A gente sai do morro, sentido a saída do estado, Leonardo a todo tempo olhando pelo retrovisor do carro, como se alguém tivesse nos seguindo. Minhas mãos soam, e Frida está tranquilamente com o celular dele na mão assistindo desenho que ele mesmo baixou para ela. O céu escuro indicando que iria chover logo, o vento frio que tocava meu rosto e a ansiedade que me consumia por inteiro. Não sei o que aconteceria e não sei como seria daqui para frente. Ia ser sempre assim? Correndo das pessoas com medo novamente? Eu não queria isso de novo, não mesmo. — Eu disse Leonardo, eles são filhos de homens poderosos. Não irão descansar até me ter nas mãos. — Afirmo com a voz já embargada pelo choro. — A minha palavra não valeu de nada para você? — Não respondo por ora — Acha que estamos fazendo o

