Era madrugada, sua testa latejava num nível que a deixou sem sono. Dulce se levanta, estava com a boca seca, pensou em tomar algum analgésico, eles ficavam guardados no banheiro de baixo. Ainda cambaleante, vestiu o roupão e as pantufas, estava frio, o clima parecia ter se esquecido de que estavam no verão. Desceu as escadas bocejando, seus cabelos estavam suficientemente desgrenhados, e, mesmo com insônia, seu corpo desejava voltar para a cama. Ao chegar no térreo, Dulce ouviu um barulho vindo da cozinha, seu corpo estremeceu, foi até a porta da frente e percebeu que a mesma estava destrancada. Pensou que deveria chamar seu pai, mas se lembrou que naquela noite Carlos dormiria no restaurante. Respirou fundo, agarrou um vaso de flores, teve certeza de que se encontrasse algum desconhecido

