Capítulo 33

1090 Palavras
Alice acordou mais disposta naquela manhã, depois de alguns dias difíceis ela finalmente sentia sua vida volta aos eixos, se levantou, tomou um banho e vestiu um conjunto de blusa e calça de alfaiataria na cor fúcsia. Ao descer sentiu o cheiro do café fresco que Lorenzo havia acabado de passar, invadia toda a sala, os seguranças tomavam uma xícara enquanto conversavam com Lorenzo, e ao perceberem a presença de Alice a conversa se encerrou. — Bom dia. — disse ela sorrindo e cumprimentando todos. — Bom dia meu amor. Espero que tenha dormido bem. — disse Lorenzo vindo até ela e lhe dando um selinho. — Dormi sim, e você? — perguntou e ele balançou a cabeça confirmando. Depois do café, cada um seguiu para sua rotina de trabalho, cada um com um segurança. Ao chegar no escritório, Alice se esforça para retomar o ritmo e recuperar seu controle no trabalho também. Ao entrar no escritório, Alice cumprimentou todos que estavam na recepção, como fazia também na outra empresa, e então uma das secretárias a chamou, fazendo com que se virasse automaticamente para encará-la. — Alice, deixaram uma encomenda para você. Eu já levei para a sua sala. — disse a secretária. — Tá bom, muito obrigada! — agradeceu Alice, com um sorriso gentil. Alice caminhava pensativa sobre a informação, tentando descobrir quem teria enviado algo, e por qual motivo. Ao chegar em sua sala, Alice deixou a bolsa sobre a cadeira, e se sentou logo em seguida, analisando o envelope. O papel parecia envelhecido; a ausência de um remetente, faz o coração de Alice acelerar, como se tivesse um leve mau pressentimento sobre o que encontraria ali dentro, a sala estava fria e escura, criando uma atmosfera de tensão ao redor de Alice. Enquanto tentava decidir se abria ou não o envelope, Alice viu que suas mãos estavam trêmulas, respirou fundo e decidiu abrir e acabar logo com aquela ansiedade. Ao abrir o envelope, Alice se depara com imagens inesperadas de Lorenzo e Enrico juntos em um local sombrio, pareciam estar esperando alguém ou negociando algo. Automaticamente, seu rosto foi tomado por uma expressão de choque, descrença, e o medo crescente que a fazia questionar tudo ao redor. Ela se perguntava se Lorenzo havia mentido para ela esse tempo todo e ainda mantinha suas ligações com o submundo do crime, se perguntava se havia mais alguma coisa que Lorenzo escondia dela. Assim que seu expediente acabou, Alice saiu depressa com Daniel, pedindo para que ele dirigisse mais rápido que o de costume, pois queria chegar em casa e confrontar Lorenzo. — Oi meu amor. Já chegou. — disse ele vindo na direção dela com um sorriso. — Oi. — disse ela num tom mais seco. — O que aconteceu? — perguntou notando a diferença de humor dela. Alice não diz nada e vai até sua bolsa, tirando o envelope da bolsa e em seguida revelando a foto para Lorenzo. — Eu recebi essas fotos hoje na empresa. Posso saber o que mais você anda escondendo de mim? Achou que suas mentiras ficariam ocultas para sempre? — disse ela num tom de mágoa. Lorenzo analisou as fotos com calma, e elas não lhe pareciam estranhas, e até havia um conhecido seu nelas. — Amor, essas fotos são muito antigas. Tanto que você pode perceber isso pelo envelope, a pessoa nem se esforçou em trocar o envelope. — ele diz tentando se justificar, mas Alice está com uma expressão de incredulidade. — Você só pode estar brincando com a minha cara mesmo. — diz ela. — Por quais motivos eu faria isso? Eu já te disse que eu saí. Mas tudo bem se você quer provas, amanhã você as terá. — disse ele antes de sair de lá a deixando sozinha. Alice ficou ali parada por alguns minutos até decidir ir tomar seu banho. Enquanto tomava banho, ainda carregava consigo a sensação de que tinha sido traída. Parte dela queria acreditar que havia uma explicação lógica para aquelas fotos e o que Lorenzo havia dito par ela, mas a outra sussurrava que Lorenzo talvez nunca tivesse deixado aquela vida. Ao retornar para a cozinha para o jantar, o clima entre eles não era nada agradável, então Alice foi jatar sozinha no sofá, e depois foi dormir no quarto ao lado, separada de Lorenzo. No dia seguinte, Alice acordou bem mais cedo e por não querer se encontrar com Lorenzo no café da manhã, com aquele ambiente desconfortável entre os dois, ela foi tomar seu café uma cafeteria, mas Alice optou por pedir uma panqueca de chocolate e um copo de suco de morango com linhaça, e só depois de satisfeita que ela foi para a empresa escoltada por Daniel. — Se o senhor Ricci te perguntar onde tomei meu café da manhã hoje, por favor, não diga. — disse ela descendo do carro. — Tudo bem, senhora. Alice entrou na empresa, deixando todos os problemas pessoais de lado, para focar em trabalhar com eficiência. Enquanto isso Lorenzo aproveitou o tempo em que estava livre para conseguir algumas provas que comprovassem sua inocência para Alice, que ainda não queria acreditar nele. Ele começa a vascular seus arquivos antigos, tendo plena certeza de que as fotos estavam lá, mas na verdade ele constatou que não estavam. Então pegou seu celular e contatou um amigo que se lembrou de estar nas fotos também, correndo contra o tempo para encontrar a foto original. E finalmente conseguiu, então foi até impressora e reimprimiu a foto com a data original, voltou para sua sala um pouco mais tranquilo e guardou a foto em sua pasta, ansioso para voltar pra casa e esclarecer de uma vez por todas a verdade para Alice. Como sempre, Lorenzo havia chegado na frente de Alice, o que lhe dava tempo de tomar um banho e se preparar para o que diria a ela. Logo Alice chegou e Lorenzo foi até ela. — Oi. — disse ele. — Oi. — ela respondeu. — Você queria provas, e eu consegui. — disse entregando o envelope para Alice. Ela se sentou e foi tirando as fotos de dentro, observando atentamente cada detalhe, e no final acabou por se emocionar ao se sentir culpada e principalmente por ser fácil de enganar. — Desculpa por ter duvidado de você. — disse ela indo até Lorenzo e se envolvendo nos braços dele. — Tudo bem, eu te entendo, afinal, nós estamos reconstruindo uma confiança aos poucos. — disse ele a abraçando, enquanto Alice balançava a cabeça concordando.
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