Capítulo 24:

3425 Palavras
Ashlyn   Encarei Adam e tentei me controlar para não expressar o quanto eu estava com medo dele. - Não aconteceu nada, de onde você tirou isso? Ficou maluco? - desci da cama e fiquei de pé, se a coisa piorasse um pouco mais eu iria sair correndo dali. Em cima da cômoda vi a garrafa. - Eu não tô maluco, é você que acha que eu sou burro! - Do que você está falando? Garrett e eu não nos falamos há semanas. - tentei argumentar. - Ah é? Então o que ele estava fazendo aqui no seu apartamento ontem? - ele agarrou meu braço e me puxou para perto dele. - Agora entendi que papinho era aquele da Hilary e da Scarlett falando que você estava doente. - ele me deu as costas e começou a andar pelo quarto. - Como eu fui i****a em acreditar nelas e mais i****a ainda em ter passado aqui para ver se você estava bem e te entregar isso. - ele jogou o buque de flores na minha cara. - Vocês não tinham outro lugar para se pegar não? São tão inteligentes que marcaram um encontro aqui, no seu apartamento, no dia do seu aniversário! Vocês acharam mesmo que eu não ia ficar sabendo? Me responde. Há quanto tempo isso está rolando? - Não está rolando nada, entendeu?! - joguei o restante das flores na cama. - Garrett só veio aqui me dar os parabéns. Eu passei a tarde inteira estudando, tive prova hoje cedo se não acredita. - Você acha que eu sou i****a? O vigia do alojamento me disse que viu ele saindo daqui mais de três horas da manhã. - gritou se aproximando de mim. - Você é uma v*******a! - Você não pode falar assim comigo. - o encarei assustada com o rumo que as coisas estavam tomando. - Eu falo com você do jeito que eu quiser. - apontou o dedo na minha cara. - Você deu para ele não deu? Aposto que há essas horas ele está se gabando porque comeu você, a namorada do inimigo dele. - Ele não me comeu, a gente transou sim, mas porque a gente se gosta. - resolvi falar a verdade de uma vez. - Desgraçada! - Adam deu um t**a no meu rosto e com a força cambaleei para trás. - Eu juro para você que foi só ontem. - cobri o rosto com as mãos e comecei a chorar. - Adam eu ia te contar, nós dois íamos conversar com você. Eu tentei evitar, mas eu me apaixonei por ele, eu só voltei com você porque estava magoada com ele. - E você fala isso me olhando com essa cara deslavada! - ele agarrou meus braços e me chacoalhou. - Me desculpa, eu não devia ter deixado as coisas chegarem a esse ponto, mas foi só ontem, eu juro para você. Ele apareceu aqui do nada e... Aconteceu! - comecei a chorar. - Você tem o direito de ficar chateado comigo, mas eu não posso seguir com esse namoro. Não posso ficar com você, gostando dele. - Você acha que vocês vão fazer essa canalhice comigo e vai ficar tudo bem? - Adam... - Acha que você pode me humilhar assim e eu vou te entregar de bandeja para ele? Nada disso. Você vai ficar comigo Ashlyn, não fui eu quem você escolheu para namorar, não sou eu seu namorado? Então é comigo que você vai ficar. - ele sorriu, mas seus olhos estavam cheios de ódio. - Não posso fazer isso Adam, você sabe que não vai dar certo assim, a gente vai ser infeliz se a gente seguir com esse namoro, é melhor cada um seguir a sua vida. - argumentei. - E quem disse que eu vou ser infeliz? - ele sorriu. - Se o que o Garrett quer é você, eu vou ser muito feliz privando ele de você e mais feliz ainda privando você de ficar com ele. Quem mandou você me trair? - Eu não vou fazer isso! - enxuguei o rosto. - Você não pode me obrigar a ficar com você! - Ah não, vamos ver se não! - Adam sorriu e pegou o celular. O encarei assustada enquanto ele discava para alguém. - Oi, sou eu, liga a câmera que eu tô aqui com ela. - Adam tirou o celular da orelha e virou para mim. Vi três caras encostados numa parede de frente para um dos blocos da faculdade. - Reconhece? - ele sorriu para mim. Me assustei quando vi o bloco onde Ben e Hilary estudavam. - Eles estão só esperando uma ordem minha para esperar os dois saírem e fazerem a festa. - Você está mentindo. - o encarei com medo. - Ela acha que eu to mentindo. - Adam riu falando com os caras. - Olha aqui bonequinha só para você saber, eu iria amar a chance de enfiar meu p*u na b****a da sua amiga Hilary. Aposto que o Austin não dá no coro como eu. - um dos caras zombou, os outros riram. Meu coração gelou quando vi os alunos começarem a sair do bloco, meus olhos marejaram quando vi Ben e Hilary saindo juntos e conversando. Gelei quando a câmera mexeu, indicando que os caras estavam em movimento, indo atrás dos meus amigos. - Não faz isso Adam, manda eles pararem, por favor! - supliquei agarrando seus braços. - Qual sua resposta então? Não é só a Hilary e o Benjamin que podem se machuca viu? Eu odiaria ter que fazer alguma coisa com o Austin, com a Scarlett e até como Oliver. Sabe que dele eu até gosto? Sem falar do Garrett, eu ia achar muito maneiro tirar o meu rival no Moto Cross do caminho. Tentei segurar as lágrimas, mas foi inútil quando vi que não tinha outra saída a não ser fazer o que ele queria. - Hei vocês dois! - ouvi um dos caras chamar no vídeo. - Tão falando com a gente? - vi Ben se virar. - E aí, qual vai ser Ash? Seu tempo tá acabando. - ele sorriu com malícia. - Eu faço! - cobri o rosto com as mãos e desabei na cama. - Eu fico com você, mas não machuca meus amigos, por favor. - supliquei. - Vocês ouviram, podem ir embora. - Adam avisou no telefone. - Não foi nada, a gente se enganou. - um dos caras respondeu e vi quando eles foram embora. Abaixei a cabeça e comecei a soluçar, aquilo só podia ser um pesadelo, não podia estar acontecendo. - Eu lamento muito ter que fazer isso com você princesa, mas você que pediu. - Adam se ajoelhou. - Você é um monstro! - cuspi as palavras na cara dele. - Sou, e você não vai querer ver esse monstro irritado. - sorriu. - Você tem até o fim da tarde para falar pro Grahan esquecer o que houve entre vocês, pra ele nunca mais te procurar, que é comigo que você vai ficar. Enquanto eu ouvia as palavras dele, meu coração se apertava. De onde eu ia tirar forças para falar tudo isso para o Garrett? Como ia olhar na cara dele depois de tudo e fazer o que Adam estava pedindo? Ele agarrou meu rosto e me forçou a olhar pra ele. - Se eu souber que você não conversou com ele, é exatamente nele que vou me vingar, entendeu? Você vai ver o que vai acontecer com ele e com aquela Ducati que ele tanto ama. Tá avisada querida! - ele largou meu rosto e me deu as costas. Quando ouvi a porta da sala bater eu deitei na cama e me encolhi feito uma bola. Agarrei a aliança que Garrett me dera e que sem ninguém saber estava usando por baixo da blusa, assim como ele. Eu não ia ter forças para fazer o que Adam estava mandando, não fazia ideia de como fazer aquilo.     Garrett   Eu estava no meu apartamento, estranhando o sumiço e prestes a ligar para Ash quando a campainha tocou. Sem ter ideia de quem poderia ser, me levantei meio de mau humor. Eu ia dar mais dez minutos, se ela não desse notícias, eu ia até o alojamento atrás dela. Abri a porta e senti a alegria me invadir quando vi Ashlyn na minha frente. Sem dizer uma palavra a puxei pela cintura e a beijei, dando fim àquela espera agonizante. A reação dela me surpreendeu. Ela me empurrou e deu as costas para mim. - O que foi Ash? - fechei a porta do apartamento. - Desculpa vir sem avisar, eu preciso falar com você. - ela respondeu de costas para mim, de pé no centro da minha sala. - Algum problema com as meninas, você já falou com elas? - puxei sua mão e a fiz se virar para mim. - Hei o que foi? - segurei seu queixo e a fiz me encarar, fiquei preocupado quando vi seus olhos marejados. Ashlyn se afastou de mim dando dois passos para trás, não estava gostando nada dessas esquivas dela. - O que aconteceu? - Eu só vim aqui falar para você que... Eu mudei de ideia! - ela não me olhou ao dizer aquilo. - Mudou de ideia em relação à que? - Em relação à gente. - ela finalmente me olhou e mordeu o lábio inferior. - Garrett a noite de ontem foi legal, mas convenhamos que foi uma loucura, que nunca deveria ter acontecido e que nunca mais deve se repetir. - Legal? Ash do que você está falando? - não entendi nada e gostei menos ainda. - Você se entregou pra mim ontem, não venha falar que a noite foi legal e um erro. Você enlouqueceu? - Devo ter enlouquecido ontem à noite quando tive a ideia de t*****r com você! - declarou e abaixou a cabeça, remexendo as mãos. - Mas eu sempre tive uma atração por você. Você mesmo vive não vive se gabando que as mulheres não resistem à você? Então, por que eu tenho que ser diferente? Foi divertido, cada um conseguiu o que queria e agora a gente segue nossa vida. - Segue nossa vida? Que m***a você está querendo dizer com isso? - comecei a perder a paciência. - Grahan, convenhamos que no fundo era isso que você sempre quis, não era? Uma chance de me levar para cama, então... Você conseguiu. Pode até sair espalhando pela faculdade que você finalmente, depois de dois meses tentando conseguiu levar a namorada do seu pior inimigo para cama. - Não, essa não é você, você bateu com a cabeça? - elevei o tom de voz e me aproximei dela. - Depois de tudo que eu te disse ontem à noite? Eu não acredito que você está desconfiando de mim de novo. - Não estou desconfiando, mas nós bebemos, deixamos o clima nos levar a falar coisas que não eram verdade. - deu de ombros. - Olha aqui não vem querer me enganar, nós dois bebemos uma garrafa de champanhe junto, íamos precisar de muito mais do que isso pra ficarmos bêbados. E clima? Do que você está falando? Sinceramente eu não acredito no que eu estou ouvindo, essa não é você Ash! - a apontei. - Pois acredite essa sou eu e estou dizendo a verdade. Foi legal t*****r com você Grahan, mas foi só ontem, nunca mais vai acontecer de novo. Sinceramente você é bonito, é gostoso, bom de cama, mas nós dois sabemos que você não é o cara para mim. - Para! Cala a sua boca pelo amor de Deus, para de falar besteira. - segurei seu rosto entre as mãos e a fiz me olhar nos olhos. - Essa não é você, me diz o que está acontecendo, você... Você não estava assim ontem, a gente combinou de contar tudo para todo mundo, você ia se tornar minha namorada. - vasculhei seus olhos vazios, em busca da garota que até ontem eu jurava conhecer. - Você não pode estar falando sério, isso é uma pegadinha né? Você está zoando com a minha cara, não está? - Eu estou com cara de quem está zoando? Eu nunca falei tão sério em toda a minha vida. - ela se afastou indo para longe de mim. A encarei desesperado. Essa conversa não podia estar acontecendo, eu devo estar cochilando no sofá, esperando notícias dela, só pode. - Você está mentindo! - Eu não estou mentindo! - ela elevou o tom de voz. - Eu não quero ficar com você, você não é o cara pra mim, eu não confio em você pra namorar. Você é bom para casos de uma noite só. Eu não quero ficar com você, meu namorado é o Adam e sempre vai ser. Eu escolhi ele uma vez e estou escolhendo de novo. O que eu fiz ontem foi uma loucura, mas nunca mais vai se repetir. Andei de um lado para o outro do apartamento sem acreditar no que ela estava fazendo. - Essa não é você. - a encarei inconformado. - Essa sou eu sim e quanto antes você aceitar melhor. Você não é bom o bastante para mim, pode ser para as outras com quem você transa, mas pra mim você não é. Era isso o que eu tinha para te dizer. - ela respirou fundo. - Não vai ter namoro ou qualquer outra coisa do tipo, me desculpa se comigo você achou que ia virar algo sério, mas você se enganou. Sinto muito... Foi legal me envolver com você, mas acabou. Segue sua vida, que eu vou seguir a minha - ela atravessou a sala do apartamento e saiu fechando a porta. Senti que o chão foi tirado dos meus pés e desabei no sofá. Cobri o rosto com as duas mãos e agradeci por estar sozinho, pois desabei em lágrimas sem forças para fazer nada, nem mesmo destruir meu apartamento, como eu faria em outra ocasião. As coisas que ela me disse não poderiam ter sido pronunciadas por ela. Eu não aceitava que tivesse me enganado tanto com ela, não me conformava que depois da noite passada, ela conseguisse me dizer coisas assim. Não sabia o que estava machucando mais, as palavras dela ou as atitudes no geral depois de tudo que passamos. Eu me sentia totalmente perdido, sem rumo e sem saber o que fazer. O celular começou a vibrar dentro do meu bolso, pensei que poderia ser ela, mas era o Kuno. - Oi! - tentei disfarçar minha voz acabada. - E ai cara beleza? Está rolando uma apresentação de Moto Cross aqui no parque, o negócio tá top, você não quer vir pra cá, não? Um dos caras que ia se apresentar faltou. - Tô indo prai! - respondi e desliguei. Sem pensar direito no que estava fazendo, peguei as chaves da moto, usei a escadaria de serviço e desci correndo. Quando cheguei na garagem, liguei minha Ducati e sai a toda, descontando nela toda a dor, a raiva e a frustração que eu estava sentindo. Ao invés de extravasar socando algumas coisas ou alguém, eu ia extravasar fazendo uso da adrenalina. Acelerei costurando os carros, pouco me fodendo se algum deles me atropelasse, provavelmente a dor da batida não seria nada comparada a dor que eu sentia dentro de mim. Cheguei ao evento e assim que desci da moto, Kuno veio me encontrar. - E ai cara? Nossa você está bem? - ele me olhou assustado. - Tô ótimo, cadê a moto para fazer a apresentação? - perguntei m*l dando atenção à ele e as pessoas a volta. - Lá atrás! Segui andando, mas Kuno me segurou. - Você parece que está com problemas, tem certeza que quer se apresentar? - Eu tô ótimo, cuida da minha Ducati pra mim! - respondi e sai andando. As motos de uma apresentação de Moto Cross tinham que ser mais leves, seria impossível pegar a minha Ducati de duzentos quilos e querer dar uma cambalhota com ela, por isso usávamos outras motos. Me aproximei do grupo que ia se apresentar e o pessoal ficou alvoroçado quando souberam que eu estava ali. - Vamos arrebentar! - sussurrei pra mim mesmo e para moto, colocando o capacete. Os caras se apresentaram e quando chegou minha vez, me posicionei na rampa e o pessoal começou a gritar meu nome. Grahan! Grahan! Grahan! Coloquei o óculos de p******o e acelerei a moto. As pessoas lá embaixo uivavam ensandecidas enquanto chamavam meu nome. Eu jurava que a melhor sensação do mundo era a adrenalina antes de uma apresentação. Nada se comparava ao barulho do motor, à vibração da moto sob suas mãos quando estava prestes a mergulhar no desconhecido e sair voando. A energia de tantas pessoas juntas num mesmo lugar ansiosas pela sua apresentação, desafiando você, querendo saber até onde é capaz de chegar. O perigo daquilo tudo, a ideia de saber que um erro mínimo pode arruinar tudo. Isso era a minha vida, minha maior paixão. Assim como o combustível que movimenta e dá vida à uma moto, as competições causavam o mesmo efeito sobre mim. Não havia nada que eu amasse mais do isso. Até ela aparecer. E se transformar no centro do meu mundo. - E lá vem ele, com vocês... Garrett Grahan! - o rapaz gritou no microfone. Acelerei a moto mais uma vez, e desci a rampa empinando. O rosto dela voltou à minha mente apenas para zombar de mim. Suas últimas palavras antes de deixar meu apartamento voltaram à minha cabeça, como se estivessem sendo sussurradas no meu ouvido. A moto deu um ronco alto e subi a rampa voando por cima de milhares de cabeças. Eu não precisava olhar para saber que estavam todos concentrados em mim. Soltei as mãos do guidão e dei uma cambalhota no ar. De olhos fechados visualizei meu apartamento, Ashlyn dando as costas para mim. O barulho da porta se fechando. Ela tinha feito sua escolha. - Perai galera alguma coisa está errada! - o rapaz no microfone soo preocupado. Estendi as mãos para segurar os guidões da moto, mas tudo que consegui agarrar foi o ar. Meu corpo foi jogado pra baixo. Ouvi o ronco da minha moto e consegui agarrar o que parecia ser o banco. A risada de Ashlyn preencheu meus ouvidos, sobressaindo-se em relação a gritaria que começava a ficar cada vez mais alta e disforme. Eu estava caindo. Talvez a queda me matasse. “f**a-se!”, pensei soltando minha mão. Relaxei e deixei minha mente divagar. O gosto dos lábios de Ashlyn.  A sensação de seus dedos entrelaçados nos meus. Suas manias, seu revirar de olhos e o som de sua risada. Todos os nossos momentos juntos passaram como um filme na minha cabeça. É.... a vida, tinha valido a pena afinal. Houve gritos e meu corpo se chocou contra alguma coisa. Mais gritos desesperados. E então, silêncio e escuridão.     Ashlyn   Entrei no apartamento, atravessei a sala e fui direto para o meu quarto. Me joguei na cama e nunca chorei tanto na minha vida. Mordi o travesseiro, abafando meus gritos dolorosos, enquanto me lembrava do que tinha feito. Garrett nunca me perdoaria pelas coisas que tinha dito a ele. Eu estava me sentindo um monstro, um lixo, a pior pessoa do mundo. Puxei a aliança para fora da blusa e apertei com força. Fechando os olhos eu conseguia me lembrar de todos os segundos da noite passada, não dava para acreditar que vinte quatro horas atrás tínhamos ficado juntos e agora estávamos separados de novo. - Me perdoa! Me perdoa! - pedi entre soluços. Não sei por quanto tempo fiquei ali chorando, mas apaguei e acordei com Hilary me chamando. - Ash, acorda! - O que foi?! - abri os olhos sentindo minha cabeça latejar. - Você ainda não está sabendo né? - ela me olhou preocupada. - Do que você está falando? - me sentei na cama, totalmente perdida. - Garrett sofreu um acidente! - Que?! - senti meu pobre coração já estraçalhado ser esmagado dentro do peito. - Foi numa apresentação agora pouco, parece que o estado dele é grave! - Não! - tapei a boca com as mãos e voltei a chorar de novo, desesperada. - Ash, calma! - Hilary me abraçou. - Ele vai fica bem. A abracei de volta tentando encontrar forças nela. A culpa era minha, Adam tinha cumprido sua ameaça. Mesmo depois de eu ter feito o que ele mandou, Adam tinha machucado Garrett como prometera.
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