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3544 Palavras
ㅡ A câmera está bem posicionada? Minjae ria ao fitar o rosto da sogra, vendo-a com o cenho franzido. ㅡ Agora está melhor. ㅡ Amélia respondeu. ㅡ essa é a entrada? Minjae afastou o celular, deixando que a mulher visse a fachada da casa através da chamada de vídeo. ㅡ É bonita, não é? ㅡ Calleo, que estava ao lado, perguntou aparecendo no vídeo. ㅡ É muito bonita, filho. ㅡ Se liga, tia, e tem cerca de segurança. ㅡ Yejun falou apontando para a parte superior do muro. ㅡ Não chama minha mãe de tia, seu abusado. ㅡ Calleo reclamou. ㅡ Esse telhado é tão bonito. ㅡ Amélia falou, ainda mantinha-se encantada por aquela arquitetura tão antiga. ㅡ Vamos entrar. ㅡ pediu. Calleo abriu o portão, deixando que os outros dois adentrasse primeiro. Não havia garagem no lugar, mas não era um problema para aqueles que morariam ali, e até mesmo Minjae, já havia perguntado sobre deixar seu carro em frente com a residência e não existiam proibições com a proprietária. Minjae mantinha a câmera de seu celular erguida. A passagem até a entrada havia algumas pedras pequeninas, mas outras maiores e retangulares estavam organizadas em uma linha, guiando até a entrada. ㅡ Eu gostei muito disso, mãe. ㅡ Calleo apontou para a entrada. ㅡ A porta é de vidro, podemos ver a chuva quando chover. Minjae riu com aquilo, as constatações de Calleo eram as mesmas que a de uma criança. ㅡ Há muitas janelas, senhora Holf. ㅡ Minjae guiou a câmera, ainda mostrando por fora. ㅡ Calleo disse que a senhora gosta muito de cortinas, não é? ㅡ Ah, sim. Eu tenho algumas, mas não usava muito, não tinha espaço… ㅡ Agora terá. ㅡ o Hwang falou, outra vez aparecendo na câmera. ㅡ O que você achou, Yejun? ㅡ Minjae perguntou. ㅡ Da hora. A localização não é muito longe da empresa, então ‘tá de boa. ㅡ Vocês tem mesmo certeza de que não vai atrapalhar no emprego de vocês? ㅡ Pode ficar tranquila, senhora Holf. Aqui eu vou ter um quarto, então ‘tá mesmo de boa. Calleo riu, mas digitou a senha entregue pela proprietária na fechadura eletrônica e abriu a porta. ㅡ Querem fazer as honras? ㅡ Brincou, chamando os outros. Yejun adentrou na frente, Minjae ainda ia mostrando os detalhes. Amélia estava sentada próximo à janela do quarto, estava se sentindo ótima naquela manhã, e estava animada para ver o lugar com os outros também. Minjae mostrou-lhe os detalhes no chão de madeira clara e polida. As paredes tinham o mesmo tom, mas os detalhes dos desenhos sutis e espalhados por ela, era de um toque surpreendente. ㅡ As paredes são grossas. ㅡ Yejun falou, adentrando o primeiro quarto. ㅡ mas eu talvez peça para revestirem o meu quarto. Não quero incomodar. ㅡ A proprietária disse que é permitido, contanto que não danifique nada. ㅡ Calleo falou, indo em direção a cozinha. ㅡ Pode deixar que eu vou tomar cuidado. ㅡ Senhora Holf, aqui já tem alguns armários muito bonitos. ㅡ Minjae seguiu Calleo, mostrando a mulher. ㅡ é tudo feito sob medida. ㅡ É muito bonito. ㅡ Amélia concordou. ㅡ o que é aquela porta no final? Minjae ergueu os olhos, indo até a porta que a mulher havia visto. ㅡ É um espaço para utilizar como lavanderia. ㅡ Na verdade, é um quintal. ㅡ Calleo falou. ㅡ mas há varais para estender roupa no sol. ㅡ Tem um espaço da hora. ㅡ Yejun falou, chegando ali também. ㅡ é bem mais espaçoso que o apartamento. ㅡ E como. ㅡ Calleo riu. ㅡ mamãe, vamos ver o primeiro quarto. Minjae seguiu-o até o local. ㅡ Pensei em te deixar com esse. Ele tem uma janela muito grande que dá direto para o jardim, além de estar mais perto de todos os outros cômodos da casa. ㅡ E também fica mais distante do meu quarto e do de Calleo, assim a senhora não vai ouvir coisas que possa ser… indesejadas. ㅡ Hyung! ㅡ Calleo brigou com Yejun, fazendo Yejun e Amélia rirem. ㅡ Eu adorei, querido. ㅡ a Holf respondeu. ㅡ Mesmo? ㅡ e o Hwang enfiou a cara na câmera, sorrindo quando Minjae afastou-se para enquadrá-lo melhor. ㅡ quer ver os outros? ㅡ Claro. Seguiram adiante. Calleo apontava cada detalhe que decidia ser importante e Minjae mostrava-os com entusiasmo. ㅡ Eu fico com o último quarto. ㅡ Yejun falou olhando-os. ㅡ de boa? ㅡ Tranquilo. O segundo tem uma suíte maior. ㅡ Calleo sorrio. ㅡ e então, mãe? Aprovada? Minjae mudou a imagem para a câmera frontal e viu todos se amontoarem ao seu redor para fitar Amélia. ㅡ Eu gostei muito. Mas você ainda não me disse o valor. ㅡ Eu vou dizer assim que assinar o contrato. ㅡ deixou um sorriso de dentes avantajados a mostra, divertindo os outros. ㅡ vou tentar fazer isso ainda hoje, talvez no final de semana a gente consiga fazer a mudança. E segunda a senhora já recebe alta. ㅡ Tudo bem. Não se preocupe muito comigo agora, faça tudo de modo organizado e se precisar de ajudar financeira me diga, tudo bem? Eu posso dar um jeito. ㅡ Não precisa. Só descanse. Eu passo aí amanhã para te visitar. ㅡ Tudo bem. Até logo. ㅡ Até logo, senhora Holf. ㅡ Yejun e Minjae se despediram em uníssono. Encerrando a ligação, Yejun caminhou de volta ao que era seu quarto, segurando uma fita de medir que havia levado consigo para saber quais móveis seriam melhor para comprar. ㅡ Gostou do lugar? ㅡ Calleo perguntou ao abraçar Minjae pelos ombros, deixando um beijo pequeno sobre o pescoço do outro. ㅡ Gostei muito, Calleo. E eu posso te ajudar na mudança também, ok? ㅡ Não vai ter aulas de dança? ㅡ Vou, mas, eu posso vir depois dessas. Você também ainda terá que trabalhar, não é? ㅡ Sim, eu não posso pedir mais dias de folga. Tem muito trabalho na loja. Mas eu consegui uma empresa que faz a mudança. Hajun-hyung me adiantou uma parte do salário e eu já tinha alguns trocados em casa, guardados. Vou ligar para eles hoje e acho que amanhã eles já podem ir embalando tudo. Não é muita coisa. ㅡ Então faremos assim, eu vou até a cafeteria e te busco, depois eu venho com você para cá. Assim a gente organiza as coisas aos poucos, tudo bem? ㅡ Tem certeza? ㅡ Minjae assentiu, virando-se para olhá-lo de frente, ainda preso dentro dos braços do maior. ㅡ tudo bem então, hyung. Eu vou ficar te esperando. ㅡ Está bem. ㅡ Minjae sorriu, pondo-se nas pontas dos pés quando deixou um pequeno selar nos lábios de Calleo. Com o retorno de Yejun, foi hora de todos seguirem de volta até a imobiliária onde precisariam devolver a chave do portão e resolver sobre o pagamento. Minjae ainda deixou Yejun no apartamento, já que ele precisaria entregar um trabalho ainda naquele dia, e parou na cafeteria de Hajun, já que Calleo precisava buscar com ele o número da empresa que faria a mudança e aproveitou para tomar um café e conversar com aqueles que ali trabalhavam. ㅡ Esses são os novatos? ㅡ o Han perguntou a Jung Suk, vendo-o preparar um café. ㅡ Sim. ㅡ E eles são bons? ㅡ Minjae ainda observava. Viu Suk entregar o café que acabava de preparar ao garoto alto e sorrir quando ele saiu de modo correto com a bandeja até a mesa do cliente. ㅡ Eles não eram, mas agora estão ótimos. Minjae segurou o canudo do seu café e bebeu enquanto olhava Calleo com Hajun ao longe por trás do balcão. ㅡ Você ‘tá caidinho, né? ㅡ Ouviu a pergunta vir de Suk e riu. ㅡ Como diz aquele ditado: eu ‘tô com os quatro pneus arriados por ele. Suk riu enquanto debruçou-se no balcão. ㅡ Qual o nome deles? ㅡ Minjae voltou a falar dos novatos. Viu o dedo indicador de Suk se erguer e seguiu na direção. ㅡ O garoto se chama Seonghu. É o mais novo. A garota é irmã dele, se chama Seyon. ㅡ Ela parece ser mais tímida. ㅡ falou observando Seyon falar com um cliente, sorrindo pequeno enquanto anotava o pedido. ㅡ Ela é. A pessoa com quem ela mais se dá bem aqui é o Calleo, de resto, ela sempre fica muito quietinha. ㅡ O Calleo? ㅡ voltou a olhar o moreno, vendo-o assentir. ㅡ É, ele ensina ela às vezes. O café dela tem melhorado muito. ㅡ Hm. Minjae voltou a observar a garota quando ela se aproximou com o novo pedido. Seus olhos pareciam curiosos, mas desviaram para o namorado quando este voltou de onde estavam. ㅡ Hyung, você espera só mais um pouquinho? Eu vou resolver uma coisinha rápida com Hajun. Minjae sorriu para ele, mas assentiu. Antes que Calleo fosse, puxou-o com sutileza e deu-lhe um leve selar. ㅡ Pode demorar o quanto quiser. ㅡ ditou. Calleo parecia surpreso pelo beijo, olhou rápido ao redor, sabia como o lugar era frequentado por senhoras de idade naquele horário e como elas poderiam ser preconceituosas quanto ao seu amor, mas estava aliviado ao perceber que o toque ligeiro não havia causado mudança alguma, exceto em Seyon e Seonghu, que pareciam surpresos. Minjae voltou a beber o café e olhou para a garota, vendo-a desviar os olhos quando o pedido do cliente havia ficado pronto. ㅡ Como é a casa nova? ㅡ Suk perguntou. ㅡ É bonita e tem uma arquitetura rústica. Porém, eu achei pequena. ㅡ Você está acostumado a morar numa casa gigante, seria de me assustar você achar que ela tivesse um tamanho bom, isso sim. ㅡ Não é que seja r**m, mas é que com a situação de Calleo agora, talvez ele possa ter o melhor. ㅡ Situação? ㅡ Suk franziu o cenho. ㅡ Ah, está falando do aumento por causa do cargo? Olha, a gente basicamente está recebendo o mesmo, e eu sei que não dá para tudo isso, Minjae. ㅡ Calleo não te falou? Ele pode ser rico! ㅡ Quê? Como assim? Minjae se aproximou do rosto do outro, olhando ao redor. ㅡ Minha mãe falou uma coisa, e estamos investigando ainda. Mas Calleo pode ser um herdeiro perdido. ㅡ Que bafo! Mas me explica, herdeiro de quem? De quê? Minjae riu, bebendo um pouquinho do café para continuar. ㅡ Mamãe contou uma história, de um homem que ela se apaixonou um dia e que era a cara do Calleonie. ㅡ Cruzes, será que ela olha pro seu namorado e pensa nele? ㅡ Não, está louco? Ela contou a história desse homem e no fim disse o nome dele. E adivinha? É o nome do pai do Calleo! ㅡ Então o pai do Calleo é rico? ㅡ Pode ser! Por isso a gente ainda está investigando. Calleo disse que o pai dele nunca falou nada sobre ser herdeiro ou ter sido deserdado, ou coisa parecida. Ele também disse que nunca passou por sua mente ser estranho que mesmo na Coreia, o homem não tenha tido parente nenhum por perto. ㅡ Caramba, então se isso for mesmo verdade, ele é rico? ㅡ Muito rico, Suk, você não tem ideia! Sabe a farmacêutica Takewan? ㅡ Suk assentiu, piscando com atenção. ㅡ é da família Hwang, a mesma que tem o sobrenome do Calleo. ㅡ E o que vocês já sabem sobre isso? ㅡ Até agora? Quase nada. Só lemos notícias sobre o provável avô do Calleo ter morrido a alguns meses e a provável tia dela, que é dada como filha única, ter herdado toda fortuna. ㅡ Minha nossa, isso parece ainda maior! O que a mãe dele falou sobre esse assunto? Ela deve saber algo. ㅡ Exato, ela deve. Entretanto, Calleo se n**a a perguntar. ㅡ Ué, mas porque? Isso facilitaria tudo. ㅡ Porque eles tem um histórico bastante problemático com o pai. Ele basicamente diz que o pai é culpado por tudo de r**m que aconteceu a eles. E com isso, ele tem medo que a mãe dele fique m*l por ter que voltar ao passado com o assunto, por causa da cirurgia, da recuperação e outras milhares de coisas. Nós estamos realmente sozinhos para resolver tudo. ㅡ Poxa… deve ser muito complicado então. ㅡ E realmente é. Eu vejo nos olhos do Calleo que isso está deixando ele muito preocupado, mas eu estou tentando ajudar, só espero que isso seja algo bom no final. ㅡ Espero que consigam algo bom. Minjae sorriu, vendo o novo atendente ir até o balcão, entregando um novo pedido a Jung Suk. Enquanto o Jung preparava a bebida, Minjae se permitiu analisar os novatos mais um pouco. Seus olhos repousaram sobre a garota e seus lábios ergueram-se num sorriso quando percebeu que a garota lhe encarava de relance, se assustando no mesmo segundo. ㅡ Você não precisa mais voltar, já são três da tarde e eu dou conta a partir de agora. Minjae virou-se ao ouvir a voz de Hajun e sorriu ao ver o namorado adentrar o lugar consigo. ㅡ Já podemos ir? ㅡ perguntou quando o Hwang parou ao lado. Calleo assentiu, mas desviou os olhos quando Seyon parou ao lado, entregando um novo pedido a Jung Suk. ㅡ Você quer fazer esse? ㅡ Suk perguntou-a. ㅡ Eu posso? ㅡ os olhos da garota estavam atentos, com a confirmação, sorriu. ㅡ então eu quero. ㅡ Vamos? ㅡ Minjae ficou de pé, jogando o copo que havia bebido sua bebida no lixo. ㅡ Espera só um pouquinho, hyung, eu quero ver ela fazer a bebida. Minjae olhou de Calleo para Seyon, suspirando, mas assentiu. ㅡ Um pouco mais de gelo. ㅡ Calleo falou, chamando atenção de Seyon. ㅡ Está bom? ㅡ ela colocou um pouco mais. ㅡ Está ótimo. Seyon sorriu, contente com o próprio resultado. Continuou o preparo sob o olhar atento de Calleo e recebeu um sorriso aprovatório no final. ㅡ Podemos ir. ㅡ o Hwang falou para o Han. Minjae acenou para Suk e Hajun e deixou mais um sorriso para os novatos, seguindo de mãos dadas com Calleo. Após saírem dali, seguiram diretamente para a imobiliária. Calleo fez o pagamento dos meses necessários para a liberação da chave e assinou o contrato de ocupação. O moreno também aproveitou para ligar e marcar com a empresa que faria a mudança, deixando assim, tudo acertado. ㅡ Você dorme comigo hoje? ㅡ Minjae perguntou. Estavam na casa dele, mais especificamente no quarto. Minjae estava sentado sobre a cama, mas Calleo estava jogado no chão, esparramado no centro do cômodo enquanto brincava com charuto. ㅡ Tem certeza? Não vai enjoar de mim? ㅡ perguntou rindo. ㅡ será a quinta vez desde o começo do nosso namoro de duas semanas. Minjae riu, mas negou. ㅡ Acho muito difícil enjoar de você, senhor Hwang. Calleo ergueu os olhos, rindo enquanto via o namorado prender o próprio riso mordendo o lábio. Charuto estava de barriguinha virada para cima, mas miou, chamando-o de volta para dar-lhe atenção e voltar com os carinhos. ㅡ Estou perdendo meu namorado para o meu gato. ㅡ Minjae dramatizou, brincando. A porta principal foi aberta, Solar adentrou com uma bandeja nas mãos. ㅡ Noona, eu disse que buscava. ㅡ o mais novo reclamou, olhando-a com um sorrisinho pequeno. ㅡ Vocês passaram o dia todo fora, devem estar cansados. Além disso, não há problemas nisso. Mas andem, se alimentem e tratem de comer tudo, entendeu? ㅡ Obrigado, Solar-noona. ㅡ Minjae agradeceu, buscando a bandeja para deixar sobre a mesa pequena que utilizava para ler e às vezes usar o computador. Calleo deixou um beijo sobre o focinho de charuto e viu o bichano seguir para a caminha que havia na varanda. Bateu os pelos que estavam grudados em sua roupa, mas antes de sentar para comer com Minjae, correu para o banheiro lavar as mãos. Retornando, sentou-se ao lado de Minjae e buscou os talheres, observando os pratos que o namorado já havia organizado. ㅡ Você gosta de bulgogi, certo? ㅡ Quem não gosta, hyung? ㅡ riu, experimentando um pedacinho da carne. ㅡ está maravilhoso. ㅡ Come um pouco dos legumes também. ㅡ deixou um pedacinho berinjela sobre a tigela de arroz dele. Calleo sorriu com os olhos, deixando a boca cheia de arroz. ㅡ Amor, eu nunca perguntei isso a você, mas, você não sente atração por mulheres? Calleo bebeu um pouco do suco de morango antes de responder. ㅡ Eu acho que não sinto não.. ㅡ Não tem certeza? ㅡ Eu nunca fiquei com uma mulher, hyung. Mas nunca senti essa necessidade. Meu primeiro beijo foi com um garoto, meu segundo também. ㅡ O segundo foi comigo? ㅡ Sorriu, também comendo um pedacinho da carne. ㅡ Talvez. ㅡ também sorriu. ㅡ e você, hyung? ㅡ Eu sempre me entendi como gay. Desde quando tinha treze anos e me apaixonei por um primo que Jihye tem. Ele tinha quinze anos na época. Foi meu primeiro beijo também. ㅡ E vocês ainda mantêm contato? ㅡ Por quê? Vai ter ciúmes se a resposta for sim? Calleo riu, negando. ㅡ Eu confio em você. ㅡ Também confio em você, seu bobo. Depois do jantar, Calleo fez questão de levar a louça até a cozinha e desejou boa noite a Solar, lavando aqueles poucos pratos para que a mais velha não precisasse mesmo se esforçar mais. Não queria ser chato, tampouco intrometido, mas se preocupava realmente, visto que a mulher passava o dia naquela casa, fazendo de um tudo. Retornando para o quarto, encontrou Minjae apenas de cueca. O loiro havia acabado de se despir para ir tomar banho e foi engraçado o modo em como paralisou ao ver Calleo já ali. ㅡ Quer tomar banho? ㅡ perguntou, sem jeito. ㅡ Depois de você. ㅡ Não quer ir comigo? ㅡ um sorriso pequeno nasceu. Foi instantâneo. As bochechas do Hwang se tornaram carmins. Minjae se aproximou, abraçando-o com um pouco de vergonha ao sentir a mão repousar com leveza em sua lombar. ㅡ Se a gente for… você sabe como vai ser. ㅡ Calleo sussurrou, levemente perdido nos lábios do outro ainda sobre os seus. ㅡ E você não quer? ㅡ provocativo, mordeu uma pontinha do lábio inferior do outro. Calleo suspirou. ㅡ Eu não sei, hyung. ㅡ foi verdadeiro. ㅡ você fez aquilo e eu… eu não te retribui… Ainda não sei se eu consigo. Não sei se sei fazer. ㅡ Calleo, eu não te chupei porque eu queria que você me chupasse também. Quer dizer, é óbvio que eu quero que você me chupe, mas quando quiser, não é uma troca, é espontâneo, sabe? Se você um dia me chupar e ver que não gosta disso, tudo bem. Mas você gostou quando eu te chupei, não gostou? ㅡ Você me deixou de pernas tremidas. ㅡ riu, baixinho. ㅡ Eu posso deixar outra vez. ㅡ a língua sorrateira do Han passeou sobre o lábio do outro. ㅡ quer? ㅡ Eu quero retribuir. ㅡ afastou um pouquinho, olhando nos olhos do outro. ㅡ mas eu sei que hoje eu ainda não vou conseguir, então podemos só tomar banho e deitar juntinhos? Eu te dou um mar de beijos. ㅡ Eu iria adorar. É um mar mesmo? Calleo riu divertido, assentindo. ㅡ Até ficar de madrugada se você quiser. Minjae assentiu, afastando-se. ㅡ Eu vou tomar banho. Pode separar nosso pijama de casal? ㅡ Como você é brega, hyung. ㅡ deixou um último beijo e afastou-se definitivamente. ㅡ mas eu separo sim, pode deixar. ㅡ Obrigado. ㅡ deixou outro beijo sobre os lábios de Calleo. Em seguida deixou mais um e outro para enfim se afastar. ㅡ amo você, lindo. Minjae caminhou até o closet, buscando os pijamas que Minjae pediu e separou cuecas também. Deixou tudo sobre a cama e buscou seu celular, ouvindo o som da água do chuveiro cair. Havia várias mensagens, mas a de Calleo focou-se apenas na de Yejun. Yejun: Você teria uma foto do seu pai aí? Calleo franziu o cenho, não entendendo aquele pedido. Calleo: pra quê você quer uma foto do meu pai? Yejun: Eu andei pesquisando sobre ele nas redes sociais. Apareceu uma pá de gente com esse nome. Calleo: Com o sobrenome também? Yejun: Não, nenhum sequer. Por isso uma foto me ajudaria bastante. Calleo: Infelizmente eu não tenho nenhuma, hyung. Mas sempre dizem que ele se parece muito comigo, então se você ver alguém muito parecido, bastante bonito assim como eu, talvez seja ele. Yejun: bastante bonito? Quanto amor próprio. Calleo: Sem amor próprio não somos nada, hyung. Yejun: Tudo bem, então, senhor muito bonito. Eu vou tentar ajudar voltando a procurar um homem que eu nem sei como é. Boa noite. Calleo: Boa noite, hyung. Bloqueando o celular, Calleo pôs-se a pensar que deveriam mesmo continuar com tudo aquilo. Era óbvio que sua curiosidade não cessaria com facilidade, mas seu medo só tendia a aumentar, deixando-o inquieto para o que viria realmente a acontecer. Ir atrás de informações de seu pai? Nunca havia pensado em fazer tal coisa depois de tudo o que haviam vivido. E se encontrasse, o que faria? Teria que falar com ele? Pedir explicações? Calleo teria estômago o suficiente para encará-lo nos olhos e perguntar porque havia mentido? Sua mente borbulhava com tantas dúvidas.
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