Chegando em casa, o Tio Ricardo abriu a porta com um sorriso largo.
_ Bem-vinda, Alicia! Vamos fazer um tour rápido pela casa antes que eu tenha que sair para o trabalho.
Começamos pelo hall de entrada, depois pelos corredores e pela sala principal. Eu não conseguia parar de admirar cada detalhe: quadros, móveis elegantes, a iluminação que deixava tudo acolhedor.
_ Agora eu preciso sair por algumas horas, mas não se preocupe, você vai estar bem — disse o tio. — A minha esposa, sua tia, vai te acompanhar enquanto eu estiver fora. Ela vai te mostrar o resto da casa.
_ Obrigada, tio! — respondi, animada e um pouco nervosa.
Pouco depois, entrou na sala uma mulher de sorriso caloroso, que se apresentou:
_ Oi, Alicia! Eu sou a tia Clara. O Tio Ricardo falou muito de você. Vamos continuar o tour?
A tia Clara mostrou-me a cozinha, onde havia tudo organizado e alguns lanches preparados para mim. Depois, seguimos para a sala de estar, quartos e espaços de lazer. Ela falava de forma leve, fazendo-me sentir confortável.
_ Alicia, aqui você pode se sentir em casa, tá bem? Tudo é seu enquanto estiver aqui.
Finalmente, chegamos ao meu quarto. Ao abrir a porta, fiquei deslumbrada. Era grande, com janelas amplas, uma cama enorme e a decoração era acolhedora. Um aroma suave de laranja preenchia o ar, trazendo uma sensação de calma e aconchego.
_ Esse vai ser o seu espaço. Pode deixar as suas coisas aqui, organizar como quiser — disse a tia Clara, sorrindo.
Depois que a tia se despediu, decidi explorar e arrumar algumas coisas no quarto. Coloquei minhas malas em ordem, organizei algumas roupas e objetos, e senti que aquele espaço podia realmente ser meu refúgio.
Cansada da viagem, decidi tomar um banho rápido. A água quente e o cheiro do sabonete relaxaram-me instantaneamente. Vesti uma roupa confortável e arrumei mais algumas coisas no quarto antes de finalmente me deitar na cama.
Olhei para o meu telefone, mas notei que estava sem carga. Sem poder contatar meus pais para avisar que havia chegado, coloquei o telefone a carregar e fechei os olhos por apenas alguns minutos.
Quando dei por mim, tinha adormecido profundamente. Horas depois, fui acordada pelas batidas suaves na porta.
_ Alicia, hora de jantar! — chamou a tia Clara.
Abri os olhos, ainda um pouco sonolenta, mas um sorriso apareceu no meu rosto. Senti que estava em segurança, em um lugar que podia realmente chamar de lar, mesmo que temporariamente.