Entro no quarto número três do hospital, com cuidado para não fazer ruídos. Ray está dentro, sentado na poltrona que eu considerei desconfortável, segurando a mão de Carla. Seus olhos estão fechados, como se estivesse rezando. Ele tem muita fé na divindade, e aposta toda sua vida no que acredita. Espero Ray terminar sua súplica à Deus para me aproximar. - pai - sussurro. Ele olha para mim com os olhos marejados. Sua emoção me comove, pois, eu sei a dor sentida ao estar perto da mamãe assim...inerte. - oh Vic, eu não suportaria perdê-la. Ela ainda significa muito para mim - assume entre soluços. Ray esteve chorando? Quando eu o vi assim: abatido, choroso e frágil? Ando até ele suavemente, para lhe confortar. Faz horas que ele está com ela, e, eu pensei que poderia ser meu -turno - agora

