Amara.
Amara: Dean Winchester! Nem acreditei quando vi seu nome na tela do meu celular!
Dean: Que isso Amara... Não faz tanto tempo assim.
Amara: Ah não? Sério? - ela riu - Quer que eu vá aí te ver?
Dean: Não... Eu vou até você. Pode ser?
Amara: Tudo bem, deixo a porta aberta então.
Ela desligou o telefone e eu me levantei da cama, me vesti e peguei as chaves do Impala, quando passei pela andar inferior não vi Castiel, imaginei que ele já estivesse em seu quarto, saí dali e em pouco tempo estava no apartamento de Amara, uma mulher que conheci a algum tempo, e que se dizia apaixonada por mim. Mas o que eu sentia por ela nem chegava perto de paixão, era apenas desejo. Beijar Castiel mexeu com partes de mim aquela noite, e me vi cometendo um erro atrás do outro.
- Você veio mesmo.
Entrei e Amara me beijou.
- Eu disse que vinha.
- Sim... - ela foi até o bar me servindo uma bebida - mas já conheço você, e as vezes você diz que vem e não te vejo por meses e as vezes diz que vem e... - ela me entregou o copo - Aqui está você!
- Assim parece que eu sou um imbecil...
- E não é?
Bebi a bebida servida em um gole e vi Amara abrindo seu roupão e me mostrando seu corpo. Peguei ela em meus braços e logo estávamos em sua cama, como já fiz diversas vezes...
Amara era uma linda mulher que eu ficava de vez em quando. Eu já havia a avisado que eu não queria nada sério com ela, mas ela me disse que me aceitava assim mesmo.
Passamos algum tempo juntos e foi bom, mas quando acabei me levantei da cama da Amara e saí dali. Me vesti pronto para ir embora, mas Amara veio atrás de mim.
- Não vai nem passar a noite?
- Desculpe... Eu não posso.
- Você está diferente. O que tem?
Ela se aproximou de mim e já vestia seu roupão novamente.
- Eu... Vou ser pai, Amara.
Ela me olhou de um jeito estranho, poderia dizer que pareceu magoada.
- Ah... E quem é o pai ou mãe?
- Ninguém... - ela me olhou confusa - Bom, tem claro, mas eu vou adotar um bebê.
Amara me deu um sorriso.
- Nunca imaginei que você quisesse ser pai Dean Winchester.
Dei um beijo rápido nela e foi até a porta.
- Tem muitas coisas que não sabe sobre mim, Amara.
...
Acordei bem cedo aquela manhã e saí de casa mesmo sem café. Fui direto para o escritório e estava pronto para passar o dia dedicado ao trabalho fechado em minha sala, apenas pedi para que Meg me trouxesse um café puro e comecei a trabalhar no projeto daquele mês. Ouvi batidas na porta.
- Entre Meg.
Disse e nem olhei para a porta que se abriu.
- Parece ótimo Dean!
John Winchester entrou na minha sala, parei o que estava fazendo olhando para ele.
- Pai... Como vai?
- Bem - ele se sentou a cadeira em frente a minha mesa - mas precisamos conversar.
- Sobre o que?
- Você.
E eu pensando que teria um bom dia de trabalho em paz.
- Sobre mim... - cruzei meus braços e me recostei na cadeira - quer dizer sobre meu trabalho?
John arcou as sombrancelhas com aquele sorriso dele que eu odiava.
- Não filho. Sobre você e isso que não me contou sobre adoção.
- Ah então ficou sabendo?
- Sim... Filho que história é essa?
- Tem que falar sobre isso aqui? No escritório?
- Dean...
- Ah mas claro! Tem que ser aqui. Já que a senhora Milligan não fica a vontade quando você vai visitar seus outros filhos se não for sobre trabalho não é?!
- Dean, não fale o que não sabe!
- E ela sabe que você não tem só o Adam de filho, pai?
Dei um belo sorriso irônico para meu pai, que fechou a cara. Desde que ele se separou da minha mãe a dois anos, ele e a nova mulher tiveram um bebê. E desde então víamos meu pai apenas no escritório.
- Não estou aqui para falar disso, Dean.
- Bom, vou adotar, pai. Meu filho já está a caminho e assim que nascer serei pai.
Ouvi batidas na porta mais uma vês.
- Entre.
Vi minha secretária entrar meio sem jeito por ver nos dois naquele clima.
- Senhor Winchester, seu café. - ela me entregou - Precisa de mais alguma coisa?
- Não Meg. Pode ir.
A garota saiu às pressas da sala.
- Então... Quer saber sobre meu filho?
- Seu filho? Acaba de falar que ele nem nasceu Dean.
Me levantei indo até a janela de vidro com vista para a cidade, a observando tentando ficar calmo.
- Sim, mas já está em minha casa. Jack vai nascer em minha casa.
Meu pai se levantou também meio irritado.
- Quer dizer que a pessoa que espera esse bebê está morando com você? - ele não esperou uma resposta minha - É disso que estou falando, Dean, pense o que está fazendo.
- Não tem nada pra pensar... - fui até ele ficamos cara a cara - Ele nasce em três meses e Castiel vai embora.
Meu pai teve a coragem de rir do que ouviu de mim, o que fez meu coração disparar.
- Castiel... Três meses? É tempo suficiente pra você fazer alguma coisa e acabar estragando tudo Dean... - ele foi até a porta - Pense bem nisso filho. Nos vemos depois.
Ele saiu da minha sala, e eu me sentei, respirei fundo e vi minhas mãos tremendo sobre a mesa, meu pai sempre duvidando de mim, e o pior de tudo é que dessa vez ele parecia estar certo.