Capitulo 14

1528 Palavras
          Castiel Novak on  Entrei no carro de Gabriel, em silêncio, ele estava sangrando e bem irritado ainda. Ficamos em silêncio por todo o caminho, até que chegamos no apartamento dele, nunca havia estado ali, me peguei olhando por tudo assim que entramos, um lugar bem simples mas aconchegante, sei que é o que ele podia pagar com o salário que ganhava com seu trabalho, mas ao menos ele tinha um salário... Diferente de mim, que nem sei onde estaria se não fosse por Dean Winchester.  - Gabriel, você está bem?  Me aproximei dele olhando seu lábio cortado, e ver ele assim estava me deixando mais que m*l.  - Não, Castiel. Nada bem.  Ele estava sério.  - Eu não devia ter pedido pra você me buscar... Mas estava sem dinheiro pra chamar um táxi... Me desculpe, Gabe...  - Eu sei... - ele me olhou mais calmo e se sentou no sofá - não se preocupe, fazia tempo que queria acertar a cara daquele i*****l.  Fui até a geladeira, que ficava próxima, na verdade era apenas um cômodo dividido em sala e cozinha, estilo americano. Peguei ervilhas congeladas pois não encontrei gelo, e levei até ele. Ele as colocou sobre o lábio inchado.  - Obrigado... - ele olhou para uma porta - Ali é o banheiro, e ao lado o quarto. - Assenti e ele continuou - Cas, as quintas e quartas não pode fazer barulho a noite... - ele passou a mão na nuca - Sabe... Meu trabalho.  - Ahn... Eu sei.  Disse e desviei o olhar para um canto qualquer do apartamento sentindo meu rosto esquentar, Gabriel precisava do seu espaço, esse era um dos motivos de ele querer morar sozinho, a algum tempo, depois de ser demitido do escritório em que trabalhava, Gabriel começou a produzir um certo tipo de vídeos para sites adultos e ganhar mais dinheiro com isso.   - Não pretendo ficar muito tempo...  - Não esquenta. - me sentei ao seu lado no sofá - Mas Castiel, o que você tem com esse Dean Winchester, afinal?  - Eu... Eu gosto dele, Gabe. - disse baixando o meu olhar, Gabriel dificilmente aprovava meus relacionamentos - Simplesmente... Aconteceu.  - Castiel, você acha que é bom pra você ficar com o homem que vai ser o pai do bebê que você deu pra adoção?  Eu ainda não o olhava, respirei fundo, pensando em sua pergunta por um instante.  - Podemos falar sobre outra coisa?  Eu o olhei e ele riu da minha resposta, mas depois fez uma careta por seu lábio cortado ter doído.  - Tudo bem irmão... - ele se levantou - Vou pegar uma roupa pra você poder dormir.  - Obrigado de novo, Gabriel.  Gabriel deixou as ervilhas ali, e foi até seu quarto, me deixou sozinho por um instante, mas logo voltou.  - Aqui... - ele me entregou - Roupas, toalha e uma coberta.  - Eu não tenho como agradecer você por me ajudar Gabe...  - Esquece... Ele deu um tapa no ar - Irmão é pra isso... - ele olhou em volta - Bom, vou pra cama Castiel, mas fica a vontade.  - Okay, obrigado de novo... Boa noite.  Ele apenas sorriu e voltou pro quarto dele, fiquei sozinho de novo, e finalmente me permiti desabar ali. Apaguei as luzes do apartamento e me deitei no sofá com a roupa que estava mesmo... Eu só queria chorar e esquecer tudo que estava acontecendo comigo... Com Dean, já que apenas posso esperar que o tempo resolta tudo.           Dean Winchester on  Castiel me mandou o endereço do irmão dele por mensagem de manhã. Fui até o quarto dele, e encontrei sua mala já pronta. A enviei ainda cedo mesmo. Pensei em levar eu mesmo pra ele, mas a verdade é que eu não sabia se me faria bem ver Castiel tão cedo... Depois de ele me deixar assim. Chamei um serviço de táxi que entregava também e enviei as coisas dele.   As horas passaram e ele não me enviou mas nenhuma mensagem nem ligou, e aquilo começava a me deixar um mal...   Jack estava acordado quando fui ver ele no seu quarto, peguei meu bebê nos braços e seus lindos olhos azuis me faziam pensar ainda mais em Castiel. Então decidi, engolir meu orgulho, peguei meu celular e vi o contato dele... Comecei a digitar uma mensagem, mas fui interrompido por uma ligação... De John Winchester. Dean: Pai? John: Dean... Filho... - a voz dele estava pesada como nunca ouvi - Filho...  Dean: Pai, o que aconteceu?! John: Dean, por favor... Pode vir para o hospital agora? Dean: Pai você está bem? - nunca ouvi meu pai assim, aquilo começava a me deixar preocupado - O que aconteceu, pai? John: Venha com o Sammy também... - ele respirou fundo parecendo segurar o choro - Filho é a Kate... Ela não está bem. Dean: Eu... Vou pegar Sammy e Jack e vamos agora, pai... Já vamos chegar. John: Tudo bem, obrigado filho... Procure pelo doutor Walker. Dean: Okay.  Desliguei o telefone, peguei a bolsa do Jack e a arrumei com fraudas, uma troca de roupa, mamadeira... Tudo que precisava, não sabia se iria demorar lá. Coloquei a bolsa a sul bebê com desenhos de ursinhos  em meu ombro e Jack em meus braços... Aquilo me fez sentir falta da ajuda de Cas... Mas não poderia parar e pensar nisso agora. Corri para o quarto de hóspedes e bati na porta. Sammy abriu depois de uns minutos ele parecia ter acabado de acordar, cabelo bagunçado e uma cara péssima.  - O que aconteceu Dean?  - Papai ligou, Sammy... Ele disse para irmos para o hospital...  - O que aconteceu?  - Eu não sei. É a Kate.  Sammy ficou pensativo por um instante, e então Lúcifer veio até nós também com cara de sono.  - Está tudo bem? - Lúcifer.  - Não sabemos... - Sammy - Dean, vai indo que também já vou.  Assenti e saí dali, corri com Jack para o Impala e saí com o carro, vi Sammy e Lúcifer saindo também antes de eu virar a esquina, chegaríamos juntos ao hospital. ...  Chegamos em poucos minutos, Jack acabou adormecendo no caminho, então o levei no bebê conforto em vez de no colo. Entramos juntos eu Sammy e Lúcifer. Encontramos John no corredor, ele estava na espera, se levantou ao nos ver, fui até ele e o abracei. Como eu imaginava, ele estivera mesmo chorando, seus olhos estavam vermelhos.  - Pai o que aconteceu? - Sammy o abraçou também depois de mim - Cadê a Kate? E o Adam?  Nunca nos demos muito bem com Kate Milligan, mas ela era a mulher que meu pai amava e de certa forma, parte da nossa família.  - Adam está com a babá... Ela... - John se sentou de novo desanimado, me sentei ao lado dele e Sammy ficou em pé com Lúcifer - Ela não está nada bem...  - Samuel, - Lúcifer pegou a mão de Sammy - Eu acho que eu devo deixar vocês... Isso é assunto da sua família.  Sammy assentiu.  - Vai amor... Pode ir com meu carro - ele entregou a chave - Eu volto com Dean depois, mas não sei a hora.  - Tudo bem.  Lúcifer deu um beijo em Sammy e saiu, meu pai respirou fundo, pareceu mais a vontade com apenas nos dois.  - O que o médico disse? - Sammy.  - Disse... Que é tarde... - John não conseguiu mais segurar as lágrimas - Câncer... - a voz dele saiu pesada - Ela estava m*l a alguns dias... Mas não imaginamos...   - Calma pai... - o abracei novamente - Estamos aqui.  Meus olhos e os de Sammy estavam cheios também, vi o doutor Gordon se aproximar, mas Jack acordou e começou a chorar, peguei ele no colo e me afastei um pouco para acalmá-lo. De longe vi Gordon falando com John e Sammy, e vi meu pai reagindo a pior notícia que poderia receber, vi isso em seus olhos, ele começou a chorar e Sammy o abraçou me olhando, aí eu soube que o pior aconteceu aquele momento, e também desabei ali.  ...  Fui para casa depois daquela notícia ruim... Sammy ficou com meu pai, mas eu não poderia ficar tanto tempo com um bebê prematuro em um hospital, segundo o doutor Gordon. Coloquei meu pequeno Jack no berço dele adormecido, e peguei meu telefone, agora não para mandar uma mensagem, mas precisava falar com ele... Precisava de Castiel aquele momento mais que tudo. Dean: Castiel... Onde você está? Castiel: Dean... Você está chorando? Dean: Sim... Castiel... Preciso de você... Por favor, podemos nos ver? Castiel: Dean... Eu... Agora eu não posso. Dean: Quando então? Castiel: Essa noite... Pode vir aqui essa noite? Dean: Sim... Eu vou. Preciso muito te ver, Cas... Castiel: Eu também, Dean... Preciso te ver. Dean: Até a noite... Te amo.  Desliguei o telefone... Castiel não me respondeu depois que eu disse... Disse que o amo... A minha dor aquele momento apenas me fez ver isso. Estava amando Castiel Novak... E talvez isso fosse uma coisa boa em tanta tristeza... Estava pronto, precisava ter Castiel ao meu lado... E diria isso a ele aquela noite mesmo.        
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