4. Estou completamente apaixonado

3209 Palavras
Acordei com Kevin me fazendo carinho na cintura, talvez um pouco forte demais. Me virei para olhar para o rosto dele que carregava um olhar preocupado. - Tudo bem, Ina? - Sim, só estou com dor de cabeça! - fechei meus olhos, como se recusasse a olhar para ele. Entretanto Kevin insistiu. - Você parecia estar tendo um pesadelo... - Suas sombrancelhas ficaram juntas em preocupação. - Tá tudo bem mesmo, Kevin. Não precisa se preocupar. Minha voz estava arrastada e rouca, Kevin iria insistir em uma conversa novamente se não fosse Ray interromper entrando na barraca: - Vocês viram a Julie? -Seus olhos se esbugalhou ao ver Kevin em cima de mim, e suas bochechas foram a um vermelho pimentão. - Opa, acho que atrapalhei alguma coisa.... O constragimento estava visível em sua voz, foi só ai que percebi que eu estava pelada e Kevin apenas de cueca. Ela já ia saindo da barraca quando Kevin falou rindo: - Não atrapalhou nada, sua tonta! - E riu ainda mais. - E não, não vimos a Julie, por quê? - Kevin me cobriu com sua camiseta usada e Ray ainda envergonhada falou: - Eu acordei e a Julie não estava na barraca... eu.. já vou indo então...- E antes que pudéssemos responder ela saiu com pressa da barraca, fazendo a mim e Kevin nos olharmos e começarmos a gargalhar. Do nada Kevin parou de rir e olhou para mim: - Acho que devíamos ir atrás da Julie, sei lá. - Quando ele disse isso uma pontada bateu em meu peito, me fazendo estremecer: - Também acho. Eu só vou vestir uma roupa e já saio.-falei disfarçando meu desconforto e tirando a camiseta de cima de mim. Kevin me olhou perverso e começou a me beijar, mas eu o cortei já prevendo onde aquilo ia parar: - Vai indo Kevin, eu já to indo.- Ele me olhou chateado, mas não falou nada, vestiu uma bermuda e saiu. Tomei alguns comprimidos para dor de cabeça, vesti uma camiseta branca e um macacão jeans antes de sair da barraca, calcei em meus pés um chinelo. Eu estava indignada por não conseguir lembrar de nada da noite anterior "Eu transei com o Kevin?" o pensamento me fez rir, antes de um sonho estranho voltar a martelar em minha mente. Quando eu sai da barraca Kevin e os outros estavam me esperando. Rick fumava um cigarro e falou animado como se aquilo fosse a coisa mais legal a se fazer: - Vamos procurar a Julie!-Revirei os olhos e apontei para irmos logo. Estávamos andando pelo acampamento, eu e Ray em silêncio, já May e Rick não calavam a boca, Kevin só abriu a boca para falar: - Não creio que ela poderia ter vindo mais para cá. Vamos olhar do outro lado da lagoa?- Nós entreolhamos, logo em seguida dando meia volta indo na direção oposta. Andamos até a ponte, já que mais para parte de pedras era muito raso e dava pra ver que não havia ninguém. Ao pisar na ponte eu fiquei zonza e quase cai, mas por sorte ninguém reparou, já que eu estava vindo atrás do grupo. Já estávamos na metade da ponte, quando um policial interrompeu nossa travessia dizendo que não podíamos seguir adiante, ele estava falando alguma coisa para Ray e Kevin, mas não prestei atenção ao ver várias viaturas e uma lona cobrindo algo no chão. Só voltei a prestar atenção quando Kevin irritado, falou: - O policial falou que não podemos seguir em frente, parece que alguém morreu e eles estão investigando, que m***a! Ray que estava ao seu lado ao ver que o policial já estava longe, falou baixinho para nós. - Mas claro que não vamos dar ouvidos a esse policial de m***a, né? May notando a intenção de Ray, protestou: - Ray, você tá louca? Ray não ligou para May, e saiu correndo pro outro lado da ponte, e sem escolha seguimos a mais velha. O que aconteceu foi que Ray discutiu com o mesmo policial sobre ele estar proibindo o direito de ir e vir dos campistas, mesmo com as tentativas de interromper a discussão sem sucesso de Rick, May e Kevin o policial ameaçou de prender todos ali presente. A discussão se seguiu até uma perita com cara de lacraia abrir a lona ao longe, e eu ver o rosto inchado e já deformado do defunto. Gritei horrorizada - Julie! - Todos pararam a discussão e acompanharam o meu olhar, e claro Ray atrevida que era, ignorou as contenções e a tentativa de intercepta-la e foi para o lado do corpo sem vida da Julie. A cena de desespero de Ray ao ver Julie morta, comoveu até mesmo o policial nojento e houve um silêncio geral, cujo único som era os gritos e soluços horríveis de Ray. Enquanto eu, Kevin, May e Rick apenas estávamos petrificados com a mão na boca, não acreditando no que víamos. Ficamos assim por vários minutos, ninguém se atrevia a abrir a boca. Quando os gritos de Ray passaram a ser murmúrios só para ela e Julie, como se ela estivesse travando uma conversa com o corpo de Julie, um dos policiais chegou perto dela e falou alto o bastante para que pudéssemos ouvir também - Quem é a moça, menina? Eu não parava de ouvir um maldito zumbido no meu ouvido, cruzes, eu só podia ter deixado água entrar no meu ouvido durante o banho. Ray continuou debruçada sobre Julie, May tomou a iniciativa de se aproximar da Julie que estava toda arrebentada, indecisa se atravessava a linha ou não. E falou pro policial em uma voz chorosa. - Julie. O nome dela era Julie.- May fungou e continuou, vendo a cara de "conte-me mais" do policial.-R-Ray acordou hoje cedo e ela não estava em lugar nenhum, decidimos ir atrás dela. - May fez um biquinho para segurar o choro, mas não adiantava, já que as lágrimas escorriam e molhavam suas bochechas. Eu resolvi me mover e abracei May, enquanto Kevin e Rick iam ao lado do corpo e perguntavam pro policial o que havia acontecido: - Hoje mais cedo um casal de namorados foram nadar nessa lagoa ai.- o policial apontou as pedras com o queixo. - E encontraram o corpo boiando. - Falou com tédio evidente em sua voz, como se estivesse cansado de tudo aquilo. -Pensei que demorava mais para um corpo boiar na água.-Pensei alto demais, todos me olharam como se eu tivesse culpa no cartório. Ray continuava debruçada sobre o corpo de Julie, muda os olhos vidrados no nada, parecia que ela também estava morta. Ver minha amiga daquele jeito, partiu meu coração. Marty chegou a cena, e cumprimentou a mulher que parecia estar tão desinteressada quanto os outros policiais. Ao ver o corpo de Julie, tossiu e falou: - Já sabem a causa da morte? - Dessa vez a mulher finalmente levantou a b***a seca do banco e deu o ar da graça, e explicou para o Marty. - Morte encefálica!, seguido de afogamento. Havia uma pedra ao lado dela, foi recolhida para análise. - Espera, você está querendo dizer que ela foi assassinada? -Rick engoliu em seco ao dizer isso. -À possibilidade. - A mulher, falou isso abaixando o decote da sua blusa branca de modo que parte de seus p****s ficassem a mostra, o que fez os olhos de Rick saltarem direto pra eles e Kevin ficar olhando pro céu que nem um i****a. Mas, acho que ele fez isso mais para segurar o choro, porque ao perguntar pra perita sua voz estava embargada: - Acharam alguma digital desconhecida no corpo da Julie? - Hmm, não havia nenhuma. A água deve ter apagado, ou algo assim. -Ela não parecia saber do que estava falando. - E como vocês vão descobrir quem foi que matou a Julie?- Ray falou parando de chorar, surpreendendo todos ao perguntar isso, sua voz era rouca e levemente irritada. A perita respirou fundo e respondeu: - Simples, vamos tirar as digitais de todos que estão nesse acampamento e ver se batem com as que tiverem na pedra! Rick olhou para perita "ou melhor, pros p****s dela" e perguntou: — Mas o assassino pode estar longe, você não acha que vai ser difícil? — Vou tirar a de vocês primeiro!  — A perita nós encarava de uma forma desafiadora.    O comentário dela, irritou May que saiu do meu ombro como uma bala, ficando frente a frente da perita, antes que eu ou alguém percebesse algo ela  gritou para mulher: — Você está insinuando que algum de nós matou Julie? Olha pro estado que ela foi encontrada, e olha para nosso perfil de jovens que não sabem nem descascar uma laranja!— ela falou isso apontando pra Ray.— Você acha que a Ray a mataria? Sua v***a de bosta!    — Eu não acho nada, mesmo porque quem não deve, não teme! Ah e meu nome é Maiana. —Ela lançou um sorriso sarcástico para May, que já erguia sua mão para bater na mulher, se não fosse Rick a puxá-la de lá. — Vai se fuder, sua peritazinha de bosta!   A perita ria do descontrole de May e falou algo como "Cresce, moleca" mas não tenho certeza.   O Policial que discutiu com Ray, entrou no meio da discussão e gritou: — CALEM A BOCA! — e deu um olhar serio para May, que bufava que nem um touro raivoso. A perita ainda contestou: —Jhony, ela que começou me chamando de v***a. Não sou obrigada a tolerar moleca desaforada não. Se eu fosse você levava ela pra uma cela bem imunda e suja, porque bicho assim tem que viver preso! Maiana olhava maldosa para May, e May se debatia nos braços de Rick, que sofria com os tapas e arranhões para não solta-la e piorar tudo. — EU VOU MOSTRAR O BICHO NA SUA CARA, SUA CRETINA! — May estava mais furiosa do que antes.    Durante a discussão não havíamos percebido que Ray tinha levantado, e estava do meu lado. Só percebi quando ouvi o baque de seu corpo na terra fofa. Comecei a dar tapinhas em seu rosto, enquanto a perita e May discutiam, então gritei: — Calem a boca, Ray desmaiou!    Em um segundo, Kevin estava do meu lado pegando Ray no colo, e a gritaria tinha acabado. O dono do acampamento sugeriu que levassemos ela para enfermaria. May e Rick ficaram prestando esclarecimentos pros policiais.   Enquanto Kevin e eu, esperava Ray na sala de espera, encostei a cabeça no ombro de Kevin e sussurrei: — Será que mataram mesmo a Julie? — Kevin suspirou e beijou minha bochecha. — Eu espero que não, Ina!  —Ambos ficamos em  silêncio por alguns segundos até eu quebra-lo. — A Julie bebeu muito ontem? — Perguntei em um sussurro para o Kevin.—Sim!, era obvio que sim, que pergunta idiota.—Completei revirando meus olhos. — Eu quero ir embora desse acampamento.— Kevin pegou meu rosto entre as mãos e falou baixinho. — Eu também.   Dei um selinho de leve nos lábios dele. May e Rick chegaram à sala de espera uns quinze minutos depois, May provavelmente tinha chorado e Rick estava com cara de tédio. - Como a Ray está? - May falou se jogando em uma cadeira à minha frente. -Não sei. -Respondi em um sussurro. - O seguro veio agora pouco trazer o carro da Ray. Aquele cara lá dono do acampamento... Como é mesmo o nome dele? -Rick me encarava esperando uma resposta. - Marty! -Kevin e eu falamos juntos. - Ele ficou com a chave do carro e alguns papéis pra Ray assinar depois.-Rick se sentou ao lado de May. - E pode? - Kevin perguntou desconfiado e Rick revirou os olhos e respondeu um "Sei lá" pra Kevin. O médico que atendeu Ray apareceu e eu levantei bruscamente ao ve-lo. - Como a Ray está, doutor?-O médico olhou pra mim e pros meus amigos, olhou algumas folhas em sua prancha e falou: - Rayane? - Eu acenei em concordância.- Está bem, foi apenas uma queda de pressão, mas vou deixá-la em observação. May perguntou se poderíamos ir vê-la e o médico disse que ela tinha pedido pra ficar sozinha, o que fez May ficar chateada. Ao falar isso o médico saiu e Rick olhou pra nós e falou: - Quero ir embora! - Eu também. - E tanto May, quanto Kevin e eu respondemos juntos. -Esse rolê já deu.-Disse. - Os pais da Julie já sabem que ela morreu? May assentiu e fungando respondeu: - Os policiais queriam o número deles para ligarem.-bufou e revirou os olhos.- Os idiotas reviraram as coisas dela atrás de alguma coisa. Não quis ficar lá, respirando o mesmo ar que aquela v***a. - May completou m*l humorada. - Você nem a conhece, Mayara! Rick protestou. Bem a cara dele, defender qualquer uma que tenha p****s grandes e praticamente os ofereçam a ele. - f**a-se, sua opinião não conta.. - May estava ficando vermelha de nervoso. Prevendo mais uma discussão, eu interrompi-a, avistando o policial e a perita na porta. May se irritou e falou em deboche "Era só o que me faltava." e cruzou os braços. Por sorte quem falou foi o policial, acho que o nome dele é Jhony ou algo assim: - Estão vindo alguns investigadores pra cá. Kevin respondeu m*l criado: - E o que temos a ver com isso? E a perita abriu aquele sorrisinho dela e disse calmamente: - Tem a ver que daqui ninguém sai ou entra, até sabermos quem ou o que matou a moça. - Vocês só podem estar brincando. - falei mais alto que eu planejará. - Podem até sair, mas podem ter certeza que no final da trilha já estará uma viatura esperando vocês.- Falou Jhony. Maiana abriu um sorriso de orelha a orelha pra falar: -E agora iremos tirar as digitais de vocês! O tom de deboche de Maiana falar me irritava de uma tal forma que me fazia desejar em pensamento que May poderia ter dado uns tapas na cara dela. - Só que em mim você não encosta! - A provocação era nítida na voz de May. Maiana ergueu os ombros e retrucou-a : - Como se eu fizesse questão né, querida? - Ela olhou entre nós como se tivesse procurando alguém e exclamou. -Cadê a menina? - A Ray esta na enfermaria, sua.. -May parou de falar e respirou fundo. - Pois vão chama-la. Falou Jhony, e foi o que fizemos. Ao chegarmos no quarto, Ray estava chorando, o olhar tão vazio que dava pena. Ao nos notar, ela falou baixinho virando a cabeça pra parede para que não vissemos seu rosto. - Pensei que tivesse pedido pra ficar sozinha... O médico não falou? - Sim, ele falou, mas tivemos que vir. Como você esta?-Falei pegando em sua mão sem o soro, sentando na beira da cama e acariciando-a. - O que você acha? Ray trocou o olhar da parede para mim e me senti culpada por ter feito uma pergunta tão i****a. - Desculpa... Beijei sua testa. Ficamos em silêncio por alguns segundos até Ray falar: - Eu a amava tanto... - ela respirou fundo, para segurar o choro e prosseguiu com a voz meia chorosa. - E não adianta vocês falarem que também amavam ela, porque vocês nunca vão entender. Kevin surpreso falou: - Entender? Como assim? Ray respirou fundo, eu fuzilei Kevin com o olhar por ele ter perguntado. - Julie e eu éramos.... Eu estava apaixonada por Julie. Ray falou, era óbvio que ela não queria mais falar daquilo, não naquele momento, pelo menos. Mas, Rick boca grande continuou. - Você e ela... - levou as mãos a boca e exclamou um "Oh" e deu uma risada nervosa. - Viu só May? Eu falei que aquele chamego delas não era só amizade. May o beslicou, e ele deu um gritinho. - Sim, mas a Julie sempre tinha deixado claro que ela gostava era do Kevin. Ray fechou os olhos e uma lágrima gorda desceu do seu olho. Agora tudo fazia sentido,por isso a Julie ficava com cara fechada quando me via com o Kevin. Agora tudo faz sentido, era por isso que Julie sempre estava me mandando indiretas e parecia nervosa quando faziam alguma piadinha sobre nós. Claro, era isso. Como pude ser tão ingênua? Olhei para Kevin, que agora estava com uma expressão chocada, diante da revelação e ia falar alguma coisa, se não fosse Jhony entrar no quarto porta a dentro assustando todos. - Que demora, não temos o dia todo. Vocês vão ter que tirar as digitais aqui mesmo.- Ray bufou e suspirou um "O que eu fiz pra merecer isso?" e se sentou na cama com esforço estendendo a mão para Maiana que tinha um aparelho em sua mão. Após tirarmos as digitais no aparelho (May não deixou Maiana tirar a dela, o que acabou gerando uma mini discussão desnecessária novamente, antes de Jhony tomar o aparelho da mão de Maiana e tirar as digitais de May), o policial e a perita foram embora, prometendo que os resultados da análise já sairiam. Ficamos conversando por algum tempo coisas aleatórias, enquanto o soro de Ray acabava e quando acabou o médico a liberou. Ray se apoiou em mim e em May durante o caminho de volta as barracas, evitamos passar perto da ponte, mas eu a vi ao longe e a visão dela me trouxe um tipo de flashback. A sombra, a pedra, eu jogando a coisa na água. Ao acabar eu fiquei zonza, e se não fosse Kevin me segurar, teria caido Ray e eu. - Ina, você está bem? Parece que viu um fantasma.-Kevin perguntou preocupado. - Oi? Ah, estou sim. Muita coisa para minha cabeça, estou cansada! Kevin me olhou com a cara de desconfiado, mas não falou nada, e voltamos a andar. - Mamãe?-Eu ouvi uma voz de criança, e de trás de um pilar surgiu Karina. Eu sorri para ela fracamente. - Tá tudo bem, mamãe? Ela subiu em meu colo. Aquilo já estava me irritando: - Garota, para de me chamar de mamãe, eu não sou sua mãe! -Gritei com a menina, que fez cara de quem ia chorar.- Desculpa, tá? Mas isso está me irritando! -Você que matou a Julie? - Eu olhei assustada pra menina, que me olhava com olhos preocupados. - Como você sabe disso? - falei sem pensar. Karina riu e disse como se fosse o óbvio: - Mamãe, eu sei tudo sobre você! Olhei pra garota, que ostentava um sorriso convencido e comecei a desáfia-la com perguntas que quase ninguém sabia. Para minha surpresa a garota respondeu todas corretamente, sem nem ao menos pensar. -Impossível! - Resmunguei indignada. - Como você é bobinha, mamãe. Karina me lançou um sorriso doce e sumiu. Acordei com May e Kevin dando tapinhas na minha cara. Abri os olhos com dificuldade tentando decifrar que raios de lugar eu estava, não foi difícil de reparar que eu ainda estava na trilha de volta para as barracas. - Ina, Graças a Deus! -Kevin falou em um sussurro e em seguida me deu um beijo desesperado, fazendo May resmungar. - O que aconteceu? Perguntei confusa, quando Kevin me soltou: - Você desmaiou do nada enquanto caminhávamos. May falou, antes de Kevin voltar a me beijar. Eu o correspondi, e por um momento era como se só houvesse eu e ele no mundo, sem Julie, sem Karina, sem visões ou flashback, sem nada. Apenas nós, um curando as dores do outro. Quando nós separamos, May já tinha ido embora e Kevin ficou me olhando, com ternura e falou baixinho: - Estou completamente apaixonado por você!- Eu sorri, dei-lhe um selinho e respondi: - Sabe de uma coisa? Eu também! - E ficamos ali, naquele chão um sorrindo para o outro, se sentindo gratos por em meio a tempestade termos um ao outro. Mesmo que não durasse, como Julie havia me falado uma vez, eu lembraria daquele momento para sempre.
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