Capítulo 5

1032 Palavras
Alice acaba de desembarcar em sua cidade, e finalmente podia respirar aliviada, pois a primeira parte do processo estava concluída. Já sentia o peso dos saltos sob seus pés e estava louca para chegar em casa e arrancá-los de uma vez, porém isso iria demorar mais do que ela queria. Alice agora tinha uma dura tarefa de pesquisar todos os detalhes sobre o caso que representaria, não estava preocupada, pois sua empresa tinha um excelente banco de dados e com toda certeza acreditava que chegaria ao final daquela história, provando se realmente Enrico Ricci era ou não inocente. Ela chamou um carro por aplicativo e foi direto para a empresa, já que pelo horário não compensaria passar em casa. Ao chegar na empresa, foi dando bom dia para quem encontrasse no caminho até sua fala e assim que chegou lá, ligou o notebook, fechou a porta, deixando suas coisas na cadeira ao lado e se sentou. Ela tinha pendências e reuniões a serem dirigidas, então deixou um pouco de lado o caso dos Ricci para se concentrar nos outros casos que precisava terminar. No horário do almoço, Alice mandou uma mensagem para Lavínia para combinar das duas irem almoçar juntas num restaurante perto do trabalho de Alice, e assim que a amiga topou, ela ligou e fez a reserva. Ela logo foi pra lá, e ficou esperando a amiga do lado de fora do restaurante. — Oi amiga. — Lavínia falou quando chegou, tinha um sorriso animado nos lábios. — Oii, senti falta de você. — disse Alice a abraçando e já entrando pela porta do restaurante. Ela logo se apresentou na recepção e elas foram guiadas até a mesa que Alice tinha reservado, assim que se sentaram, Lavínia olhou para Alice. — E então, como foi o encontro? — ela perguntou. — Bom, não foi como eu esperava. Ele nem se lembrou de mim. — Sei, mas faz muitos anos. Logo logo, alguma coisa que você fizer perto dele vai fazer ele lembrar, certeza. — falou. — Como sabe que vamos nos ver de novo? — Porque eu sei que você aceitou o caso, você não ia deixar passar. — disse e as duas riram logo em seguida. — É verdade. Mas o caso é bem complexo. — falou Alice. — Imagino. Mas não vamos falar disso, você voltou e eu tenho que te falar do que aconteceu na faculdade. — fala Lavínia mudando o assunto. As duas almoçaram em um clima animado e de cumplicidade, uma sempre entendia a outra. Enquanto isso, do outro lado, Lorenzo começava mais um dia de trabalho na empresa da família e não teve nenhum retorno de Alice ainda, então deduziu que a mulher era muito requisitada. Pegou o telefone para navegar nas últimas notícias e foi bombardeado com um monte de matérias sobre seu irmão, mas em sites de fofocas que mais uma vez o culpavam pela morte de Suzany Natto. Lorenzo logo larga o telefone e fica revoltado com a quantidade de mentiras que as pessoas, principalmente os jornalistas para poder ganhar likes e publicidade em cima, sem nem se importar com os sentimentos dos envolvidos na fofoca. Lorenzo respira fundo e decide se levantar e andar um pouco pelos corredores da empresa, mesmo sabendo que não tinha controle daquilo isso não o impedia de sentir e expressar sua revolta. Foi até a sacada do último andar da empresa e ficou lá, observando a paisagem até se acalmar, e só depois que retornou para sua sala e conseguiu trabalhar. Depois do almoço com Lavínia, Alice se despediu dela e voltou para a empresa, mas nesse trajeto seu celular vibrou indicando uma mensagem, ela logo pegou o aparelho do bolso de sua calça e leu, ainda tentando assimilar a mensagem. “Abandone o caso ou irá se queimar junto” Quem poderia ter mandado aquela mensagem? Alice se perguntava, pois ela era muito cuidadosa com a divulgação do seu contato, pensou ser Lorenzo, mas quando ela entrou no aplicativo para mandar uma mensagem para o destinatário já não conseguia, pois estava bloqueada. Ficou se perguntando se Lorenzo tinha alguma coisa a ver com aquilo, como uma forma de apressá-la para o desdobramento rápido do caso, mas uma parte sua não pensava que ele seria capaz daquilo. Estava acostumada com aquele tipo de pressão, mas achou totalmente desnecessária a ameaça. Decidiu ignorar a mensagem, e também bloqueou o número, seguindo seu caminho de volta para a recepção da empresa. Voltou a trabalhar focada no que estava ao seu alcance resolver naquele dia, até que desse a hora de ir para casa. Ela não queria se preocupar com mais nada que envolvesse trabalho quando chegasse em casa, teria finalmente sei merecido descanso. Ao sair de lá, pediu um carro por aplicativo e automaticamente se lembrou do seu e daria uma passada pela oficina no dia seguinte. Chegando em casa, tudo estava um completo silêncio e deduziu que Lavínia ainda estava na faculdade, então foi tomar seu banho e logo depois que saiu, já vestida se deitou na cama por pequenos segundo e sem querer pegou no sono, pois acordou com Lavínia a chamando. — Desculpa e acordar, mas é que vi que você não tinha jantado. — disse ela. — Tudo bem. — Alice fala se sentando ainda sonolenta. Elas caminharam conversando sobre o restante do dia até que chegasse na cozinha. Elas jantaram em silêncio, e logo Alice se preparava para ir dormir. Mas no meio da madrugada, Alice começa a sonhar, ter um pesadelo, onde uma pessoa desconhecida toda vestida de preto, com o rosto coberto e uma faca na mão dizendo a mesma frase da mensagem, para Alice abandonar o caso. Alice acordou assustada e ao olhar no relógio viu que ainda era uma hora da madrugada, não era seu costume acordar no meio da noite, principalmente ter pesadelos. Ela decidiu se levantar e ir até a cozinha beber um copo d'água e tentar se acalmar para voltar a dormir. Um tempinho depois, ela começou a sentir que estava se acalmando, mas optou por tomar um comprimido para ajudar com o sono e voltou para o quarto em silêncio. Logo conseguiu dormir novamente.
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