Dois motivos para chorar...

631 Palavras
Quando chegamos em casa, eram 17h49, meu pai foi para o quarto dele e eu para o meu. Quando entrei, peguei o meu celular e me deitei na cama, me enrolei forte na almofada como se aquele fosse o último dia que dormiria nela. Liguei a tela do celular e fui até a galeria e pressionei em uma imagem do Derick. Fiquei olhando para aquela imagem durante 5 minutos, olhando para ela como se fosse a primeira vez que a via. Olhei detalhadamente para os olhos dele, para os lábios dele e por fim para o seu cabelo. Eram de cor mel, lindos e sem igual. Quando voltei a olhar para os olhos azuis do Derick, me desatei a chorar. Não podia chorar alto porque senão papai ouviria. Chorei amargamente, naquele momento eu sentia como se o Derick tivesse me traído, mas não. Enquanto chorava as minhas lágrimas percorriam o meu rosto e algumas eram engolidas através dos meus lábios, me fazendo lembrar quão doces e salgadas podiam ser. As doces me faziam lembrar dos bons momentos e as salgadas dos maus... Lembrei até de quando a traição da minha mãe foi descoberta e chorei mais ainda. Naquele momento ouvi o som da porta a se abrir. Quando olhei para ver quem era, escondendo o rosto pálido e vermelho por baixo da almofada. A luz do outro compartimento invadiu o meu quarto e magoava os meus olhos. Eu tentava os manter abertos, mas sem sucesso, eles ardiam muito e se fechavam automaticamente. Escondi novamente o meu rosto debaixo da almofada. Ouvia passos lentos e leves vindo na minha direção. Senti alguém tocar no meu ombro e depois ajeitar o meu cabelo. _ Ei... o que foi? Minha princesa. Uma voz doce e conhecida ecoou sobre os meus ouvidos. Era a voz do meu pai... Era o meu, era ele mais uma vez... Respondi que não era nada balançando a cabeça, mas papai me conhecia bem. Pegou na minha mão e disse: _ Eu sei que você não está bem, conversa comigo. Papai dizia que as pessoas apenas choram por dois motivos. Por alegria ou tristeza, e o meu... bom, vocês sabem... Recebi um abraço imensamente caloroso do meu pai. Quando tive coragem de o olhar, ele já olhava para mim, os olhos expressavam carinho e preocupação. Tentei falar o que sentia, mas não consegui. As palavras pareciam ficar presas na garganta. Havia chorado tanto que fiquei com sono e adormeci com a cabeça apoiada no colo do meu pai. Acordei depois de horas de sono, sentindo um aroma de perfume masculino que eu conhecia e amava muito. O cheiro era forte e doce... Quando abri os olhos vi que era o meu amor platónico - Derick. Levantei e o abracei. Derick retribuiu o abraço e me deu um beijo. _ A minha princesa dos olhos verde mar está melhor? _ Rsrs. _ Te amo, viu? _ Também te amo, meu amor. _ Rsrs, quer conversar? _ Não agora... Derick entendeu e não insistiu. _ Então quer assistir um filme comigo? _ QUEROOOOOOO! Qual? _ Hoje a escolha é sua. Escolhi " A culpa é das estrelas", onde os atores principais são o Augustos e Hazon. Amei assistir aquele filme, não havia terminado porque adormeci, rsrs. Quando acordei já era meia noite e não tinha mais ninguém no quarto além de mim. Olhei para a banca para pegar o meu telefone e encontro um bilhete e uma rosa vermelha nela: " Você é a flor mais linda do meu jardim, te amo muito, minha princesa". Sorri muito, estava feliz por aquele gesto... Só depois da emoção passar, comecei a sentir fome, rsrs. Levantei da cama e fui para a cozinha preparar alguma coisa para comer e adivinha quem acabei encontrando lá? rsrs.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR